Conheça os nove jogadores que vão explodir na Liga NOS

A redação do Box-to-Box reuniu-se e encontrou nove jogadores que vão explodir, esta temporada, na Liga NOS. Uns estreiam-se a jogar em solo português, outros vão para a segunda época ou terceira época em Portugal. Ambos reúnem o consenso de que irão brilhar com grande intensidade nesta nova época.

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As escolhas de Francisco Amaral Santos: 

  • Otávio (FC Porto) – O brasileiro esteve na temporada passada emprestado ao Vitória de Guimarães. E que bem lhe fez essa experiência. Na cidade de D.Afonso Henriques demorou algum tempo em afirmar-se, mas quando o fez agarrou logo os adeptos. Os números não enganam: seis golos em 27 jogos numa temporada difícil em Guimarães. Este ano Nuno Espírito Santo deu-lhe a oportunidade de fazer a pré-época no Dragão e agora afigura-se como um possível titular. Excelente na condução de bola com a cabeça levantada, tem uns pés mágicos capaz de rasgar qualquer defensiva. Aliado a isto, ainda possui uma grande intensidade física apesar de ser franzino. Com 21 anos é uma das maiores esperanças dos dragões e promete aterrorizar as defesas com a sociedade que estabelece com André Silva.
  • Daniel Podence (Sporting) – Tem muito potencial. Mas também tem muita rebeldia tática. Podence pode ser classificado como um falso avançado, que gosta de aparecer na zona atrás do ponta de lança. Esta pré-temporada mereceu (muitos) minutos por parte de Jorge Jesus mas no último jogo, frente ao Nice, entrou na segunda parte e saiu passados 23 minutos… com as orelhas a arder após uma reprimenda do técnico português. A sua continuidade no plantel não é uma certeza, sendo o cenário de empréstimo uma possibilidade. Em ambos os cenários, e em caso de ser forte aposta do treinador, Podence pode ser um caso sério no futebol português. Mas pede-se cabeça, muita cabeça.
  • Iuri Medeiros (Sporting) – Iuri é um belíssimo jogador, mas é nesta temporada que vai ter o seu verdadeiro teste de fogo. Depois de na época transata ter sido a estrela do Moreirense (10 golos em 34 partidas), o jovem internacional português terá a sua chance na formação de Jorge Jesus. Rápido na ala, privilegia os movimentos diagonais para o meio do terreno, tentando muitas vezes ser o próprio a finalizar a jogada. Apesar da concorrência ser grandes pelos flancos leoninos, Iuri será sempre uma boa opção para JJ.

As escolhas de David Agostinho: 

  • Nuno Santos (V. Setúbal) – No Mundial de sub 20, realizado em 2015, Nuno Santos, então na equipa de juniores deixara água na boca. Cruzamentos precisos, bom tecnicamente e um remate de pé esquerdo muito interessante. Naquela equipa relegava, por exemplo Gonçalo Guedes, já na equipa principal dos encarnados, para o banco das quinas. O ano passado uma lesão deixou-o de fora das contas de Rui Vitória praticamente toda a temporada. Por empréstimo este ano no Vitória tem tudo para explodir, tal como fez João Mário nos seis meses que passou nos sadinos há dois anos.
  • Fábio Cardoso (V. Setúbal) – Tapado na equipa principal do Benfica por Luisão, Lisandro, Jardel e Lindelöf e depois de época e meia emprestado ao Paços de Ferreira, Fábio Cardoso deixa o Benfica, onde estava há dez anos e vai representar este ano o Vitória de Setúbal. Mais do que provável titular na equipa de José Couceiro, o defesa central de 22 anos, tem tudo para se afirmar em definitivo no futebol de primeira divisão, onde o ano passado cumpriu 27 jogos. Com boa compleição física (1,87 cm e 81 kg) este deverá ser o ano de afirmação do jovem formado no Seixal. 

As escolhas de Lourenço Martins de Carvalho: 

  • André Horta (Benfica) – Tem a difícil missão de substituir Renato Sanches, mas no atual plantel encarnado é quem mais capacidades tem para desempenhar a função de número oito. A qualidade de passe e a visão de jogo são duas das principais armas do jovem português. A nível posicional e defensivo – um pouco à imagem de R. Sanches – ainda tem muito que melhorar, mas a nível ofensivo oferece critério e qualidade na saída de bola. No jogo da Supertaça vimos que é um jogador que não tem medo de ter a bola e errar. É preciso ter em consideração que, apesar de conhecer a posição, André Horta sempre jogou mais avançado no terreno e sem preocupações defensivas. Neste momento está adaptar-se à posição e às ideias do treinador. Mas há ali futebol, disso ninguém dúvida…
  • Franco Cervi (Benfica) – O argentino chega com rótulo de craque e não tem desiludido em quem apostou nele. A forma desconcertante com que deambula no lado esquerdo do ataque do Benfica deixa qualquer defesa às voltas. É um extremo à antiga, que gosta de ir para cima do adversário e levar a bola até à linha. Tem de ganhar mais consistência para conseguir ter o mesmo desempenho durante todo o encontro e não apenas por fases. Quando ganhar mais confiança e estar mais habituado à equipa pode tornar-se num jogador decisivo e que resolve jogos. Aquele golo na Supertaça é um exemplo do que o argentino pode fazer durante a época. Não é um Gaitán – longe disso – mas oferece à equipa uma dinâmica muito forte ao ataque. Um caso para seguir com muita atenção. Será que ficar só um ano por cá?

A escolha de José Piteira: 

  • Walter González (Arouca) – O jovem ponta-de-lança do Arouca chega à nova época com uma enorme margem de progresso. Pode ser tão importante para o Arouca como foi Adriano para o Nacional ou Kléber para o Marítimo. Em 19 jogos em meia-época o jovem emprestado pelo Olimpia, do Paraguai, fez 7 golos. Já foi importante para o apuramento do Arouca para o play-off da Liga Europa – onde marcou o único golo frente ao Heracles Almelo – e com a sua capacidade de explosão, o seu drible e boa finalização vai proporcionar sarilhos a todas as defesas da Liga NOS e, com certeza, vai dar pesadelos aos guarda-redes com quem se cruzar.

A escolha de João Pereira: 

  • André Silva (FC Porto) – Não é propriamente um nome desconhecido para quem acompanha o mundo do futebol. O jovem, de 20 anos, ganhou espaço no plantel dos dragões no final da época transata com José Peseiro especialmente depois daquela exibição mágica na final da Taça de Portugal. Nesta pré-temporada, Nuno Espírito Santo apostou nele como o principal número 9 da equipa e o resultado foram oito golos em tantos outros jogos. Olhando para estes números e caso continue neste excelente momento, André Silva tem tudo para se afirmar este ano e, quem sabe, tornar-se no novo avançado da nossa seleção.

 

 

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