Benfica 4-1 Nacional; Encarnados tri-campeões de Portugal

Onze titular:

Benfica – Ederson; André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel e Alex Grimaldo; Ljubomir Fejsa, Anderson Talisca, Pizzi e Nico Gaitán; Jonas e Kostas Mitroglou

Nacional – Gottardi; João Aurélio, Rui Correia, Alan Henrique e Sequeira; Boubacar, Washington, Nuno Carmona, Salvador Agra e Luis Aurélio; Soares.

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Eliseu e Renato Sanches, castigados, foram os grandes ausentes da derradeira partida. Grimaldo e Talisca foram os escolhidos para substituir os internacionais portugueses.

Dia D. O dia pelo qual grande parte do país esperava. Hoje, decidia-se o campeão nacional. Separados por dois pontos, Benfica e Sporting concorriam pelo título. Ao Benfica restava não fazer pior resultado que aquele que os leões alcançassem em Braga. Os comandados de Jorge Jesus teriam que ganhar e esperar por um deslize dos encarnados diante do Nacional da Madeira.

Ambiente ao rubro na Luz, na expectativa de poder festejar a conquista do terceiro campeonato consecutivo. Os cânticos de 65 mil gargantas, em uníssono, apoiavam a sua equipa incansavelmente. O nervoso miúdo apoderava-se dos jogadores, face ao que estava em jogo, mas pedia-se cautela e determinação.

O Benfica entrou com força na partida, tendo disposto de algumas oportunidades, a partir de bolas paradas, que ainda deram a impressão de golo, mas o Nacional, não querendo ser o bobo da corte, ia tentando serenar os ânimos e cortar os ímpetos dos pupilos de Rui Vitória. À passagem dos 9 minutos, os insulares conseguiram rematar, ainda que sem perigo para Ederson, mas a ansiedade que se vivia na Luz era tanta que muitas pessoas levaram as mãos à cabeça.

Aos 19′, a melhor chance de golo e para os encarnados. Após belo passe de Talisca a descobrir Pizzi, o internacional português cruzou para a área, mas Mitroglou chegou um milésimo de segundo atrasado à bola, não conseguindo o tão desejado tento inaugural.

Numa altura em que o Sporting já vencia no Estádio AXA, à passagem dos 23 minutos, Gaitán levou a Luz à loucura, ao marcar golo. Após boa combinação entre Pizzi e Mitroglou, o português arrancou por entre a defensiva insular, mas acabou desarmado por Boubacar. Porém, a bola ficou à mercê do argentino, que num lance de difícil execução, conseguiu introduzir a bola na baliza. O que se pressuponha teoricamente mais complicado, estava feito. Faltavam 65 minutos.

Depois de algum tempo sem grande espetáculo, aos 35′, Jonas teve o segundo golo nos pés, mas revelou-se desajeitado na hora da finalização, rematando ao lado do poste, após primoroso passe de calcanhar de Grimaldo.

Pouco depois, Jonas voltou a demonstrar o faro goleador que o coloca no topo dos goleadores da liga. Lançado por Gaitán, desta vez, o brasileiro conseguiu finalizar – com alguma felicidade à mistura – , ao fazer passar a bola por baixo de Gottardi, aos 39. Já se cantava “campeões”, na Luz.

Terminava o primeiro tempo no Estádio da Luz. A confirmar-se o resultado com que as equipas partidas partiram para os balneários, os encarnados revalidavam o título. Mas ainda faltava muito jogo e, em Braga, o Sporting vencia igualmente por 2-o.

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Jonas voltou a fazer o gosto ao pé, consolidando a sua posição como goleador máximo do campeonato. Fonte: Rádio Renascença

Witi e Jota, do lado do Nacional, foram a jogo, entrando para os lugares de Sequeira e Luís Aurélio, no reatar da partida.

Com menos de um minuto decorrido, Mitroglou esteve muito perto de voltar a levar a Luz à euforia total, mas o grego disparou por cima, na sequência de um cruzamento de Jonas.

Aos 52′, Rui Vitória retirou Fejsa e colocou Samaris.

A partida tinha entrado numa toada mais morna, até que aos 64′, no âmbito de um erro da defensiva do Nacional, a bola foi parar aos pés de Jonas, que descobriu Mitroglou na área, mas o grego, que se exibiu hoje a um nível algo baixo, falhou o golo com a baliza aberta, acertando na trave. Felizmente para os encarnados, na recarga, Gaitán cabeceou certeiro para o fundo da baliza.

Apenas 4 minutos  depois da festa encarnada, o Nacional criou muito perigo para as hostes encarnadas, com Soares a chegar um pouco atrasado ao cruzamento rasteiro de Salvador Agra.

Aos 72′, Mitroglou cedeu o lugar a Raúl Jiménez.

Pouco depois, Rui Vitória concedeu a Paulo Lopes a oportunidade de se sagrar campeão, fazendo entrar o experiente guarda-redes para o lugar de Ederson.

A pouco mais de 5 minutos para o final da partida, o espetáculo voltava a tomar lugar nas bancadas, com os adeptos a festejar efusivamente o quarto golo da comitiva encarnada, por intermédio de Pizzi.

O Nacional, já em tempo de compensação, ainda conseguiu o golo de honra, por intermédio de Salvador Agra, nada que beliscasse as aspirações benfiquistas.

Terminava a partida e estava instalada a loucura no palco da Luz. Os encarnados revalidam o título de campeão, num jogo em que lutaram sempre pela vitória.

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Gaitán exibiu-se a grande nível, com dois golos e uma assistência. Fonte: Correio da Manhã

DESTAQUES BENFICA:

Gaitán – O mago argentino recuperou das mazelas que o fustigaram nos últimos tempos e em boa hora o fez. Dois golos, uma assistência e muita qualidade nos seus pés. Enorme na criação de oportunidades para a sua equipa, sendo uma autêntica dor de cabeça para o seu opositor direto.

Jonas – O brasileiro começou por mostrar algum nervosismo nos minutos iniciais da partida, mas acabou por ser uma das figuras da partida (e do campeonato!). Mesmo sem marcar,  já seria o melhor marcador do campeonato, mas o goleador tem destas coisas: gosta de marcar, e muito! 32 golos não chegaram para a Bota de Ouro, mas deram uma enorme ajuda à sua equipa, na conquista do campeonato.

Pizzi/Grimaldo – O internacional português está a pedir a convocatória de Fernando Santos para o Euro’16. Mais uma bela exibição, consolidada com um golo, já no final da partida. Quanto ao espanhol, rubricou uma partida bastante positiva, sendo elemento muito desequilibrador na frente. Muito irrequieto e agitado, criou muitos problemas à defensiva insular. Defensivamente, cumpriu.

DESTAQUES NACIONAL:

Salvador Agra – O extremo do Nacional foi o elemento mais da sua equipa. Nunca virou a cara à luta e mereceu o golo que marcou. Correu quilómetros e foi sempre dos mais esclarecidos.

Boubacar – Um poço de força. Tem energia e capacidade física para dar e vender. Um autêntico tampão no miolo do Nacional, mas que não teve o devido acompanhamento por parte dos seus companheiros.

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