F.C Porto 1 x 3 Sporting: Fim do jejum no Dragão com Leão a seguir firme na luta pelo título.

Equipas titulares:

F.C Porto: Casillas; Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, José Ángel; Danilo, Herrera, Sérgio Oliveira; Brahimi, Jesús Corona, Aboubakar;

Sporting C.P: Ruí Patrício; Schelotto, Coates, Rúben Semedo, Marvin; William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Bryan Ruiz; Teo, Slimani;

A maior prova de fogo da época do Sporting deu-se no Porto. Perante um Estádio do Dragão composto, no entanto, sem a típica enchente de clássico, os dois rivais defrontaram-se com agendas bastante distintas. O Sporting não queria perder o “comboio” do título. O Futebol Clube do Porto queria reduzir a desvantagem para os lugares cimeiros para terminar o campeonato a uma distância menos expressiva das equipas lisboetas.

As equipas entraram em campo sem predisposição a cometer muitos riscos, tendo numa fase embrionária do encontro centrado esforços na troca de bola de modo a que se esbatessem as principais fraquezas do adversário. Notou-se uma certa desconcentração da defesa do Sporting, aos 7′ minutos de jogo, Herrera rematou ao poste depois de um belo cruzamento de José Angél. Aboubakar ainda tentou emendar mas Patrício amarrou a bola de modo a evitar males maiores. Jorge Jesus revelou-se muito interventivo depois desta desatenção da sua equipa, estando constantemente a corrigir as posições dos seus jogadores para que houvesse um maior acerto por parte dos “leões”.

Slimani, depois de um canto, fez a sua primeira mira à baliza de Casillas, o espanhol, prontamente agarrou o cabeceamento do ponta-de-lança argelino. De imediato, mais uma desatenção da defesa “leonina” e mais uma oportunidade para o Porto, Aboubakar a não aproveitar a liberdade concedida por Coates e a atirar para fora.  Pouco depois, surge o golo do Sporting, nota artística de João Mário, num lance que ele próprio criou, onde depois de deixar José Angél plantado, o médio só teve de cruzar para encontrar Slimani solto, que só teve de empurrar. Tudo fácil para o Sporting chegar à vantagem.

Sli

Slimani esteve endiabrado frente ao F.C Porto

O Porto rapidamente tentou reagir, mas na área estava Rui Patrício, sempre atento, a impedir que os cruzamentos alcançassem alguém que os pudesse finalizar. Primordial na saída à bola e a pôr termo às jogadas da equipa da casa. Pouco depois da meia-hora foi assinalado penálti para o Porto, Brahimi é derrubado por Coates depois de um ligeiro toque na coxa. Artur Soares Dias ainda hesitou na altura de apontar para a marca de grande penalidade. Coates, pela falta, viu amarelo e Herrera, chamado a converter, com muita frieza concretizou e concedeu de novo a igualdade ao encontro para gáudio dos portistas que coloriam o Dragão de azul e branco.

Herrera

Herrera a marcar o castigo máximo.

Herrera voltou a estar perto de marcar no encontro. Passe de Brahimi que deixou o internacional mexicano isolado na cara de Patrício, mas o remate saiu ao lado. Ezequiel Schelloto evitou também que o Porto chegasse perto da baliza do Sporting compensando no centro e tirando o pão da boca de Corona que se preparava para seguir isolado para a baliza sportinguista. O Sporting respondeu e voltou a desfazer o empate. Foi outra vez Slimani a aproveitar a passividade dos centrais azuis-e-brancos. Cruzamento da esquerda de Bryan Ruiz, o argelino subiu mais alto e com precisão e colocação, fez a bola passar por Iker Casillas mesmo a terminar os primeiros 45′ minutos.

Começou com um ritmo acelerado a segunda parte, primeiro foi o Sporting a querer resolver o jogo, Slimani rematou rasteiro à figura de Casillas. De seguida foi Maxi a atirar forte para uma defesa incompleta de Rui Patrício. Para finalizar este momento de sufoco no meio-campo “leonino”, um livre directo por falta sobre Danilo foi convertido por Sérgio Oliveira, que fez a barra tremer no Dragão. O tempo corria e José Peseiro efectuou a sua primeira substituição aos 61′ minutos, André André entrou em campo para o lugar de Sérgio Oliveira. Surgiam os primeiros sinais de nervosismo no lado do Porto e uma perda de bola no seu meio-campo quase que terminou com o encontro, João Mário interveio mal e fez o cruzamento directamente para as mãos de Iker Casillas.

Os protestos ecoaram no Dragão depois de Coates derrubar Aboubakar na área. Soares Dias mandou seguir.  Voltou a mexer o Porto aos 68′, Varela substituiu Corona. Casillas foi imperial em evitar o 1 x3, depois de uma enorme defesa a cabeceamento de Slimani. Adrien Silva viu amarelo por falta sobre Herrera que na cobrança do livre, obrigou Patrício a atirar para canto. Minutos depois, a mesma sentença para Schelloto por falta dura, a vítima, outra vez, Hector Herrera.

Chegaram os últimos dez minutos da partida e com eles o “forcing” final dos treinadores. Jesus queria segurar a vantagem ou até ampliá-la, Peseiro desejava o empate. Jesus fez a primeira substituição aos 80′, saiu Teo para entrar Bruno César. No Porto a troca efectuada foi a entrada de André Silva por Chidozie. O Porto dava tudo na recta final. A cinco minutos do final, Bruno César seguiu isolado pela esquerda e rematou para a baliza, ficou mal na fotografia Casillas que deu um frango e permitiu com que o Sporting matasse o jogo. 1×3 para a completa euforia dos 3 mil leões que enchiam a jaula de segurança do Estádio do Dragão.  Até ao final registo para mais um cartão amarelo, atribuído a Brahimi por falta sobre William, uma intervenção muito atribulada de Rui Patrício a um cruzamento de José Angél e mais duas mexidas por parte de Jorge Jesus com as entradas de Gelson Martins e o regresso de Paulo Oliveira, para o abandono de Bryan Ruiz e João Mário.

Os leões celebraram mais um triunfo efusivamente e continuam a insistente perseguição ao bicampeão nacional. Na próxima jornada, na luta pelo título, o Sporting recebe o Vitória de Setúbal enquanto o Benfica vai à Madeira jogar contra o Marítimo.  O Porto vai a Vila do Conde defrontar um Rio Ave que ainda ambiciona a Europa.

Celebrations

Os leões agradecem ao seu público o apoio prestado.

Destaques Sporting:

Islam Slimani: O goleador-mor do Sporting esta temporada. Decisivo. Acutilante. Um pesadelo para a defesa adversária. Slimani como sempre revela-se incansável e lutador. Aborda todos os lances como se esses tivessem extrema importância. Bisou no encontro e não permitiu um único minuto de descanso aos centrais portistas.

João Mário: Muitos já o consideram “o mago” desta equipa. É criativo, na hora do passe assertivo. De médio centro cumpridor para um médio que faz a ala de uma forma exemplar. Revela enormes dotes técnicos e é uma enorme esperança para o futebol português. Dos melhores trabalhos da carreira técnica de Jorge Jesus.

Destaques Porto:

Hector Herrera: O capitão. O inconformado. Empurrava a equipa para a frente. Mas sozinho não é suficiente. Apesar de alguns laivos criativos de Brahimi e de Aboubakar, Herrera pouco pode fazer.

Herry

Das poucas notas positivas no lado “azul-e-braco”.

Defesa do Porto: O destaque negativo. Maxi desapareceu do encontro. José Angel começou bem mas à medida que o encontro passava, a sua presença tornava-se diminuta.  Os centrais do Porto, Chidozie e Martins Indi falharam no seu trabalho, permitindo a Slimani que passeasse no Dragão e fizesse o que lhe bem aprouvesse no ataque do Sporting.

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