BENFICA ASSALTA O PRIMEIRO LUGAR APÓS VITÓRIA TANGENTE

Benfica passou no difícil teste arouquense. Sem avançados disponíveis, os defesas Nélson Semedo e Lisandro López assumiram o papel de goleadores e conseguiram assegurar a vitória e a liderança provisória do campeonato.

Era um jogo de fasquia elevada para o Sport Lisboa e Benfica. E justificado, compreenda-se, não fosse o Benfica defrontar a equipa sensação da época transacta, ainda para mais numa altura em que os encarnados se encontram debilitados de referências no ataque. O trio Jonas – Mitroglou – Raúl Jiménez encontra-se lesionado e Rui Vitória viu-se obrigado a adaptar o seu onze titular. Gonçalo Guedes como jogador mais avançado e Rafa Silva, nas suas costas, foram os escolhidos para atuarem na frente de ataque.

A partida começou morna e por aí manteve-se até ao final da primeira etapa complementar. O Arouca, adaptado à matreirice imposta por Lito Vidigal, tentava fazer aquilo que o ano passado conseguiu tão bem: esperar pacientemente e tentar aproveitar os lances de bola parada e eventuais erros da defensiva encarnada. Hoje não conseguiu ser tão feliz como já o fora em jogos de dificuldade semelhante, mas também não se viu dominada por um Benfica avassalador. Aliás, a equipa da Luz ainda não parece ter encontrado essa fórmula mágica de domínio em grande escala, mas vai sendo eficiente na larga maioria dos jogos. Este foi mais um desses.

O ritmo foi lento e pouco criativo em praticamente toda a primeira metade do encontro. Tardava a acontecer aquilo que os adeptos tanto pedem: remates e, claro, golos. Aliás, o primeiro golo até aconteceu relativamente cedo no jogo – aos 16 minutos o marcador foi inaugurado –, mas a história da primeira parte ficou-se por pouco mais do que isso. Nélson Semedo, a paredes meias com os adversários Hugo Basto e Nuno Coelho, empurrou a bola para o fundo da baliza de Bracalli. Estava feito o primeiro da partida.

Depois disso, o Benfica até parecia ter despertado. Criou algumas boas oportunidades, com Rafa em destaque através da inteligência que imprimia nas situações criadas a partir de uma zona mais recuada de terreno. O mais recente reforço benfiquista esteve, aliás, bastante perto de marcar aos 24 minutos. Bracalli esticou-se e negou uma estreia ainda mais feliz ao ex-bracarense. Gonçalo Guedes também tentou, mas o resultado seguia mesmo assim para o intervalo.

ALGUÉM OS ACORDOU NO BALNEÁRIO

Não se demorou muito a perceber que as coisas poderiam ser diferentes na segunda parte. Em poucos minutos, o jogo parecia estar menos preso e a acontecer de uma forma mais fluída. Aos 51 minutos, após um canto batido pela esquerda, Lisandro Lopéz marca pela segunda vez neste campeonato, e aumenta a vantagem encarnada. O Benfica criava uma maior segurança no resultado e, apenas dois minutos após o golo, reclama por uma eventual falta sobre Rafa na área arouquense.

O jogo continuava mexido e o Arouca começava a ter mais bola e a chegar mais perto da baliza de Júlio César. Aos 56 minutos consegue fazer aquilo que tão bem sabe: marcar ao Benfica. Walter Gonzalez entrou já no segundo tempo, e através de um cabeceamento de grande qualidade, volta a deixar o resultado na diferença mínima.

A equipa do vale da Serra da Freita espevitou e com a saída de Rafa, por lesão, dava a sensação que a partida se tinha equilibrado. Os ataques iam-se acumulando de um lado e outro, ainda que sem oportunidades claras de golo, e o meio-campo parecia estar a desaparecer do jogo de forma progressiva. À medida que o relógio se ia aproximando dos 90 minutos, entrava-se numa fase em que o cérebro e a inteligência deixavam de ser uma arma dos jogadores. Apostava-se muito na velocidade, mas sem grande rigor tático. Os arouquenses foram tentando, mas a vitória não fugiu ao Benfica que até esteve pertíssimo de ampliar a vantagem nos descontos, por intermédio de Zé Gomes.

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