Leiria IF Cup – O 11 do torneio

Num torneio recheado de boas surpresas, com muito talento a despontar, foi Diogo Nascimento (jogador do Benfica) quem arrebatou o prémio de melhor jogador. No entanto, fruto da imensa qualidade que o painel Box-to-Box teve a oportunidade de ver ao vivo e a cores nos dois dias do torneio, decidimos fazer o melhor 11 da competição, mas sem incluir Diogo Nascimento.

GR: Michael Brito (Vitória Futebol Clube) – Muito do sucesso do Vitória, na conquista do torneio, começou pela posição mais recuada do campo. O jovem guarda-redes demonstrou uma elasticidade incrível, aliada a uma agilidade e capacidade de reação notáveis. E se o Vitória chegou à final muito o deve ao guardião, com especial destaque para o embate com o Benfica, no qual o jovem foi o melhor em campo, com um mão cheia de defesas impressionantes.

DD: João Martins (Benfica) – Na verdade, na posição de lateral direito não houve ninguém que tivesse lugar incontestável neste onze, mas o lateral encarnado acabou por ser o mais regular (Alexandre Batista, do Vitória, também seria uma boa escolha). Muito sóbrio e competente, raramente deu azo a ‘brincadeiras’ por parte dos seus opositores diretos, sendo ainda preponderante nas missões ofensivas.

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Gabriel Araújo, capitão do SL Benfica

DC: Gabriel Araújo (Benfica) – O capitão da equipa encarnada demonstrou muita maturidade para tão tenra idade. O esteio do eixo defensivo, impressionou pela sua qualidade na saída de bola, leitura de jogo e solidez. Como isto não bastasse, ainda revelou dotes de goleador.

DC: Daniel Roma (Deportivo Corunha) – Numa equipa em que o coletivo era a palavra de ordem, o capitão dos galegos foi fundamental para a belíssima campanha protagonizada pela sua equipa. Muito competente, fortíssimo a sair a jogar e sempre de cabeça levantada, é um central com muita qualidade técnica, com especial destaque para a sua capacidade de passe.

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Dois dos 11 escolhidos: Martim Cerqueira (Estoril) e Álvaro Fernández (Deportivo)

DE: Álvaro Fernández (Deportivo Corunha) – Formidável lateral esquerdo, à boa moda espanhola. Na linha dos grandes laterais ofensivos que se têm destacado no país vizinho de Portugal (Jordi Alba, Bernat, Gayà à cabeça), o esquerdino demonstrou especial aptência para pisar terrenos mais adiantados do campo. A defender, não sendo tão exuberante, fazia-se valer pela companhia de Daniel Roma, que, juntos, formavam uma parelha bastante forte.

MDEF: Florentino Júnior (Benfica) – O nº6 encarnado, com uma estatura bastante reduzida, foi enorme no miolo dos benfiquistas. Com um incrível pulmão, exibiu-se a um nível estupendo, sendo um autêntico tampão no meio campo. Mas engane-se quem pensa que o jovem se limita a defender, muito pelo contrário: não foram raras as vezes em que vimos o jovem a subir e a dar apoio aos seus colegas, sendo fundamental na imediata recuperação de bola, ainda no meio campo adversário.

MC: Fábio Alves (Vitória Futebol Clube) – Enorme jogador! Que qualidade monstruosa, ora a destruir, ora a criar. Impressionante estampa física para um atleta da sua idade, foram inúmeros os lances em que ganhou no ombro a ombro. Nos três jogos que fez, nem por uma vez baixou o seu nível exibicional. Muito dotado tecnicamente, foi o médio mais recuado dos sadinos, mas foi tão importante na recuperação de bolas, como no transporte de bola para o ataque. Formidável, merece ser seguido com especial atenção.

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Daniel Roma, do Deportivo, e Tomás Lima, do Vitória

MC: Tomás Lima (Vitória Futebol Clube) – Um autêntico ‘vagabundo’ no meio campo sadino. Sempre a deambular de um lado para o outro, foi um jogador bastante difícil de se marcar (que o digam os seus adversários). Com a braçadeira de capitão no braço, puxou pela sua equipa até ao fim, sendo fulcral na conquista do troféu. Muitíssimo importante na criação de espaços para os seus colegas.

ED: Smary Piedade (Benfica) – O extremo encarnado é um ‘diabo’ à solta. Muito forte na capacidade de aceleração, foram raros os lances em que se deixou apanhar pelos seus opositores. Marcou um dos melhores golos do torneio, no qual ficou bem visível a sua qualidade técnica (no jogo com o Leiria – vitória por 7-0). E como o extremo não é daqueles que se agarra demasiado à linha, acabou o torneio com o mesmo número de golos que o melhor marcador Víctor Vázquez, do Deportivo – ambos com 4 tentos, mas o espanhol arrecadou o prémio por ser mais novo que o extremo encarnado.

EE: Martim Cerqueira (Estoril) – Apesar de jogar preferencialmente na ala esquerda, aparecia muitas vezes no meio, como o principal criador e distribuidor de jogo para a sua equipa. Marcou dois golos, ambos de livre, e deixou, em Leiria, excelentes impressões, com principal destaque para a sua capacidade de passe e remate fácil.

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Xico Liberato foi o homem goleador da UD Leiria

A: Francisco Liberato (Leiria) – A sua equipa jogava em casa, perante os seus adeptos, mas, infelizmente, não conseguiram dar a felicidade da conquista do torneio aos seus apoiantes. Não obstante a isso, o jovem leiriense foi o principal destaque da sua equipa – e do torneio, na sua posição. Marcou dois golos (e que golos!) e deixou água na boca a quem teve o prazer de o ver em campo. Com um vasto repertório técnico, deliciou o mais céptico dos espetadores.

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