Paços de Ferreira 1-3 Benfica; Encarnados regressam às vitórias no campeonato

Onze Paços de Ferreira: Rafael Defendi; João Góis, Bruno Santos, Marco Baixinho e Hélder Lopes; Edson Farias, Rodrigo António, Manuel José, Diogo Jota e André Leal; Bruno Moreira.

Onze Benfica: Júlio César; André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel e Eliseu; Andreas Samaris, Renato Sanches, Pizzi e Mehdi Carcela; Jonas e Kostas Mitroglou.

Golos: Kostas Mitroglou (0-1), 12′; Diogo Jota (1-1), 24′; Jonas (1-2), g.p. 45′; Victor Lindelöf (1-3), 58′

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O ano passado, no Estádio Capital do Móvel, o Paços levou de vencido a equipa encarnada, com um golo solitário do agora jogador do FC Porto, Sérgio Oliveira. Fonte: MaisFutebol

Num jogo que começou de forma algo lenta, previsível e sem grande emoção, o Benfica conseguiu inaugurar o marcador, por intermédio de Kostas Mitroglou, numa bela jogada coletiva. Carcela, na esquerda, combinou com Jonas, que de calcanhar serviu o marroquino, mas este (ficou a dúvida se foi de forma intencional ou não) serviu o avançado grego, nas imediações da pequena área, contando ainda com um desvio no defesa adversário para bater Rafael Defendi. Estavam decorridos 12 minutos.

Após o golo, o jogo voltou à toada que marcou o jogo antes do tento de Mitroglou. Sem lances dignos de registo e alguma passividade de parte-a-parte, até aos 22 minutos, altura em que Renato Sanches, num remate de fora da área, testou a atenção de Rafael Defendi, que defendeu para canto.

O jogo agitou e, praticamente na jogada a seguir, Diogo Jota empatou a partida, com um grande remate, em arco, de fora da área. Após passar por Eliseu, Lindelöf e André Almeida,o jovem internacional sub-21 aproveitou o adiantamento de Júlio César para restabelecer a igualdade.

A equipa encarnada não reagiu bem ao golo de Diogo Jota, não conseguindo criar grandes chances de voltar a colocar-se em vantagem no marcador. Sem grande objetividade, os comandados de Rui Vitória demonstravam dificuldades em ligar setores e em construir no último terço do campo.O Paços ia tentando aproveitar os erros do adversário, saíndo várias vezes em rápido contra-ataque, quase sempre guiados pelos velozes Edson Farias e Diogo Jota.

A poucos minutos dos 45′, na sequência de um canto, Lindelöf, talvez surpreendido por se encontrar livre de marcação e por não esperar que a bola ali surgisse, cabeceou muito por cima, naquela que poderia ter sido uma boa oportunidade para marcar.

Em cima dos 45′, o árbitro assinalou grande penalidade a favor dos encarnados. Jonas criou a jogada, passando por alguns elementos, já no interior da área, forçando depois a queda, após um toque de Bruno Santos. Chamado à conversão do castigo máximo, o avançado brasileiro não teve problemas em bater o guardião adversário. Ficaram muitas dúvidas, porém, no lance que originou a grande penalidade.

Terminava a primeira parte.

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Mitroglou voltou a demonstrar que está de pé quente. Fonte: MaisFutebol

No regresso ao relvado, ambos os técnicos optaram por lançar os mesmos jogadores que começaram o jogo.

Numa segunda parte que, à imagem da primeira, voltou a apresentar um ritmo baixo, embora com um Benfica mais ‘mandão’, os encarnados chegaram ao terceiro golo, por intermédio de Victor Lindelöf, após cobrança de um livre marcado por Pizzi. Numa jogada entre centrais (Jardel assistiu o sueco), o Benfica chegava assim a uma vantagem mais confortável. O internacional sub-21 sueco marcou o seu primeiro golo com a camisola encarnada, isto depois de se ter estreado, na terça-feira, na Liga dos Campeões, na vitória diante do Zenit (1-0).

Aos 65′, numa jogada de bom envolvimento coletivo, novamente a partir da asa esquerda, Mitroglou voltou a contar com boa oportunidade de golo, mas o remate saiu frouxo e, consequentemente, sem perigo para o guardião do Paços de Ferreira.

Tanto Jorge Simão como Rui Vitória, à passagem do minuto 68 mexeram a equipa. Na equipa da casa entrou Fábio Martins, para o lugar de Edson Farias. Do lado dos visitantes, Salvio voltava a dispor de mais alguns (importantes) minutos para a sua reabilitação, após largos meses de ausência. Saiu Pizzi.

O Benfica ia conseguindo controlar o jogo a seu bel-prazer, gerindo o tempo e não permitindo grandes veleidades aos homens de Jorge Simão.

Aos 79′, entrou Nélson Semedo, saindo André Almeida.

Aos 82′, entrou Cícero. Saiu João Góis.

Aos 84′, Salvio esteve perto de voltar a marcar no campeonato português, mas o remate saiu ao lado.

A um minuto dos 90′, a equipa pacense esteve perto de reduzir o marcador, mas Júlio César disse presente, conseguindo defender o forte remate de Diogo Jota.

Pouco depois, o mexicano Raul Jiménez foi a jogo, entrando para o lugar de Kostas Mitroglou.

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O sueco marcou o seu primeiro golo pelos encarnados. Fonte: MaisFutebol

 

DESTAQUES BENFICA:

Victor Lindelöf – Semana em grande para o sueco. Primeiro, estreou-se na entusiasmante prova milionária e, agora, o seu primeiro golo na equipa principal. Tem respondido bem à titularidade, não acusando a pressão – não é à toa que é conhecido como o “Ice Man”. Mais uma boa exibição, que lhe vai conferir ainda mais confiança para os desafios futuros.

Jonas/Mitroglou – A dupla de avançados voltou a marcar, mas hoje nem precisaram de se mostrar ao melhor nível para colher frutos. Porém, foram importantes na manobra ofensiva da sua equipa, sendo ambos recompensados com um golo cada. Mitroglou chegou aos 14 golos e Jonas aos 24.

Renato Sanches/Mehdi Carcela – O jovem português tem andado nas bocas do mundo, e a verdade é que isso não parece afetar o seu jogo. Continua a ser o principal elemento a transportar o jogo da sua equipa para a frente, sendo de extrema importância na construção do mesmo. O marroquino, hoje titular, voltou a demonstrar que é a melhor opção face à ausência do mago Gaitán. Foi ele o assistente do golo de Mitroglou, tendo partido dos pés dele algumas das jogadas mais perigosas da sua equipa.

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Jonas + Mitroglou = 38 golos no campeonato. Fonte: MaisFutebol

DESTAQUES PAÇOS DE FERREIRA:

Diogo Jota – Que craque. O jovem formado no Paços de Ferreira foi fortemente associado, em janeiro, ao Benfica e, hoje, voltou a demonstrar todas as qualidades que o colocaram na rota dos encarnados (e não só!). Um golo pleno de esplendor e mais meia dúzia de belas iniciativas. Um jogador que vai dar muito que falar, sem dúvida. 

Bruno Moreira – O melhor marcador português do campeonato foi uma sombra do que tem vindo a desenvolver nos últimos tempos. Nunca conseguiu desenvencilhar-se da marcação de Jardel e Lindelöf, caindo muitas vezes na teia que os centrais encarnados teceram.

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Diogo Jota marcou o melhor golo do encontro e voltou a exibir-se em grande. Fonte: MaisFutebol

 

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