Benfica 1-0 Vitória SC; Exibição do costume, resultado do costume

Equipas titulares:

Benfica – Ederson; André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel e Eliseu; Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi e Nico Gaitán; Jonas e Kostas Mitroglou

Vitória – Miguel Silva; João Afonso, Josué e Pedro Henrique; Licá, Phete, Cafú, Otávio e Dalbert; Hurtado e Dourado

 

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No embate da primeira volta, Renato Sanches marcou o único golo da partida, garantindo a vitória. Aqui, num duelo com Dalbert. Fonte: Facebook oficial SL Benfica

 

Casa cheia para receber a antepenúltima jornada  do campeonato. Luz ao rubro na expetativa de comemorar uma vitória, que, a acontecer, colocava os encarnados muito mais perto do título, do tricampeonato.

Relativamente à partida, o Benfica, como se esperava, tentou comandar as operações do jogo, com um futebol apoiado e procurando colocar a bola, rapidamente, próxima da área do Vitória. Os elementos de Sérgio Conceição, no entanto, mostraram-se bastante assertivos no seu posicionamento, sabendo onde deveriam estar, e onde deveriam colocar a bola, quando esta lhes chegava aos pés.

O primeiro sinal de perigo  surgiu aos 18 minutos, por André Almeida, ele que nunca marcou com a camisola encarnada. O remate do lateral direito, servido por Pizzi, saiu enrolado ao lado do poste, mas poderia ter causado mossa nos visitantes, se o jogador benfiquista tivesse mostrado maior engenho na hora de finalizar.

Pouco depois, Mitroglou, perto da pequena área, esteve perto de inaugurar o marcador, mas o remate ficou prensado nas pernas de João Afonso, que evitou males maiores para a sua equipa.

O Vitória estava a conseguir acalmar os ímpetos encarnados, mantendo as linhas muito coesas e a demonstrar ter a lição bem estudada. Sempre na expetativa de lançar rápidos contra-ataques, os homens de Sérgio Conceição criaram perigo a Ederson, num remate de fora de área, por Henrique Dourado, o artilheiro da equipa. Estavam decorridos 35 minutos.

Aos 37′, Sérgio Conceição recebeu ordem de expulsão, por protestos.

Imediatamente a seguir, Mitroglou voltou a estar muito perto de festejar novo golo, mas o remate saiu a rasar o poste da baliza de Miguel Silva. Tudo se deu na sequência de um livre cobrado por Pizzi.

Terminava a primeira parte, que teve um invulgar – mas justificável – tempo de compensação (5 minutos). Os pupilos de Rui Vitória, no primeiro tempo, demonstraram alguma escassez de ideias quando a bola chegava aos homens dianteiros, fruto também da estratégia montada por Sérgio Conceição.

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Mitroglou, aqui num duelo com Josué, dispôs das melhores oportunidades para marcar da sua equipa, na primeira parte. Fonte: Record

Sem alterações no reatar da partida.

E com um minuto de jogo, a Luz vibrou de emoção com o golo de Jardel, na sequência de um livre cobrado por Nico Gaitán. Era a melhor resposta possível à fraca primeira parte. O brasileiro disferiu um cabeceamento que não deu hipóteses a Miguel Silva.

O golo aqueceu – e de que maneira – os ânimos entre as duas equipas. Muitas faltas, muitos protestos e pouco jogo jogado. O espetáculo perdia-se com estas quezílias.

À passagem do minuto 60, Rui Vitória optou por retirar Pizzi da partida, fazendo entrar ‘Toto’ Salvio.

Aos 66′, o Vitória teve tudo para empatar a partida. Beneficiando de um erro de Jardel, que falhou o corte, Hurtado ficou em boa posição, preferindo assistir Dourado, mas valeu o bombeiro de serviço, André Almeida, que com dois cortes preciosos, após algumas carambolas e de um remate de Hurtado, evitou o golo do empate, mantendo a chama viva para o lado encarnado.

Rui Vitória respondeu a esta oportunidade do Guimarães com a entrada de Raúl Jiménez, para o lugar o de Mitroglou.

Do lado dos visitantes, já tinham entrado Xande Silva e Ricardo Valente. Saíram Dourado e Cafú.

Sensivelmente a um quarto de hora dos 90′, Nico Gaitán cobrou um livre, que passou muito perto do poste. Ainda deu a sensação de golo.

Logo a seguir, Hurtado voltou a dispor de boa oportunidade, após rapidíssimo contra-ataque lançado por Otávio, que conseguiu desenvencilhar-se de Fejsa e Renato Sanches e colocar a bola no peruano, mas Ederson, destemido, saiu-se de forma exímia aos pés do avançado do Vitória.

Aos 83′, numa bola recuperada por Renato Sanches, Raúl Jiménez, fora da área, disparou à trave da baliza defendida por Miguel Silva, que se limitou a lançar o olhar para a bola, nada podendo fazer para travar o remate do mexicano.

A última carta lançada por Rui Vitória foi Andreas Samaris, que substituiu Renato Sanches, aos 84 minutos.

João Vigário foi a última aposta do lado dos visitantes, em detrimento de Licá, aos 86 minutos.

Já em tempo descontos sobre descontos, André Almeida foi expulso, de forma algo infantil.

A Luz respirou de alívio com o apito final de Bruno Paixão. Vitória sofrida, arrancada a ferros, mas o essencial foi conseguido.

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Jardel, cada vez mais determinante no seio da equipa, marcou o golo da vitória. Fonte: Record

DESTAQUES BENFICA:

Jardel – O central encarnado foi, mais uma vez, o grande esteio da equipa encarnada. Raramente perdeu o seu norte – salvo uma ocasião que podia ter dado golo para o Vitória – e foi decisivo ao apontar o golo da vitória, à imagem do que tinha acontecido no último jogo na Luz, ante o Vitória de Setúbal. Um capitão e um exemplo.

Renato Sanches/Ljubomir Fejsa – Na primeira parte, principalmente, o internacional português foi uma das grandes vítimas da teia montada por Sérgio Conceição, não conseguindo libertar-se da forte marcação de que foi alvo. No segundo tempo, conseguiu arrancar para uma exibição consistente, sendo importante no transporte de bola. Quanto ao sérvio, é um autêntico “monstro” na recuperação de bolas e ao colocá-las jogáveis para os seus companheiros. Voltou a ser dos melhores da sua equipa.

Jonas/Gaitán – O avançado brasileiro sofreu muito, perdeu-se entre os elementos defensivos do Vitória, mas foi essencial na frente de ataque. Não entrou em pânico com a falta de espaço e foi sempre à procura de um rumo para dar à sua equipa. Não marcou, mas trabalhou imenso em prole do coletivo. O argentino, que continuou na senda de exibições menos conseguidas, foi preponderante, ainda assim, ao assistir Jardel, para o único golo da partida. Não sendo brilhante, ainda mostrou alguns pormenores da sua (vasta) arte. Esteve perto de marcar, na cobrança de um livre direto.

DESTAQUES VITÓRIA:

Josué – O pilar da defensiva vimaranense. Sempre bem posicionado, com boa leitura dos lances, não deu azo a “brincadeiras” por parte de quem lhe aparecesse pela frente. Se o Benfica teve dificuldades em criar perigo, muito se deveu ao central.

Dalbert – Um poço de energia. Não parou um segundo. Irrequieto, quando arrancava pelo flanco esquerdo, era muito difícil de parar. Foi dos mais inconformados do lado dos visitantes, conseguindo vários desequilíbrios na defensiva encarnada.

Otávio – Claramente o jogador com mais futebol nas chuteiras. Tem toque de bola e joga sempre de cabeça levantada. Começou nele, a jogada mais perigosa da sua equipa, ao lançar um veloz contra-ataque.

 

 

 

 

 

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