Benfica 5-1 SC Braga; Gverreiros chacinados na Batalha da Luz

Equipas Titulares:

Benfica: Ederson; André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel e Eliseu; Pizzi, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches e Nico Gaitán; Jonas e Kostas Mitroglou.

Sporting de Braga: Matheus; Baiano, André Pinto, Ricardo Ferreira e Marcelo Goiano; Pedro Santos, Luíz Carlos, Mauro e Rafa Silva; Wilson Eduardo e Hassan.

Golos: Mitroglou (1-0); Jonas, g.p.  (2-0); Pizzi (3-0); Mitroglou (4-0); Samaris (5-0); Pedro Santos, g.p. (5-1)

10325236_10156733689395716_8319614810745921996_n

Casa lotada para receber o duelo entre Benfica e Braga. Fonte: Facebook oficial SL Benfica

 

Luz ao rubro para receber a jornada inaugural da 28ª jornada. Um autêntico “inferno” vermelho viu a equipa bracarense, com menos de um minuto de jogo decorrido, acertar no ferro. Hassan ganhou espaço na linha, cruzou para a área e Wilson Eduardo, depois de ganhar nas alturas a Eliseu, cabeceou ao poste. Os homens de Paulo Fonseca não demoraram muito tempo a mostrar que vinham a Lisboa para vencer.

Os primeiros 5 minutos mostraram um Braga extremamente personalizado e ‘mandão’, querendo assumir as despesas da partida. Já depois de um remate que levou algum perigo, por Hassan, o Benfica, poucos instantes depois, respondeu com um remate de Pizzi, que  Matheus acabou por defender sem grande dificuldade.

Aos 10 minutos, a equipa visitante voltou a estar muito perto de marcar, mas Rafa, isolado, iludiu-se com as facilidades concedidas pela defensiva encarnada, e ao tentar fazer um chapéu a Ederson, o remate acabou por sair torto.

A resposta do Benfica surgiu, aos 14 minutos, por intermédio de André Almeida, jogador que nunca marcou com a camisola encarnada. O remate, de fora de área, saiu forte, mas à figura de Matheus.

O golo acabou mesmo por acontecer, mas apesar das melhores oportunidades terem pertencido ao Braga até então, foi  o Benfica a inaugurar o marcador, à passagem do minuto 17. Após uma reposição de bola de Matheus, Mauro perde a bola para Renato Sanches, que endossou a bola na esperança de encontrar Jonas, mas após um desvio de um defesa bracarense, esta ficou à mercê de Mitroglou, que bateu Matheus. 

O golo, surpreendentemente, acabou por adormecer um pouco a partida. Foi preciso esperar até aos 36 minutos para haver um ‘abanão’, com novo golo da equipa encarnada. Após boa jogada individual de Renato Sanches, o mais recente internacional português cruzou a bola para área, mas esta acabou por bater na mão de André Pinto. O árbitro não hesitou e assinalou grande penalidade. Jonas não desperdiçou a oportunidade de alcançar o seu trigésimo golo no campeonato.

Não mais que 3 minutos depois e a Luz voltava a entrar em festa. Numa rapidíssima jogada de contra-ataque, Pizzi marcou um golaço, num remate de fora de área, sem qualquer hipótese para Matheus. A euforia estava instalada no Estádio da Luz.

Terminava a primeira parte. A equipa de Paulo Fonseca foi melhor até ao primeiro tento encarnado. Porém, desde aí, deixou-se engolir pelo ambiente e pela pressão. Benfica cresceu muito, durante a partida, com a subida de rendimento de Renato Sanches, Jonas e Gaitán

12809701_10156733645895716_6754534232297685707_n

Jonas, na ressaca da sua mais recente internacionalização pelo ‘escrete’, chegou à terceira dezena de golos no campeonato. Fonte: Facebook oficial SL Benfica

Não se registou qualquer alteração nas equipas titulares, no recomeço do jogo.

Aos 49′, dupla oportunidade de golo para o Benfica. Primeiro, por Gaitán que, após cruzamento de Pizzi, rematou com selo de golo, mas teve a infelicidade de embater no corpo de Mitroglou, afastando-se, depois, a bola da área. Porém, ficou a jeito do pontapé-canhão de Eliseu, que disferiu violento remate, passando a rasar o poste da baliza de Matheus.

O perigo voltou a rondar a baliza bracarense. Pizzi estava a dar espetáculo e quase surpreendeu Matheus com uma tentativa de chapéu de fora de área, mas o guardião mostrou-se atento. Na recarga, Gaitán não conseguiu fazer o golo, fruto de nova intervenção de Matheus.

Pouco depois, Hassan testou Ederson, mas o titular da seleção olímpica do Brasil conseguiu defender para canto.

Hoje, o golo parecia não querer nada com os ‘gverreiros’, que voltaram a ‘cheirar’ o golo, com nova bola ao poste, desta feita por Hassan.

Aos 65′, Samaris foi a jogo, entrando para o lugar de Fejsa. Rui Vitória a optar por poupar o jogador sérvio, em virtude do (complicadíssimo) embate com o Bayern Munique, na terça-feira, dia 5, a contar para a Liga dos Campeões.

A Luz pediu e a equipa reagiu: 4-0, à passagem do minuto 71. Mitroglou ‘bisou’ na partida, num lance de contra-ataque, assistido por Jonas, que mostrou grande altruísmo, numa altura em que podia perfeitamente ter tentado marcar, mas optou por servir o internacional grego.

A festa do quarto golo ainda durava quando Samaris fez o golo da noite, na marcação de um livre direto, bem distante da baliza de Matheus, que ainda tocou na bola, mas sem conseguir evitar o golo. Estavam decorridos 75 minutos, altura em que Gaitán deu o seu lugar a Mehdi Carcela. Do lado do Braga, entrava Aarón Níguez, em detrimento do apagado Rafa Silva. 

Aos 80′, Nélson Semedo substituiu Jardel. Com esta alteração, Samaris recuou para defesa-central, André Almeida para a posição do grego, e Nélson Semedo ocupava a lateral direita.

A faltar poucos minutos para o final da partida, os jogadores do Braga começavam a demonstrar indícios de fadiga psicológica, começando a reagir de forma excessivamente agressiva na abordagem a vários lances.

Pouco antes do apito final, Paulo Fonseca lançou Ringstad, retirando Marcelo Goiano.

Já no tempo de compensação, Nélson Semedo derruba Pedro Santos, no interior da grande área, dando origem à segunda grande penalidade  da partida. Chamado à conversão, Pedro Santos bateu Ederson.

Um golo que não retirou um único sorriso das caras dos adeptos benfiquistas, cientes da grande vitória da sua equipa. Terminava a partida.

1459544880111318

Samaris marcou o melhor golo do jogo, na execução de um livre. Fonte: Record

DESTAQUES BENFICA:

Eliseu – Tido como o patinho feio da equipa, a verdade é que tem sido dos mais regulares durante esta época – é o jogador mais utilizado por Rui Vitória. Hoje, voltou a ser determinante, demonstrando grande competência defensiva e forte atrevimento no ataque. Esteve perto de marcar – curiosamente, na época passada marcou 4 e nesta ainda não -, mas o seu forte disparo saiu a rasar o poste.

Renato Sanches – Na ressaca da sua estreia pela seleção nacional, começou o jogo de forma tímida, à imagem do que aconteceu nos jogos pela seleção. Contudo, com o primeiro golo encarnado, cavalgou para uma exibição de encher o olho (e o campo). Com essa subida de rendimento, a equipa ganhou forte motivação e muitos metros no relvado aos adversários.

Pizzi – Quiçá motivado pela sua não convocação para os duelos particulares da seleção nacional, fez dos melhores jogos com a camisola do Benfica, mostrando-se a Fernando Santos, mas não só. Marcou um golaço e fartou-se de espalhar grandes pormenores técnicos. Foi incansável, tendo passado muito por ele a bela exibição da sua equipa, baralhando, muitas vezes, os seus opositores, com as suas movimentações para o meio, vindo da ala.

Jonas/Mitroglou –  O avançado brasileiro teve apenas um dia de trabalhos com a equipa até ao jogo de hoje, mas nem por isso se mostrou desgastado das longas viagens que os compromissos com a seleção brasileira lhe submeteram. Marcou mais um golo, de penalty, e foi fundamental na movimentação ofensiva. Grande qualidade técnica, sem dúvida. Quanto ao grego, com estes dois golos, bateu o seu recorde de golos numa época – já são 21. Na primeira oportunidade que dispôs, não perdoou. Embalou para uma grande exibição e o tribunal da Luz já ordena a sua contratação definitiva.

DESTAQUES BRAGA:

SC BRAGA – A equipa comandada por Paulo Fonseca pode-se queixar de ter tido algum azar. O jogo foi ingrato para os bracarenses, visto que criou oportunidades suficientes para poder estar a vencer por 2-0 até ao primeiro golo encarnado. A partir daí, foi um acumular de erros alarmante; uma equipa que quer intrometer-se no pódio não pode dar-se ao luxo de cometer tantas falhas. Rafa Silva, a estrela da equipa, fez uma partida muito discreta, dando-se muito à marcação, tendo a equipa ressentido-se muito disso mesmo. Mauro e Luiz Carlos foram demasiado passivos e quezilentos, tendo passado por aí alguma razão da goleada sofrida. Hassan e Pedro Santos foram os melhores: Hassan, entre outras boas ocasiões, ainda acertou no poste; o português marcou o golo e foi o mais irrequieto. Vem aí o Shakhtar e a equipa de Paulo Fonseca não pode voltar a cometer tantos erros.

 

Anúncios