Zenit 1-2 Benfica; Encarnados reservam ‘quartos’ com vitória em território russo

 

Onze Zenit: Yuri Lodygin; Aleksandr Anyukov, Nicolas Lombaerts, Luís Neto e Yuri Zhirkov; Axel Witsel, Maurício e Danny; Aleksander Kokorin, Hulk e Artem Dzyuba.

Onze Benfica: Ederson; Nélson Semedo, Andreas Samaris, Victor Lindelöf e Eliseu; Ljubomir Fejsa , Renato Sanches, Pizzi e Nico Gaitán; Jonas e Kostas Mitroglou.

 

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A festa do golo, em Lisboa, que dava a vantagem ao Benfica para o jogo de hoje. Fonte: Correio da Manhã

Sem grande história digna de registo até então, aos 4 minutos, Renato Sanches sofreu falta de Anyukov, dando origem a um livre que levou muito perigo, valendo a intervenção de Lodygin, conseguindo defender para canto. Foi Jonas quem marcou o livre.

A resposta do Zenit surgiu dois minutos depois. Após uma desconcentração de Samaris, Dzyuba ficou com espaço para disparar, mas, felizmente para os encarnados, a bola saiu ao lado. Ficou o aviso.

Com 15 minutos de jogo, Jonas estava a ser o jogador em maior foco do lado do Benfica, conseguindo alguns bons momentos, fruto do seu jogo muito móvel, aparecendo muito nas faixas laterais, o que baralhava os homens de Villas Boas. A sua equipa estava bem na partida, não permitindo grandes veleidades aos russos e conseguindo criar perigo a Lodygin.

Aos 19 minutos, o Benfica criou uma excelente ocasião para inaugurar o marcador, com o remate de Renato Sanches a passar a rasar o poste.

Pouco depois, foi o Zenit a levar muito perigo, novamente por intermédio de Dzyuba, mas valeu a determinação de Ederson, que, com uma palmada, afastou a bola. Grande destaque para a jogada que originou este lance, com a bola a ser sempre jogada de cabeça, entre Hulk, Danny e Dzyuba.

Chegava a meia hora de jogo e o nulo mantinha-se. O Benfica estava a conseguir gerir bem o jogo, não se descompondo no momento da perda de bola e conseguindo manter a mesma com serenidade.

Num rápido contra-ataque, conduzido por Nico Gaitán e Pizzi, Nélson Semedo testou Lodygin, mas o remate saiu à figura.

O intervalo aproximava-se e, com isso, chegava a fase de maior pressão dos visitados, começando a alcançar com maior facilidade as imediações da área encarnada, colocando em alerta os elementos de Rui Vitória, que com esforço, estavam a conseguir sacudir as ofensivas russas.

Terminava a primeira parte. A equipa portuguesa protagonizou um primeiro tempo com uma exibição bastante madura, com um bloco compacto e alguma ‘matreirice’. Para a segunda parte, esperava-se um Zenit mais em busca do golo, o que poderia proporcionar uma maior exposição na defensiva russa.

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Momento em que Ederson, destemido, evitou o golo russo, na primeira parte. Fonte: Record

Como se esperava, a segunda parte trouxe um Zenit mais acutilante, colocando mais homens na frente, obrigando a atenções redobrados por partes dos encarnados.

Aos 53 minutos, Hulk cruzou para a área, chegando a bola até Dzyuba, mas Eliseu conseguiu cortar aquele que poderia ser um lance bastante alarmante para as hostes benfiquistas.

Com 60 minutos de jogo, e a ver a sua equipa a não conseguir reagir ao nulo, André Villas-Boas procedeu a uma dupla alteração, lançando Smolnikov e Shatov para os lugares de Kokorin e Anyukov.

Aos 62′, o suspeito do costume, Dzyuba, voltou a estar muito perto de inaugurar o marcador, mas o remate saiu por cima. O Benfica estava, perigosamente, a baixar demasiado as suas linhas, numa fase ainda muito precoce.

Jonas teve a oportunidade de gelar ainda mais o estádio, mas Jonas não conseguiu bater Lodygin.

Rui Vitória viu a sua equipa a demonstrar dificuldades em criar movimentações ofensivas e optou por lançar Raúl Jiménez, sacrificando Mitroglou, aos 68 minutos.

Um minuto depois, foi o Zenit a chegar ao golo, por intermédio de Hulk. Numa jogada em que os encarnados ficam a pedir falta de Zhirkov sobre Nélson Semedo, o ala russo levou a melhor, galgando metros sem oposição, assistindo depois o ex-Porto, que só teve que encostar. Estava empatada a eliminatória.

O Benfica reagiu bem ao golo sofrido e, na sequência de um canto, Lindelöf esteve muito perto de marcar, mas Lodygin não permitiu a festa encarnada, que com uma grande estirada, evitou o golo do sueco.

Imediatamente a seguir, Pizzi saiu de jogo, entrando Salvio para o seu lugar. Estavam decorridos 73 minutos.

Aos 80′, Dzyuba voltou a estar perto de marcar, mas Ederson voltou a fazer-lhe a desfeita.

André Villas-Boas esgotava as substituições, com a entrada de Yusupov para o lugar de Maurício.

A 5 minutos dos 90′, o golo benfiquista. Raúl Jiménez tem quase todo o mérito do golo, rematando, espontaneamente, de muito longe, apanhando desprevenido Lodygin, que ainda defendeu para o poste, mas na recarga, Gaitán limitou-se a encostar, perante um combalido Lodygin, que nada pôde fazer. O Zenit precisava, agora, de marcar mais 2 golos para conseguir o apuramento.

Com o final do jogo a aproximar-se, Rui Vitória aproveitou para queimar mais uns cartuchos, com a entrada de Talisca para o lugar de Jonas.

O golo encarnado caiu muito mal no seio da equipa russa, que perdeu por completo o seu norte, não conseguindo beliscar a ambição benfiquista, que já olhava para os quartos-de-final.

E em cima do apito final, Talisca deu a vitória ao Benfica, aproveitando todo o desnorte russo.

O golo foi mesmo a última jogada da partida.

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Gaitán marcou o golo do empate, que ajudou à eliminação de Witsel e companhia. Fonte: Maisfutebol

DESTAQUES ZENIT:

Artem Dzyuba –  O gigante de 1,96m deu muitas dores de cabeça a Lindelöf e Samaris, protagonizando ainda intenso duelo com Ederson, que conseguiu levar a melhor sobre o russo. Muito forte a proteger a bola e no jogo de costas para a baliza, não dispôs, porém, de oportunidades para utilizar a sua arma fatal: o seu jogo aéreo. Para felicidade dos encarnados, o jogador russo não teve a pontaria afinado, sendo que foram dele as melhores chances de golo do lado do Zenit.

Hulk – O ex-Porto, para além de ter feito o único golo da sua equipa, foi dos mais inconformados, sendo dos principais elementos a criar perigo para a equipa portuguesa. Deu muito que fazer a Nélson Semedo, principalmente, ganhando a maioria dos lances ao jovem lateral. No entanto, a sua equipa nem sempre o acompanhou, algo que é notório, desde que se transferiu para o Zenit, dependendo muito da inspiração do brasileiro.

Danny – O internacional português esteve, hoje, mais escondido que o habitual, mas, nem por isso, deixou de ser o cérebro da equipa russa. Teve grandes passes para os seus colegas, sendo que um deles deu mesmo origem ao golo de Hulk.

DESTAQUES BENFICA:

Nico Gaitán – O argentino voltou a fazer uma exibição algo desinspirada, mas apareceu no melhor momento, ao marcar o golo do empate. Perdeu várias bolas, mas ainda criou algum desconforto na defesa russa, com as suas constantes movimentações, a deambular pelo ataque encarnado.

Jonas/Raúl Jiménez – O avançado brasileiro começou muito bem o jogo, alvejando a baliza logo nos instantes iniciais, ficando muito perto de voltar a festejar um golo ao Zenit. Fez uso da sua técnica para causar danos no adversário, porém, com o passar do tempo, foi perdendo gás e desapareceu. Quanto ao mexicano, entrou muito bem na partida. O mérito do golo de Gaitán é 95% da sua autoria, com um disparo pleno de espontaneidade, que o argentino aproveitou, na recarga, para restabelecer a igualdade.

Ljubomir Fejsa/Nélson Semedo – O sérvio, de volta à titularidade, foi fundamental nesta vitória. Muito importante na ocupação de espaços, na recuperação de bolas e no rápido ‘pressing’ nos adversários. Muito do sucesso encarnado passou por ele. Quanto ao jovem internacional português, fez uma exibição algo irregular. É verdade que não tinha tarefa fácil pela frente, com a missão de travar Hulk, mas falhou nalguns momentos capitais. Ficam dúvidas quanto à legalidade do golo do Zenit, mas podia ter sido mais expedito na abordagem ao lance.

Talisca – Entrou, já em período de compensação, e ainda foi a tempo de inscrever o seu nome na lista dos marcadores.

 

 

 

 

 

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