Fernando Aguiar:“Com cinco pontos de vantagem o Benfica pode encarar o jogo de forma completamente diferente”

O FC Porto vs Benfica deste domingo é o jogo grande da 10.ª jornada da Liga NOS. O primeiro grande teste da temporada para os encarnados, o segundo para os dragões. Fernando Aguiar, antigo médio benfiquista aceitou o desafio e lançou para o Box-to-Box o jogo desta noite.

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Quais é que considera os pontos fortes de uma e de outra equipa?

Fernando Aguiar (FA) – Acho que o ponto forte do Benfica tem sido a defesa. Têm sofrido poucos golos, o meio-campo também tem estado bem, em especial o Fejsa mas, infelizmente, não vai poder jogar. Mas creio que neste momento o Benfica, no todo, é bastante forte.

Fejsa e Grimaldo falham o jogo de domingo. Acha que o Benfica se vai ressentir? Quem os pode substituir?

FA – É sempre difícil os jogadores que entrarem estarem ao mesmo nível dos que têm jogado, até porque estes têm estado em boa forma. Mas o Eliseu jogou sempre nas duas últimas épocas em que o Benfica foi campeão. É o patinho feio, mas é um jogador confiante de quem eu gosto. Depois, o Samaris também jogou bastantes vezes a época passada. Confesso que já dei algumas entrevistas e reafirmo, sou fã do Samaris, gosto muito de o ver jogar. Acho que o Benfica está bem servido em termos de substitutos para o clássico.

O que recorda dos jogos entre Porto e Benfica onde participou?

FA – É sempre um ambiente com muita tensão. Mas temos de estar preparados mentalmente. Especialmente a jogar fora, no Dragão, é sempre complicado. É um ambiente hostil para o qual é preciso estar bem psicologicamente.

A sua última época serviu bem para ilustrar a imprevisibilidade destes jogos. Três jogos, três resultados diferentes. Derrota no dragão por dois zero, depois empate na luz a um e vitória na Taça já no prolongamento por 2-1. Que resultado acha que podemos esperar do jogo?

FA – Sinceramente acho que nos últimos anos, o Porto perdeu aquela mística. Dominavam sempre o Benfica. Acho que o Benfica, com cinco pontos de vantagem, pode encarar o jogo de uma forma completamente diferente. Com mais à vontade, porque mesmo perdendo continua na frente da Liga.

Como surgiu a história do Robocop?

FA – Estava no Beira-Mar e tinham a mania de brincar com a roupa. Um dia chego ao balneário, tomo banho e quando vou para calçar as minhas meias, estas estavam cortada. Então na altura não achei nada engraçado. Peguei na balança, uma daquelas antigas e atirei-a para o chuveiro. Comecei a mandar vir com toda a gente e fui logo embora para casa. A caminho de casa liga-me o Elisio, guarda-redes, e muito baixinho diz-me: “Fernando, desculpa fui eu.” Não foi muito engraçado na altura, mas agora quando conto isso é de rir.

Entrevista de David Agostinho

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