Chelsea 1-2 Liverpool; Quando a força de vontade supera o talento

Onze Chelsea: Courtois; Ivanovic, Cahill, David Luiz e Azpilicueta; Kanté e Matic; Willian, Oscar e Hazard; Diego Costa.

Onze Liverpool: Mignolet; Clyne, Lovren, Matip e Milner; Wijnaldum, Henderson e Lallana; Sadio Mané, Sturridge e Coutinho.

csgbee6wyaa_zih

O super golo do capitão Henderson

O jogo entre Chelsea e Liverpool tinha a condicionante dos Blues estarem à frente na tabela calssificativa por 3 pontos e de jogarem em Stamford Bridge, a sua casa. Esses fatores de pouco valeram já que a turma de Klopp geriu  sempre muito bem o jogo, conseguindo, apesar do golo sofrido na segunda parte, ter o jogo sempre na mão.

O Liverpool entrou muito forte na partida e com vontade de vencer o jogo desde o início. Matic e Kanté pareciam, na teoria, suficientes para as investidas de Lallana, Sadio Mane e Coutinho. Pois, é que na prática as contas de Conte saíram ao lado. Os três médios ofensivos, dinâmicos como é hábito, trocaram as posições e as voltas dos jogadores do Chelsea. Com isto, abriu-se espaços na frente para Sturridge e mais atrás para os centro-campistas Wijnaldum e Henderson construírem jogo.
Quanto aos golos dos Reds, nascem sempre de falhas de marcação da defensiva Blue. No primeiro, de Lovren, aos 17 minutos, no momento do cruzamento de Coutinho, estão 5 jogadores do Liverpool na zona do segundo poste sem qualquer marcação. O cruzamento saiu mesmo nessa direção, e o central primeiro que todos, marcou de primeira. O segundo golo é uma obra-prima de Henderson. Com ressalto à entrada da área, o capitão do Liverpool ajeitou a bola e disferiu um grande pontapé que só parou perto do ângulo da baliza de Courtois. O Liverpool vencia ao intervalo por 2-0 e com inteira justiça.

csgc0kdw8aqvsir

Lallana foi sempre um jogador “in” durante toda a partida. Nem Kanté chegou para ele…

Na segunda parte os pupilos de Antonio Conte, com o raspanete devido nos balneários, voltaram com mais vontade de alterar o resultado do jogo. Vontade essa que se foi perdendo, já que Klopp continuava com a casa arrumada lá atrás e sempre na procura do contra-ataque para acabar de vez com o resultado.
Matic e Diego Costa foram os jogadores que mais subiram de rendimento no segundo tempo. Curiosamente, foi dos pés dos dois que se fez o único golo do Chelsea: excelente jogada do médio sérvio e depois Diego Costa só teve de encostar.
O jogo parecia finalmente iria ganhar maior interesse, mas foi sempre só na teoria. Klopp continuou com a defesa bem composta, os jogadores não desanimaram e controlaram sempre a partida até ao apito final. Os talentos de Oscar, Willian e Hazard pareceram sem bateria e as substituições muito tardias (todas de uma vez depois do minuto 80) não ajudaram a acender a chama Blue.

Perdeu Antonio Conte, o treinador que na teoria é um dos que melhor coloca a equipa a defender, hoje provou que nada é perfeito. E também provou do seu próprio veneno, já que o treinador do Liverpool é conhecido por ter uma “orquestra” muito ofensiva.

Anúncios