O onze da Primeira Liga para o Box-to-Box

Um dos melhores campeonatos a que se assistiu nos últimos anos terminou. Benfica e Sporting lutaram até à última jornada para decidir o tira-teimas de campeão. Muitos foram os jogadores que impulsionaram as suas equipas, em determinados momentos, à fama e glória. Nós escolhemos os melhores.
Curiosamente, das dez escolhas que tivemos na equipa do Box-to-Box para o melhor onze da liga, apenas duas são do Benfica. Sporting e FC Porto são as equipas mais representadas, cada uma com três elementos. Sporting Braga, Paços de Ferreira e Arouca são as restantes equipas com apenas um jogador cada.

 

onze liga nos

As escolhas do Box-to-Box:

Guarda-Redes: Rui Patrício (34 jogos, 19 golos sofridos) – Se os leões foram a defesa menos batida do campeonato (21 golos sofridos) muito se deve a “São Patrício”. O internacional português foi um dos pilares da equipa e foi muito importante em determinados momentos de maior pressão adversária. Com 28 anos afirma-se cada vez mais como um jogador que faz parte da história do clube e que certamente será o dono da baliza lusa no Europeu em França.

Lateral direito: Maxi Pereira (32 jogos, 12 assistências) – O lateral uruguaio trocou,no final da temporada passada, a cidade de Lisboa pela Invicta mas manteve o seu espirito guerreiro que todos lhe reconhecem. Numa época francamente negativa dos portistas, Maxi era, muitas vezes, o único jogador a quem os adeptos não podiam pedir mais. Defendeu e atacou, sempre com a mesma intensidade. E a mesma entrega.

Defesa Central: Hugo Basto (32 jogos, 1 golo) – Uma das surpresas deste campeonato. Seguro, não inventa a sair com a bola dominável da sua defensiva. Só não cumpriu dois jogos do campeonato mas ainda teve tempo de assinar um golo – e que golo – tornando-se num dos responsáveis pela fantástica época comandada por Lito Vidigal no Arouca.

Defesa Central: Jardel (30 jogos, 3 golos) – Numa altura em que o Benfica deixou de poder contar com Luisão – a contas com uma lesão grave – Jardel não tremeu e assumiu-se como o verdadeiro patrão da equipa encarnada. Seguro, rápido e eficaz. Uma época em crescendo, onde contribuiu com alguns golos importantes – nomeadamente, na recepção ao V. Guimarães. A segurança das águias tem o nome de Jardel.

Lateral Esquerdo: Miguel Layún (27 jogos, 15 assistências) – O internacional mexicano chegou a Portugal rodeado pela desconfiança dos adeptos portistas. No entanto, cedo se percebeu a qualidade de Layún. Ora na direita, ora na esquerda, até foi chamado a jogar como central. Qualidade inegável nos dois pés, que obrigará o Porto a exercer a opção de compra ao Watford. Um jogador completo, com um número impressionante de assistências para golo. Um dos melhores deste campeonato, apesar de um final um pouco atribulado.

Trinco: Danilo Pereira (33 jogos, 6 golos) – Apesar da má época colectiva da formação azul e branca, Danilo Pereira tem razões para estar feliz a nível individual. Uma das personagens principais das novelas de mercado no verão passado,  cedo assumiu uma preponderância no esquema de Lopetegui – transitando para o de Peseiro – e ganhou estatuto na Seleção Nacional. Um poço de força e de vontade. Se todos os jogadores dos dragões tivessem o seu andamento, a história do campeonato poderia ter sido outra…

Médio Centro: João Mário (33 jogos, 11 assistências) – Um senhor dentro de campo, mas também fora das quatro linhas. João Mário é uma das figuras da época fantástica protagonizada pelo Sporting. Um verdadeiro Box-to-Box sempre em alta tração com transições de muita qualidade. O menino bonito de Alvalade marcou seis golos e promete continuar a espalhar magia por terras francesas.

Extremo Direito: Diogo Jota (31 jogos, 12 golos) – A confirmação da transferência para o Atlético Madrid não abalou a sua (boa) forma. Rápido, ágil e uma verdadeira dor de cabeça para qualquer adversário. Levou o Paços às costas em determinados jogos e o seu futuro passará por terras espanholas. Um prémio justo.

Extremo Esquerdo: Rafa Silva (30 jogos, 8 golos) – Depois desta época, é quase certo que Rafa irá deixar a cidade de Braga. Qualidade de execução e muita magia praticada no Estádio Axa. Um verdadeiro craque, que nem nos (grandes) jogos europeus se escondeu. E o Europeu aqui tão perto….

Segundo Avançado: Jonas (34 jogos, 32 golos) – Os números falam por sim. 32 golos em 34 jogos. A idade é só um dado do Cartão de Cidadão e Jonas é a prova disso. Um verdadeiro matador. Jonas Pistolas só pecou por não ter marcado aos principais rivais mas isso não lhe retira o mérito dos jogos em que resolveu sozinho. Um goleador que sabe aproveitar as oportunidades. Estupendo.

Ponta de Lança: Islam Slimani (33 jogos, 27 golos) – Grande época do argelino. Uma verdadeira fera dentro de campo e uma carraça para o opositor direto. Conseguiu o seu melhor registo de golos numa temporada e a exibição contra o FC Porto, em Alvalade, foi um dos momentos mais altos desta temporada. Tremendo. Diabólico.

Treinador: Rui Vitória (2,35 pts por jogo) – Após um início conturbado, o técnico português conseguiu ir moldando a equipa à sua imagem, aos poucos e poucos. Nem sempre com um futebol de encher o olho mas com uma eficácia digna de nota – equipa mais goleadora com 88 tentos apontados. Não sabemos se terá andamento para um Ferrari, mas o certo é que conseguiu alcançar o principal objetivo da época encarnada: conquistar o (tri)campeonato. 

 

Autores: Francisco Santos e Rui de Sousa.

 

 

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