Sporting 0-1 Benfica; Encarnados destronam leões no seu reino

Onze Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Sebastián Coates, Ewerton e Jefferson; William Carvalho, João Mário, Adrien Silva e Bruno César; Bryan Ruíz e Islam Slimani.

Onze Benfica: Ederson; André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel e Eliseu; Andreas Samaris, Renato Sanches, Pizzi e Nico Gaitán; Jonas e Kostas Mitroglou.

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Alvalade recebeu novo (aceso) derby. Fonte: O Jogo

Ânimos quentes, ritmo cardíaco elevado, nervos à flor da pele; todas as sensações inerentes a um derby.

O jogo começou num ritmo alto, com as equipas a disputar cada centímetro do relvado, com muita combatividade. Nos primeiros dez minutos não houve, porém, qualquer oportunidade de golo, mas um livre de Bruno César, no limiar da esquina da área, ainda terá causado alguns calafrios, pese embora não tenha causado danos nos encarnados.

Um mau passe de Samaris, no meio-campo, permitiu ao Sporting sair rapidamente em contra-ataque, valendo o corte precioso de Lindelöf a cruzamento de Slimani.

À passagem dos vinte minutos, o Benfica, que estava a ter a maior iniciativa de jogo, chegou à vantagem. Mitroglou voltou a marcar aos leões, à imagem do que tinha acontecido no embate para a Taça de Portugal (vitória para o Sporting por 2-1). Numa bola longa de Eliseu, que teve Jonas como destino, o brasileiro trabalhou bem, na linha, sobre Coates, tirando o cruzamento para a área. Após alguma confusão, Mitroglou levou a melhor no choque com William Carvalho, e na cara de Rui Patrício não perdoou.

Com o golo de Mitroglou, os encarnados baixaram mais as suas linhas, entregando a iniciativa de jogo aos comandados de Jorge Jesus, mas apesar da maior posse de bola, os jogadores leoninos apresentavam dificuldades em penetrar a defensiva benfiquista.

À medida que o intervalo se aproximava, o Sporting começava a apertar mais o cerco ao Benfica, mas parecia faltar algum discernimento aos jogadores sportinguistas, especialmente no último passe. No entanto, Bruno César conseguiu arrancar uma bela jogada, na direita, cruzando para área e, após alívio defeituoso de Renato Sanches, a bola ficou à mercê de Jefferson, que disferiu violentíssimo remate, que embateu na trave da baliza defendida por Ederson. Os jogadores encarnados começavam a “pedir” o intervalo.

Pouco depois, o árbitro apitava para o final da primeira parte.

O primeiro tempo foi intenso, com o Benfica a marcar na primeira grande oportunidade do jogo. O Sporting, como se pedia, reagiu e acabou a primeira parte por cima, com grande destaque para o potente remate de Jefferson à trave.

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Mitroglou volta a marcar ao Sporting. Fonte: Record

Foram a jogo os mesmos intervenientes que o começaram.

Com menos de um minuto decorrido, Jonas viu o cartão amarelo, por falta sobre Adrien Silva.

Um minuto depois, um remate, de fora de área, de Renato Sanches, levou perigo para a baliza de Rui Patrício, contudo saiu ao lado. Pouco tempo volvido e foi Gaitán a tentar a sua sorte, mas o remate saiu por cima.

O Sporting voltava a tomar conta do jogo, conseguindo uma série de cruzamentos, com conta peso e medida, que colocavam a defensiva benfiquista em sentido.

Com 60 minutos de jogo, e a sua equipa em desvantagem, Jorge Jesus recorreu ao banco, lançando Téo Gutiérrez para o relvado. Bruno César foi o sacrificado.

Instantes depois, novamente na sequência de um cruzamento, Bryan Ruíz teve tudo para fazer o golo do empate, mas o costa-riquenho falhou o remate, num lance de levar as mãos à cabeça qualquer adepto sportinguista.

O autor do golo, que ia dando a vantagem ao Benfica, saiu, aos 65 minutos. Rui Vitória colocou Raúl Jiménez, na esperança de conferir maior mobilidade ao setor ofensivo da sua equipa.

Aos 72′, Bryan Ruíz volta a falhar de forma inacreditável, num lance em tudo semelhante ao outro protagonizado pelo internacional pela Costa Rica.

Rui Vitória respondeu a esta perdida incrível do Sporting, com a entrada de Fejsa para o lugar de Pizzi.

O perigo voltou a rondar a baliza de Ederson, e novamente com Bryan Ruíz como protagonista, mas o guarda-redes brasileiro respondeu bem.

Jorge Jesus esgotou as substituições, fazendo entrar Gelson Martins e Ezequiel Schelotto. Saíram Adrien Silva e João Pereira. Rui Vitória não se ficou e lançou a última peça do xadrez, com a entrada de Salvio para o lugar de Jonas.

Aos 82′, em zona frontal, de fora de área, João Mário, servido por Bryan Ruíz, disparou uma bomba em direção à baliza, mas, para felicidade dos benfiquistas, saiu pouco ao lado.

Aos 87′, Adrien Silva, que já estava fora de campo,  foi expulso por protestos, após lance mais ríspido de Renato Sanches sobre Bryan Ruíz, pedindo cartão vermelho para o jogador encarnado.

Até final, e já depois de cinco minutos de descontos, o Sporting não conseguiu criar perigo aos encarnados, não havendo, assim, qualquer alteração no resultado.

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Adeptos benfiquistas puderam, finalmente, festejar uma vitória sobre o Sporting. Fonte: Record

DESTAQUES SPORTING:

Jefferson – Se apontam ao lateral brasileiro várias lacunas no capítulo defensivo, o mesmo não se pode dizer ao nível ofensivo. Foi a unidade mais da sua equipa, tendo disparado fortíssimo remate à trave, ainda na primeira parte. Do seu pé esquerdo saíram também inúmeros cruzamentos venenosos, porém sem a conclusão desejada.

Bryan Ruíz – Teve as melhores oportunidades para, no mínimo, empatar a partida, mas hoje não era o seu dia. Falhou duas clamorosas oportunidades – uma delas de baliza aberta -, numa altura em que havia ainda muito jogo para disputar. Foi importante na manobra ofensiva, mas falhou nos momentos vitais.

Islam Slimani – O internacional argelino teve, hoje, apagada exibição. Não virou a cara à luta, é certo, mas pouco se deu por ele, sendo raras as vezes em que levou a melhor sob os centrais encarnados. A equipa ressentiu-se muito do seu ‘eclipse’.

João Mário/Adrien Silva – O jovem português foi dos mais esclarecidos com a bola no pé, mas nem sempre teve o devido acompanhamento por parte dos seus colegas. Deixou tudo em campo, acabando o jogo de rastos. Quanto a Adrien Silva, pairou até à última da hora a incerteza da sua titularidade, tendo tido momentos altos e baixos. Teve momentos de classe (fica na retina aquele túnel a Eliseu), mas pecou em momentos-chave do jogo, perdendo algumas bolas e acusando alguma inércia.

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Slimani, aqui em plano de fundo, teve atuação nebulosa, assim como retrata a imagem. Foto: O Jogo

DESTAQUES BENFICA:

Ederson – Quando se soube que Júlio César não ia a jogo, os adeptos benfiquistas, com certeza, denotaram alguma desconfiança. Contudo, o jovem ex-Rio Ave não vacilou, conseguindo manter sempre a serenidade e a calma, que era essencial para um jogo desta dimensão, e tendo em conta que só soube que ia ser titular pouco antes do começo da partida, teve uma boa prestação.

Victor Lindelöf/Jardel – Os centrais encarnados tinham pela frente o mais temível ‘caçador de águias’: o feroz Slimani. Porém, deram conta do recado, conseguindo anular o argelino, atuando sempre em sintonia. O central sueco não acusou a pressão e continua a marcar pontos.

Nico Gaitán/Pizzi – Os alas encarnados não foram, hoje, tão preponderantes quanto tem sido habitual – o jogo assim não o permitiu. Tiveram algumas dificuldades na troca e na posse de bola, e raramente conseguiram sair em velocidade com a mesma.

Jonas/Mitroglou – O avançado brasileiro voltou a não conseguir marcar num jogo grande do campeonato. Não obstante a isso, foi dos melhores da sua equipa. Fartou-se de correr, criar e dar a jogar. Foi da sua autoria o cruzamento que acabou em festa. Por sua vez, Mitroglou foi letal: uma oportunidade, um golo. Já tem mais golos que Jonas nos jogos grandes, e isso diz muito da sua importância no plantel de Rui Vitória. Fez mais um jogo à sua imagem, sendo vital na retenção de bola na frente.

 

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Mitroglou marcou o golo que derrubou o Sporting. Fonte: O Jogo

 

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