Belenenses 0-5 Benfica; Pastéis à moda da Grécia

Onze Belenenses: Hugo Ventura; André Geraldes, Rúben Pinto, Gonçalo Brandão e Fábio Nunes; Carlos Martins, Marko Bakic, Abel Aguilar; Sturgeon, Ortuño e Miguel Rosa

Onze Benfica: Júlio César; André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel e Eliseu; Samaris, Renato Sanches, Pizzi e Gaitán; Jonas e Mitroglou

 

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No Restelo, houve luta acesa pela posse de bola. Fonte: Lusa

 

A equipa encarnada não queria perder tempo e, logo no primeiro minuto, esteve muito perto de marcar, mas Gaitán disparou ao lado, após cruzamento de Pizzi.

Ao sexto minuto, Hugo Ventura erra, ao colocar a bola nos pés de Mitroglou, mas o grego não aproveitou a oferta.

As equipas, com 15 minutos de jogo disputados, ainda estavam a demonstrar algum receio, exibindo demasiado respeito de parte-a-parte. Muita luta em campo. Destaque ainda para a ousadia dos homens do Restelo – num canto a favor do Benfica, colocaram 3 homens no meio-campo encarnado.

Apesar da entrada forte dos comandados de Rui Vitória, era o Belenenses que estava a controlar a partida. Porém, escasseavam as oportunidades de golo – muitos poucos remates, também.

Aos 33 minutos, André Almeida deu um pontapé na crise estatística do jogo, e rematou, fora de área, com relativo perigo para a baliza de Ventura.

Aos 41′, Mitroglou inaugurou o marcador. Sem fazer muito por isso, a equipa encarnada colocava-se em vantagem. Assistência de Pizzi (mais uma), cruzando com grande exatidão para o cabeceamento certeiro do grego. Hugo Ventura pareceu ter ficado mal na fotografia.

Pouco tempo depois, Renato Sanches desenvolve uma bela jogada individual, já dentro da área, ludibriando Rúben Pinto em 3 ocasiões, mas, o cruzamento, na tentativa de encontrar a cabeça de Mitroglou ou Jonas, saiu com demasiada força.

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Mitroglou juntou mais três golos à sua conta, tendo marcado nas últimas cinco jornadas. Fonte: Lusa

No reatar da partida, o técnico espanhol decidiu mexer na equipa, ao retirar o adaptado a defesa central, Rúben Pinto, para dar o seu lugar a Gonçalo Silva.

À imagem do que aconteceu na primeira parte, os encarnados voltaram a estar perto do golo, logo no primeiro minuto. O mau passe do experiente Abel Aguilar permitiu a Jonas servir Pizzi, mas o remate do português foi defendido por Hugo Ventura.

Aos 50 minutos, a situação de golo mais perigoso por parte do Belenenses. Carlos Martins descobriu na esquerda, livre de marcação, Miguel Rosa. O jogador formado no Benfica fez a diagonal para o centro, rematou colocado, mas a bola saiu ligeiramente ao lado.

Na resposta a este lance, o Benfica aumentou a vantagem, por intermédio do seu homem-golo, Jonas. Assistido por Gaitán, o avançado brasileiro arranjou espaço, dentro da área, para rematar sem hipótese para Hugo Ventura.

A reação do Belenenses não demorou muito, com Juanto a criar muito perigo, mas a pressão de Lindelöf revelou-se fundamental para amenizar o remate do espanhol, que acabou por ser defendido por Júlio César.

Aos 58′, novo golo do Benfica e novamente com a autoria de Mitroglou, naquela que foi uma bela jogada coletiva. A jogada começou com Mitroglou a amortecer a bola para Renato Sanches, que saiu rápido, pela esquerda, encontrando depois Pizzi, no lado oposto, que simulou o remate e, já dentro da área, assistiu o grego, que só teve de encostar.

A equipa de Belém voltou a reagir bem ao golo sofrido, mas Miguel Rosa, na cara de Júlio César, rematou ao lado, desperdiçando uma excelente oportunidade. Miguel Rosa aos 64′ saiu, entrando para o seu lugar André Sousa.

Aos 65′, Carlos Martins, na marcação de um livre direto no limiar da área, disparou com  enorme violência, mas Júlio César conseguiu suster o remate do internacional português de 36 anos. Houve uma recarga, que Júlio César também defendeu com grande mestria, mas já tinha sido assinalado fora-de-jogo.

A faltarem 20 minutos para os 90′, Rui Vitória retirou Eliseu, lançando para o seu lugar Sílvio. Eliseu, se tivesse visto cartão amarelo, ficaria suspenso para o jogo com o FC Porto.

E como não há duas sem três, Mitroglou voltou a fazer o gosto ao pé, à passagem dos 75 minutos. Gonçalo Silva foi traído pelo relvado, falhando a recepção da bola, que ficou à mercê de Gaitán. Depois, o génio do argentino veio ao de cima e com um passe de calcanhar assistiu o antigo jogador do Olympiakos, que perante Hugo Ventura não teve dificuldade em bater o guardião.

Aos 79, Carcela foi a jogo, entrando para o lugar de Pizzi.

O extremo marroquino entrou com muita vontade de mostrar serviço e, já depois de várias iniciativas, arrancou sem ninguém o conseguir parar, assistindo Jonas, que não desperdiçou a oportunidade de aumentar o seu número de golos. Faltavam 2 minutos para os 90′.

Terminava a partida no Restelo. A equipa encarnada continua o seu belo momento de forma e, com esta vitória, sobe à liderança, ainda que provisória. A próxima jornada será o fervoroso clássico com o FC Porto.

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Com mais dois golos apontados, Jonas contabiliza agora 23 no campeonato. Fonte: Lusa

 

Destaques Benfica:

Pizzi – Mais uma bela exibição do internacional português, que voltou a ser figura muito influente na manobra ofensiva da sua equipa. 2 assistências para Mitroglou e muita qualidade de jogo. A continuar assim, será, com certeza, um jogador a ter em conta para o Euro’16.

Jonas/Mitroglou – A dupla de ataque encarnado continua em modo trituradora. Marcaram os 5 golos do jogo e foram sempre muito difíceis de travar pelos seus opositores diretos. Estão cada vez mais em sintonia e o melhor futebol de ambos vem ao de cima quando jogam lado-a-lado. O grego vem a marcar há 5 jornadas consecutivas e Jonas igualou Higuaín na corrida à bota de ouro, com 23 golos.

Gaitán/Carcela – O argentino esteve muito apagado no primeiro tempo, mas na segunda parte apareceu nalguns lances, mostrando toda a sua qualidade. A assistência para o segundo golo de Mitroglou foi deliciosa. Contudo, não foi o melhor jogo do mago argentino, que nem sempre definiu os lances da melhor forma. Já o marroquino entrou a todo o gás, mostrando que é, sem dúvida, a melhor opção para suprir as ausências de Pizzi ou Gaitán. Apesar do pouco tempo que esteve em campo, ainda assistiu Mitroglou para o último golo.

Lindelöf- O central sueco tinha hoje um teste de fogo, sendo a sua primeira titularidade no campeonato. Na ausência de Lisandro e Luisão, o sueco não se atemorizou e foi ganhando cada vez mais confiança, à medida que vencia os duelos com os seus adversários. Fez um jogo muito sólido e raramente errou nalgum lance. Boa exibição.

Destaques Belenenses:

Abel Aguilar – O experiente internacional pela Colômbia fez, hoje, a sua estreia com a camisola do Belenenses. Contudo, revelou ainda estar em fraca forma física – apenas havia disputado 3 partidas esta época. Porém, vai com certeza ser um ativo de extrema importância no conjunto do Restelo.

Geraldes/Fábio Nunes – O lateral emprestado pelo Sporting foi dos elementos em maior destaque da sua equipa, conseguindo ganhar vários lances ao sempre perigoso Gaitán. Fazendo uso da sua velocidade, subiu inúmeras vezes pelo flanco direito. Quanto a Fábio Nunes, foi também forte nos duelos individuais, sendo também muito veloz no transporte de bola pelo seu flanco.

Miguel Rosa- Não tendo feito um jogo pleno de esplendor, foi dos mais inconformados e irrequietos da sua equipa, mas revelou-se algo perdulário, sendo dele as melhores oportunidades. Desperdiçou a melhor situação de golo da sua equipa, quando o jogo estava 0-3, na cara de Júlio César.

 

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