O negócio do momento: Rafa no Benfica

A provável vinda de Rafa para o Benfica por 15 milhões + dois jogadores emprestados (Benitez e Carcela) + Rui Fonte em definitivo – segundo a comunicação social – é um grande negócio para o Sporting de Braga, mas desnecessário para o Benfica.

Não é tanto pelo número excessivo de extremos que há, neste momento, no plantel – acredito que vão ficar Pizzi, Carrillo, Zivkovic, Cervi e Rafa (Guedes como segundo avançado) – mas pelo dinheiro desembolsado. 15 milhões de euros é muito dinheiro para qualquer clube português e, na minha opinião, o Rafa não vale tanto – não está em causa a qualidade do jogador.

O que me causa mais espanto é o “suposto” desafogo financeiro que há na Luz. Com dois jogadores – Rafa e Jimenez – o Benfica gasta 27 milhões de euros. As vendas de Gaitan e Renato Sanches (60 milhões) ajudam nas contas, mas não são suficientes. A possível saída de Talisca por empréstimo para o Besiktas – em vez dos anunciados 25 milhões – e a complicação na colocação de Salvio não ajudam nas contas.

Parece-me que o Benfica tem de fazer dinheiro e com ativos importantes do plantel. Apesar do saldo de vendas ser superior ao de compras, os encarnados têm excesso de jogadores no plantel e, tal como todos os clubes portugueses, têm de cumprir com obrigações à banca.

Benfica 2016/2017:

Compras:

Rafa – 15 milhões de euros (?)

Jimenez – 12 milhões de euros

Mitroglou – 7 milhões de euros

Franco Cervi – 4,10 milhões de euros

Óscar Benitez – 3,30 milhões de euros

Celis – 2,20 milhões de euros

André Horta – 400 mil euros

Kalaica – Custo zero

Carrillo – Custo zero

Zivkovic – Custo zero

Danilo Barbosa – Empréstimo

Total: 44 milhões de euros

 

Vendas:

Renato Sanches – 35 milhões de euros

Nico Gaitan – 25 milhões de euros

Bebé – 1,50 milhões de euros

Total: 61,5 milhões de euros

 

NOTA: os valores indicados com base no Transfermarkt. Não estão contabilizados os prémios de assinatura e comissões para empresários dos jogadores que chegaram a custo zero.

NOTA II: Foram contabilizadas apenas as vendas que geraram dinheiro, não contando empréstimos e saídas a custo zero.

Texto: Lourenço Martins de Carvalho

 

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