Estoril 1 x 2 Sporting: Leão resistiu à ofensiva do Estoril e manteve-se à tona na luta pelo título

Foi com vontade de sarar a ferida da derrota caseira frente ao Benfica que o Sporting se deslocou à Amoreira, um terreno no qual os leões não sentiam o sabor da vitória desde um jogo da Taça de Portugal em 2010/2011, o qual venceram por 1 x 2. Os comandados de Jorge Jesus entraram na Amoreira com um onze remodelado em relação àquele que defrontou os “encarnados” no Estádio de Alvalade com cinco alterações no onze inicial.

Uma entrada forte da equipa verde-e-branca, com passes longos a tentar explorar as costas da defesa canarinha e com ambos os laterais a participarem de forma muito pronunciada na manobra ofensiva dos leões. O golo do Sporting chegou na forma de um desses passes longos para a frente, corte incompleto da defesa do Estoril com a bola a sobrar para Slimani à entrada da área e depois de trabalhar de bem a bola sobre dois defesas a rematar sem qualquer hipótese de defesa para Pawel Kieszek.

A falta de criatividade do Estoril a sair para o jogo era aproveitada pelos leões que trocavam bem a bola, procuravam os espaços, pressionavam alto e criavam muitas dores de cabeça no último terço do seu ataque com muita participação por parte dos elementos do seu ataque. Téo Gutierrez aproveitou para fugir à marcação para rematar com o guarda-redes dos “canarinhos” a defender facilmente.

Slimani era quem se destacava no ataque sportinguista, lutador como sempre, mas mais contido na abordagem aos lances, o argelino revelou pormenores técnicos interessantes ao longo do jogo e um deles foi um passe de calcanhar a descobrir Bryan Ruiz solto na área do Estoril. Em posição frontal, o costa-riquenho apanhou mal a bola, rematando ao lado e desperdiçando assim uma boa hipótese de aumentar a vantagem dos leões. Depois de uma excelente meia-hora, a partida arrefeceu, e o jogo passou a ser mais disputado a meio-campo.

Caminhava-se a passos largos para o final do primeiro tempo, quando no último lance, Teo passou para Bryan que cruzou para a área descobrindo Slimani que cabeceou com força para fazer o bis e o 0 x 2 no marcador. O avançado já leva 20 golos na presente edição da Liga NOS.

Sli

Slimani foi de forma incontornável a figura do jogo.

No regresso dos balneários, o Sporting vinha com vontade de ampliar o marcador, mas deixou de ser tão assertivo na frente e na altura de finalizar ou cruzar, os jogadores demonstravam muita hesitação. Slimani foi progressivamente perdendo apoio na disputa de lances na área aparecendo frequentemente sozinho no meio da defesa estorilista.

A equipa de Fabiano Lopes começou a tornar-se mais aguerrida à medida que o tempo passava e as situações de perigo iam surgindo com mais frequência, todas por iniciativa de Gerso que à primeira rematou contra o corpo de um adversário ganhando canto e no lance seguinte, rematou à figura de Rui Patricio.

Aos 64′ minutos, Islam Slimani viu-lhe o hat-trick ser negado após grande defesa de Pawel Kieszek.

Nos últimos 20 minutos o Estoril conseguiu fazer com que o Sporting se instalasse no seu meio-campo defensivo.

William Carvalho descobriu João Mário, que recebeu a bola com um excelente pormenor técnico mas, isolado, rematou ao lado. Este foi o último lance de perigo por parte do Sporting.

Na sequência de um pontapé de canto ganho na esquerda do ataque, a equipa da linha conseguiu chegar ao marcador, cabeceamento a descobrir Léo Bonatini que estava em posição regular graças a Schelotto, a rematar com força e dar um novo fôlego à equipa do Estoril.

O Estoril continuava a ameaçar, primeiro por Anderson Luís e depois num lance confuso na área do Sporting, Schelotto cabeceou para trás e Patrício, em cima da linha, a salvar os leões do empate.

Destaques Sporting:

Islam Slimani: Ao longo desta época, Slimani tem vindo a tornar-se cada vez mais preponderante no ataque do Sporting. O argelino cresceu a olhos vistos com a chegada de Jorge Jesus a Alvalade, tornando-se um perigo dentro e fora da área. Cresceu tecnicamente, com um óptimo posicionamento, incansável na abordagem aos lances e cada vez mais letal frente à baliza.

Ezequiel Schelotto: O italo-argentino apesar de ser a segunda escolha no lado direito da defesa tem vindo a mostrar qualidades especialmente no entrosamento que tem com os seus companheiros na construção de lances ofensivos, tendo uma participação acrescida nos lances construídos pelos leões na primeira parte. Defensivamente ainda tem algumas lacunas mas que consegue omitir de jogo para jogo.

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