Sporting 2 – 1 FC Porto: Clássico electrizante em Alvalade acaba com vitória dos leões

Onzes Iniciais:

Sporting Clube de Portugal: Rui Patricio; João Pereira, Coates, Rúben Semedo, Zeegelar; William, Adrien, Bruno César, Gelson; Bryan Ruíz, Islam Slimani;

FC Porto: Iker Casillas; Miguel Layún, Marcano, Felipe, Alex Telles; Danilo, André André, Héctor Herrera; Jesús Corona, Otávio e André Silva;

Um clássico que prometia. Hoje, em Alvalade, Sporting e Porto cruzaram-se para disputar o primeiro jogo grande desta edição da Liga NOS. As duas equipas encontravam-se em igualdade pontual e sabiam que uma vitória dava a liderança isolada do campeonato e permitia um afastamento dos rivais na tabela classificativa.

Foi o Futebol Clube do Porto que deu início à partida e que se manteve por cima durante os primeiros minutos. Os dragões na profundidade tentavam encontrar André Silva e o jovem ponta de lança correspondeu, aparecendo solto à frente de Rui Patricio, Ruben Semedo a chegar a tempo para enviar a bola para canto. O golo do Porto surgiu de bola parada, livre para os azuis e brancos cobrado por Miguel Layún e Felipe a finalizar, com o tento da partida a coincidir com a entrada forte dos dragões em campo.

Filipe

Filipe a celebrar o golo que dava a vantagem aos dragões.

O Sporting acordou e começou a neutralizar as acções dos dragões num jogo que começou a ser mais disputado a meio-campo devido à pressão alta exercida por ambas as equipas. Os leões tentavam criar perigo através de cantos curtos mas sem sucesso. Livre perigoso para o Sporting depois de Marcano derrubar o argelino à entrada da área do Futebol Clube do Porto. Foi Bruno César a cobrar o lance de bola parada com o esférico a embater com um estrondo no poste da baliza defendida por Iker Casillas e depois a encontrar Gelson Martins que viu a bola a ser parada pelo guarda-redes espanhol, a “redondinha” ficou a saltitar em cima da linha de golo e Slimani foi encostar para confirmar a igualdade. Aos 15′, 1-1 no placard.

Começou a verificar-se um ascendente na partida por parte da turma de Alvalade que apostava mais no controlo da partida através da posse de bola e a equipa do Porto a procurar jogar na profundidade, explorando as costas da defensiva do Sporting. André Silva chegou a assustar mas Rui Patricio a defender a bola com segurança. Os leões conseguiram a remontada aos 26 minutos, foi Gelson Martins o marcador. O jovem extremo a receber a bola depois de um domínio que deixou muitas dúvidas por parte de Bryan Ruíz e a atirar para o fundo das redes.

A euforia de Gelson depois de marcar o golo da reviravolta.

A euforia de Gelson depois de marcar o golo da reviravolta.

Os dragões procuravam reagir a esta reviravolta e André André tirou tinta ao poste da baliza de Rui Patricio. Seria um grande golo do internacional português nesta tarde de futebol.  O encontro depois abrandou, sem as duas equipas a criarem grandes oportunidades de golo até ao intervalo.

A tendência da partida manteve-se no regresso dos balneários com o domínio a pertencer aos comandados de Jorge Jesus e a equipa de Nuno Espírito Santo a ficar grande parte do tempo reclusa no seu meio-campo defensivo, sem capacidade de sair a jogar. William obrigou Casillas a puxar dos galões com uma defesa enorme a impedir o golo do médio-defensivo através de um cabeceamento após canto executado por Bruno César.

O dragão tardava a acordar e quando chegava à frente era incapaz na hora de finalizar, prova disso é o remate por cima de Marcano após passe de Otávio e o mau cabeceamento de André Silva a cruzamento de Óliver, que voltou aos dragões depois de uma temporada fora no Atlético de Madrid.  O cansaço começou a tomar conta das equipas, mas o Sporting demonstrava mais discernimento e frieza na altura de controlar as operações de jogo, conseguindo impedir que o Porto tomasse conta do meio-campo leonino.

Um jogo que foi mais dominado pelo coração do que pela cabeça nos últimos dez minutos e que quando Tiago Martins apitou para o final da partida acabou com a vitória dos leões que agora assumem isolados o comando da Liga NOS. O árbitro que se estreou em clássicos a ser muito contestado pela sua arbitragem por parte da equipa do Futebol Clube do Porto. A partida marcou também a despedida de Slimani do Estádio José de Alvalade. O avançado chorou no final do encontro na altura de agradecer aos adeptos.

Destaques Sporting:

Bruno César: Foi o homem da partida. A sua mudança da linha para o centro do terreno em troca com Bryan Ruíz desbloqueou o jogo e fez o Sporting tomar controlo das operações a meio-campo. Ponderação na hora do passe, exímio a segurar a bola e astuto na recuperação do esférico, Bruno César foi hoje um autêntico leão em campo.

Gelson Martins: Quem não tem João Mário, caça com Gelson. Excelente partida do jovem extremo a mostrar que tem qualidade para substituir o jogador que partiu para o Inter de Milão. Irrequieto a seu jeito, foi venenoso na hora de finalizar para concluir a remontada dos leões.

Rúben Semedo: Liderou a defesa dos leões. Era ele quem saia a jogar e era ele que aparecia a sacudir o perigo para fora da área de acção de Rui Patrício. A sua presença em campo foi uma mais-valia.

Destaques Futebol Clube do Porto:

Otávio: Tentou remar contra a maré. Foi o membro mais desequilibrador do ataque do Porto, sem grande efeito. Os dragões encontravam-se sem fonte de inspiração.

André André e Hector Herrera: Danilo sozinho não pode fazer o trabalho todo. Os médios pareceram ter-se eclipsado durante os 90 minutos, necessitando Herrera de revelar uma maior consistência porque a equipa ganha outro fulgor quando ele se destaca. A ligação entre a equipa era praticamente nula por causa da exibição apagada destes dois elementos, daí a maior aposta na profundidade ao longo da partida.

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