Benfica 3-1 Arouca; A ‘vingança’ serve-se num prato de brio

Onze Benfica: Júlio César; André Almeida, Lisandro López, Jardel e Eliseu; Andreas Samaris, Renato Sanches, Pizzi e Mehdi Carcela; Jonas e Kostas Mitroglou.

Onze Arouca: Rafael Bracali; Jaílson, Velázquez, Hugo Basto e Lucas Lima; David Simão, Nuno Coelho e Nuno Valente; Artur, Roberto e Ivo Rodrigues.

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Na primeira volta, em Aveiro, os encarnados saíram derrotados. Fonte: Maisfutebol

À imagem do que havia acontecido no jogo da primeira volta, o Arouca voltou a marcar muito cedo, logo aos 3o segundos, mas, desta vez, Artur estava fora-de-jogo, tendo o golo sido anulado.

Passaram 2 minutos e houve mesmo golo, mas para o Benfica. Marcou Pizzi, assistido, de cabeça, por Jonas. Num remate de pé direito, não deu qualquer hipótese a Bracali, que se limitou a ver a bola entrar.

Após o golo, o jogo entrou numa fase mais morna. Porém, aos 12 minutos, Pizzi faz um exímio passe para Mitroglou, deixando-o em boa posição, mas o grego demorou muito tempo, sendo desarmado pelo seu opositor direto.

Ainda antes dos 20 minutos, o Benfica, que entrou muito bem na partida, aumentava o resultado para 2-0, num grande golo de Mitroglou. Na sequência da cobrança de um pontapé de canto, marcado por Pizzi, Lisandro dá de cabeça para Mitroglou e o grego num magnífico toque de calcanhar surpreendendo toda a gente, levando a Luz ao rubro.

Aos 29′, Carcela esteve perto de fazer o 3-0, num remate cruzado, mas Bracali negou-lhe os festejos. Mitroglou, num passe de calcanhar, desmarcou o marroquino, que arrancou rumo à baliza, deixando para trás Jaílson, mas o extremo não conseguiu marcar.

Mitroglou estava em grande, com belos pormenores, e, aos 35′, teve boa oportunidade para marcar, mas não estava à espera do erro do adversário, pelo que respondeu ao cruzamento de Carcela com um débil e frouxo cabeceamento.

Aos 42′, Jonas arranca uma excelente jogada individual, passando por vários adversários, e só não festejou golo por culpa de Bracali, que defendeu o remate do brasileiro com os pés.

O árbitro dava por terminada a primeira parte. O Benfica estava melhor e mais forte, não precisando sequer de forçar muito, perante um Arouca que estava a ser presa fácil e pouco perigo conseguia criar.

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Mitroglou esteve inspirado, marcando um bonito golo de calcanhar.

 

Começava a segunda parte e a curiosidade para ver como reagia o Arouca era muita. Lito Vidigal mexia na equipa, retirando David Simão e colocando Zequinha.

No entanto, o Benfica continuava ‘mandão’, dispondo das melhores ocasiões. Em 2 minutos, Mitroglou, primeiro, e Jonas, depois, estiveram perto de aumentar o resultado, mas sem sucesso.

Aos 50 minutos, o primeiro sinal de perigo da equipa de Lito Vidigal. Júlio César sacudiu para canto um remate de Artur.

Entrava Maurides para o lugar de Roberto, aos 60′.

O avançado brasileiro precisou de muito pouco tempo para deixar em alerta os comandados de Rui Vitória, com duas situações de perigo.

Aos 65′, Gaitán regressava à Luz, após algum tempo de ausência. Saía o jogador mais caro da história encarnada, Pizzi.

E como os grandes jogadores não precisam de muito tempo para deixar a sua marca, bastaram 2 minutos ao argentino para fazer o passe que deu origem ao terceiro golo encarnado, da autoria de Jonas. Mitroglou não conseguiu bater Bracali e, na recarga, Jonas empurrou para a baliza.

Aos 74′, Talisca, autor do tento vitorioso diante do Oriental, na terça-feira, ia a jogo, entrando para o lugar de Samaris.

Aos 77′, Nuno Valente, num forte remate de fora de área, aqueceu as luvas ao guardião benfiquista.

Artur dava o seu lugar a Adilson Goiano, aos 82 minutos.

Aos 84′, Carcela isola, com um grande passe, Mitroglou, que picou a bola por cima de Bracali, mas foi, depois, desarmado por um jogador do Arouca. Pouco depois, o grego foi substituído por Raúl Jiménez.

Talisca e Gaitán orquestraram uma excelente jogada, que culminou com o remate do brasileiro para defesa de Bracali, aos 87′.

Em cima dos 90 minutos, o Arouca reduziu, por intermédio de Sema Velázquéz. Canto cobrado por Ivo Rodrigues, que encontrou a cabeça do central venezuelano, batendo assim Júlio César.

O golo do Arouca foi mesmo a última situação digna de registo no jogo.

 

DESTAQUES BENFICA:

Pizzi: O internacional português não se tem amedrontado com o título de jogador mais caro na história do Benfica, muito pelo contrário. Hoje, voltou a ser dos melhores em campo, tendo inaugurado as hostes para a vitória encarnada. Está num belo momento de forma, e a mantê-la será uma forte hipótese para o Euro’16.

Mitroglou: O avançado grego fez um bom jogo, sendo o ponto alto da sua exibição – e da partida – o grande golo marcado. Foi o seu oitavo no campeonato. Ainda dispôs de 3 boas oportunidades para faturar, mas foi demasiado displicente, não conseguindo marcar. Porém, emprestou perfume ao futebol da sua equipa.

Nico Gaitán/Jonas: O mago argentino está de volta e bastou menos que um minuto para deixar o seu cunho na partida, isolando Mitroglou no lance do terceiro golo. A equipa agradece o seu retorno. Quanto ao brasileiro, hoje esteve algo mais apagado, mas nem por isso deixou de fazer um jogo positivo. Marcou e reforçou a sua posição na lista de melhores marcadores, tendo agora 19.

DESTAQUES AROUCA:

Arouca: A equipa de Lito Vidigal foi uma equipa que se bateu bem, mas teve muitas dificuldades para lidar com os 20 minutos iniciais avassaladores por parte da equipa da casa. Bracali foi vital para o resultado não ter sido mais dilatado. Ivo Rodrigues foi dos mais inconformados, mas falhou muito no capítulo da decisão. Nuno Coelho foi importante na luta a meio-campo, nunca virando a cara à luta. De destacar que a derrota do Arouca na Luz, foi apenas a segunda fora de casa no campeonato.

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