V. Setúbal arranca empate na Luz (1-1) e deixa Benfica longe dos rivais

O V. Setúbal foi à Luz surpreender o Benfica, este domingo, arrancado um empate (1-1), num jogo relativo à 2.ª jornada da Liga NOS. Frederico Venâncio, pelo lado dos sadinos, e Raúl Jímenez, pelo lado dos encarnados, foram os marcadores de serviço num jogo em que a equipa liderada por Rui Vitória só se pode queixar de si própria.

O Benfica apresentou-se com uma alteração no onze em relação ao último embate, na casa do Tondela, onde Salvio entrou para o lugar de Gonçalo Guedes. Apesar desta troca direta foi Pizzi quem assumiu o lugar de segundo avançado, ficando o argentino encostado à faixa direita.

Os primeiros 15 minutos foram de alguma intensidade com as duas equipas a tentarem explorar os espaços nas costas da defesa. A primeira ocasião pertenceu aos sadinos, quando João Amaral apareceu solto na grande área, após ter fugido a Lindelof e Grimaldo, mas não conseguiu bater Júlio César. Este lance acabou por despertar as águias que mudaram o chip de jogo e começaram a apostar nos cruzamentos, onde nasceram duas boas oportunidades ambas defendidas por Bruno Varela.

Até final da primeira parte o ritmo de jogo foi se mantendo no médio-baixo e com os sadinos a demonstrarem que traziam a lição bem estudada.

A segunda metade da partida começa com o Benfica por cima mas a ser apanhado de surpresa com o golo do V. Setúbal na sequência de um livre indireto (66′). Frederico Venâncio apareceu sem marcação e colocou os sadinos em vantagem.

Rui Vitória mexeu na equipa e fez entrar Raúl Jímenez, Carrillo e Gonçalo Guedes mas os encarnados acusavam falta de lucidez no último passe. Por seu turno, os homens de José Couceiro aproveitavam todas as paragens no jogo para reduzirem o ritmo de jogo.

O Benfica acabaria por chegar ao empate já nos últimos dez minutos de jogo. No primeiro toque de Gonçalo Guedes no esférico, o internacional português sofre falta de Nuno Pinto dentro da grande área sadina. Raúl Jíminez não tremeu e devolveu a igualdade ao marcador (81′).

Aos 89 minutos, momento de grande aflição para a defensiva sadina. Grimaldo cobra um livre direto que obrigou a uma grande defesa de Bruno Varela. A bola, ainda na sequência do lance, fica à merecer de Lindelof que atira à barra acabando o perigo por ser afastado.

Com este resultado, o tri-campeão vê Sporting e FC Porto fugirem na tabela classificativa, ficando com os mesmos pontos do adversário desta noite: 4.

Destaques: 

Jonas faz muita falta – A equipa do Benfica carece do avançado brasileiro não só no que diz respeito ao golos mas, acima de tudo, no que diz respeito à organização do próprio processo ofensivo. Rui Vitória apostou, esta noite, em Pizzi mas o português não tem a mesma qualidade de desmarcação do internacional brasileiro.

Salvio sempre a descer – Iniciou bem a partida – hoje como capitão dos encarnados – mas o seu rendimento foi sempre a descer. Na primeira parte ainda arrancou dois cruzamentos perigosos mas na segunda metade revelou alguma falta de discernimento.

Sadinos com muita velocidade (e qualidade) – Este Vitória promete. Bem nos processos ofensivos, sem medo do adversário, e com muita velocidade nas alas. João Amaral, Zé Manuel e André Claro são óptimos executantes, ficando a faltar um ponta-de-lança matador a José Couceiro.

Factos que importam: 

(segundo a playmakerstats)

  • André Horta (19) foi o jogador mais jovem em campo e o mais velho foi Júlio César (36), a diferença de idades é de 17 anos;
  • André Carrillo estreou-se no Benfica. Não jogava oficialmente desde 13 Setembro 2015 (vs. Rio Ave), ou seja, há quase 1 ano;
  • Raúl Jiménez marcou o 7.º golo na condição de suplente utilizado.

 

Texto de Francisco Amaral Santos

 

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