Oito regressos de peso pesado

Após o fecho de mercado das mais conceituadas ligas europeias, o Box-to-Box elaborou uma lista de oito craques que acabam de regressar aos anfiteatros onde já atuaram. Uns voltam à casa-mãe, como é o caso de Pogba ou Morata, outros regressam a emblemas que outrora consolidaram os seus estatutos de jogadores de qualidade. Falamos, por exemplo, do médio Oliver, emprestado pelo Atlético Madrid ao FC Porto.

Ora, sendo jogadores que já passaram pelos clubes aos quais acabam de regressar, a palavra adaptação poderá significar pouco ou nada, pelo menos no que diz respeito a uma nova cultura, num país diferente e com hábitos próprios. É claro que terão que se moldar a um novo esquema tático, com eventuais novas responsabilidades dentro de campo, mas isso é comum a todos os jogadores que iniciam um novo projeto numa nova equipa. E como o futebol é o presente, este pode ser um fator determinante num início de época onde as equipas mais do que procurar o melhor onze, tentam garantir o bom entendimento dos jogadores no campo, por outras palavras, uma boa dinâmica.

 

Uma coisa todos têm em comum: são reforços de peso e chegam para se imporem!

 

Comecemos então pelas estrelas que acabam de voltar aos seus clubes de formação.

 

  1. Paul Pogba (Manchester United) – O ex-Juventus só confirmou o que dele já se esperava. Uma presença imponente no meio campo, não só pelo seu físico mas também pela facilidade que tem em verticalizar o jogo com passes de régua e esquadro para espaços em que o jogador comum só descobriria num FIFA ou num Pro Evolution Soccer. Nem de propósito, um box-to-box que tanto ajuda a proteger a linha defensiva dos red devils, como se junta a Ibrahimovic e Rooney na fase atacante. Promete e muito.

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  1. Mats Hummels (Bayern Munique) – Um defesa-central completo. Não é rápido mas tem um bom poder de impulsão, uma excelente capacidade de antecipação e depois tem aquilo que faz dele…o Hummels. O central bávaro é dotado de uma inteligência e criatividade cruciais para o defesa-central moderno que não se limita a desarmar os adversários e a “mandar charutos” para a frente de ataque. Fulcral na primeira fase de construção, o ex-Dortmund cria jogadas de ataque a partir da defesa com passes-chave e precisos para as zonas mais avançadas do terreno.

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  1. Álvaro Morata (Real Madrid) – Não oferece grande ajuda na construção das jogadas ofensivas nem é um avançado criativo. Contudo, o internacional espanhol tem na finalização e velocidade as suas maiores armas. Um “9” à moda antiga, com faro para o golo e sempre pronto a bater a linha defensiva adversária. Não será fácil ganhar lugar na equipa merengue, uma vez que Benzema é um avançado de classe mundial com créditos firmados no futebol internacional e, embora, de momento, esteja lesionado, será sempre difícil roubar-lhe o lugar. Uma luta que promete entre o avançado gaulês que demonstra qualidades inatas no seu jogo de costas para a baliza e o ponta-de-lança resoluto.

 

  1. Mario Götze (Borussia Dortmund) – Está de volta para compensar a saída de Henrikh Mkhitaryan para o clube de José Mourinho. Depois de uma passagem que não correspondeu às expetativas ao serviço do Bayern, o médio criativo regressa ao Westfalenstadion com o intuito de recuperar o seu melhor futebol. Ágil, rápido e com uma excelente qualidade técnica, especialmente no passe, Götze chega para organizar o processo ofensivo do Borussia Dortmund liderado por Thomas Tuchel.

 

  1. Tomas Rosicky (Sparta de Praga) – 15 anos depois Rosicky volta a vestir as cores do Sparta de Praga, clube do qual saiu em 2001. Com 35 anos, este construtor de jogo ofensivo prima pela sua qualidade de passe e embora goste de jogar com passes curtos, as bolas em profundidade são uma das suas maiores qualidades. Coloca a bola no sitio certo, no momento certo, porque o futebol também é uma questão de timing. Protege bem a bola das investidas adversárias embora não possam contar com ele no processo defensivo, já que o desarme não é o seu ponto forte. Em consequência desta última característica, vê frequentemente cartões amarelos.

 

E se uns regressam às origens (clubes de formação), outros simplesmente regressam a clubes por onde já passaram.

 

  1. David Luiz (Chelsea) – O nosso conhecido do futebol português está de volta à Premier League e ao Chelsea. Muitas vezes considerado “louco” pelas arrancadas que faz pelo meio do terreno, o que poderá deixar a defesa em cheque caso não haja uma compensação adequada, o central brasileiro é dono de uma velocidade estonteante (para um defesa), uma entrega ao jogo e uma capacidade de sacrifício digna de um guerreiro. Se por um lado, por vezes, fraqueja no seu posicionamento, por outro, tem um remate forte e preciso, o que faz dele um perigo na meia distância, bem como na marcação de livres diretos. É um defesa bom com a bola nos pés. Terry, Cahill e Zouma que se cuidem.

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  1. Oliver Torres (FC Porto) – Oliver é um construtor de jogo que pode operar no centro do terreno ou a partir das laterais para o meio. É um jogador que guarda muito bem a bola dos seus oponentes pelo que é um bom gestor da posse de bola, gosta de fazer tabelas para ultrapassar adversários e tem uma precisão de passe exímia aliada à sua visão e jogo, algo que poderá não se ter notado nitidamente na sua primeira passagem pelos dragões, já que lateralizava frequentemente o jogo. Não irá facilitar a vida a Herrera e companhia.

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  1. Elias (Sporting CP) – Embora tenha preferência por jogar na posição de médio centro, este brasileiro de 31 anos faz todas as posições do meio campo central, podendo jogar também a médio defensivo e a médio ofensivo. Elias é um médio intenso na luta pela bola que gosta de fazer marcação apertada aos adversários. Movimenta-se bastante no ataque e tenta sempre oferecer linha de passe aos colegas de equipa. Será ele o substituto de João Mário no meio campo dos leões?

 

Texto: Diogo Vicente
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