Ainda não foi desta: FC Porto não consegue quebrar enguiço

 

Formação Leicester: Schmeichel, Hernandez, Morgan, Huth, Fuchs; Mahrez (88, D.Gray), Drinkwater, Amartey, Albrighton; Slimani (82, Andy King), Vardy (94, A.Musa)

Formação FC Porto: Casillas, Layún, Felipe, Marcano, Alex Telles; Danilo Pereira, , André André (63, Herrera), Óliver Torres (77, Corona), Otávio; Adrián Lopez (63, Diogo Jota), André Silva

Em 17 partidas em terras de sua majestade, o FC Porto sofreu 15 derrotas e 2 empates. Este era o saldo dos azuis e brancos à partida para a segunda jornada da Champions, numa altura em que, mais do que nunca, era importante os dragões quebrarem este enguiço, depois do empate com o Copenhaga na primeira jornada da liga milionária. O Leicester entrava mais folgado depois da vitória sobre o Club de Brugge na primeira jornada mas com uma moral abatida depois de duas derrotas seguidas – e pesadas – frente ao Chelsea (4-2) e Man Utd (4-1).

 

 

O FC Porto tinha muito espaço para organizar o jogo a meio-campo e apresentava-se pressionante nas transições rápidas do Leicester. Os Foxes pressionavam baixo no terreno e saiam para o ataque com muita facilidade através das transições rápidas, nas quais são muito fortes, e utilizavam o conhecido contato físico da ‘Premier’ para ajudar a parar as investidas dos dragões.

Logo à abrir a partida o miúdo André Silva podia ter feito o primeiro do jogo após passe de Otávio vindo da esquerda. O número 10 dos dragões tentou fazer um chapéu a Kasper Schmeichel mas falhou a baliza por pouco. Estavam decorridos 3 minutos de jogo.

Os da casa utilizavam em força cruzamentos para área e aos 14 minutos Slimani alertou para o que viria acontecer 10 minutos depois. Se da primeira vez, após livre indireto, a cabeçada de “Super Sli” foi parar às mãos de Casillas, à segunda foi parar ao fundo da baliza do espanhol. Um cruzamento preciso de Mahrez e uma excelente antecipação do avançado argelino foram os ingredientes para cozinhar o primeiro golo do Leicester. 1-0 aos 25 minutos. A equipa liderada por Nuno Espírito Santo estava com dificuldades para lidar com o jogo aéreo dos Foxes e com as bolas longas colocadas na frente de ataque.

 

slimani

Super Sli faz o primeiro e último do jogo e continua um carrasco para o FC Porto

 

Antes de terminar a primeira parte, destaque ainda para o livre direto de Layún que passou a poucos centímetros da baliza defendida por Kasper.

 

Na segunda parte, aos 55 minutos os dragões têm uma boa oportunidade para empatar o jogo mas Alex Telles, através de um livre direto, oferece a bola à bancada. O FC Porto entrou melhor na segunda parte, pelo menos no que diz respeito à contenção das investidas ofensivas do Leicester, no entanto, a penetração atacante dos azuis e brancos continuava letárgica e Nuno Espírito Santo decidiu refrescar a equipa com as entradas de Herrera e Diogo Jota.

No melhor período de jogo dos dragões, Herrera remata forte e colocado para uma bela defesa de Schmeichel. A equipa visitante melhorou o seu processo ofensivo com a entrada do mexicano e de Jota.

À passagem do minuto 82, André Silva escapou bem à marcação mas, com um mau domínio, deixou a bola sair pela linha de fundo. Logo a seguir, o recém-entrado Corona, que já tinha desmarcado André Silva na oportunidade anterior, remata ao poste naquela que foi a grande oportunidade do FC Porto nesta visita a Inglaterra.

O jogo termina com uma vitória do Leicester que podia muito bem ter-se transformado num empate, tal não foi a quantidade de oportunidades que os dragões tiveram nos últimos 20 minutos do confronto. O ataque dos Foxes simplesmente não existiu no segundo tempo. Ainda há luz ao fundo do túnel mas a verdade é que as contas do FC Porto estão mais complicadas na conhecida liga milionária.

 

Texto: Diogo Vicente

 

 

 

 

 

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