Estoril 1 x 2 Benfica: Remontada vale aproximação ao líder; Bonatini, Mitroglou e Pizzi fizeram os golos da partida

O Benfica venceu o Estoril (1-2), numa partida muito difícil e depois de ter estado a perder desde os 11’. Uma segunda parte de grande nível, permitiu às “águias” virar o marcador e relançar a luta no campeonato. Os “encarnados” ficam agora a dois pontos do líder Sporting e dependem só de si para conquistar a Liga.

Onze do Estoril: Kieszek; Anderson Luís, Yohan Tavares, Diego Carlos, Mano; Diogo Amado, Afonso Taira e Matheus; Mendy, Léo Bonatini e Gerso.

Onze Benfica: Júlio César; André Almeida, Lisandro López, Jardel e Eliseu; Fejsa e Renato Sanches; Pizzi, Carcela, Jonas e Raúl Jiménez.

O Benfica entrou bem na partida e, nos primeiros dez minutos, criou duas boas oportunidades para se adiantar no marcador. Primeiro Jonas desmarca-se na área e remata forte ao poste da baliza “canarinha” e, passados alguns minutos, André Almeida tira bem um adversário do caminho e remata cruzado para boa defesa de Kieszek.

Aos 11 minutos, na única jogada com princípio, meio e fim do Estoril na primeira parte, os “canarinhos” ganham vantagem. Anderson Luís cruza da direita e, ao primeiro poste, aparece Léo Bonatini que não perdoa. O avançado brasileiro ganha em velocidade a Lisandro e Júlio César pouco podia fazer.

Os “encarnados” sentiram o golo e perderam o gás inicial. Apesar de criarem boas oportunidades para empatar, por Jímenez e Jonas, o jogo do Benfica tornou-se mais lento e mais previsível. O Estoril, com uma grande entreajuda e entrega, cerrou fileiras e apostou no contra-ataque, principalmente por intermédio de Gerson.

Intervalo: Estoril 1 x 0 Benfica

Ao intervalo, Rui Vitória tira Jímenez por Mitroglou, e o jogo do Benfica mudou. Com a entrada do grego, as “águias” ganharam uma referência na área adversária, permitindo a Jonas libertar-se e construir jogo mais atrás.

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Além desta alteração, na segunda parte, o Benfica entrou mais agressivo e com uma pressão alta, conseguindo mesmo sufocar os “canarinhos” nos primeiros dez minutos. Posto isto, o golo do empate surgiu com naturalidade. Aos 52’, André Almeida cruza rasteiro e, ao primeiro poste, Mitroglou domina, roda e remata para a baliza. A bola ainda bate num defesa adversário e engana Kieszek.

Só depois do golo do empate o Estoril conseguiu respirar. Os “encarnados” perderam algum gás e a equipa da linha conseguiu trocar a bola no meio-campo adversário. Apesar deste ligeiro abrandamento, as “águias” mantiveram o domínio e chegaram à vantagem. Jonas abre na direita em Pizzi que, mesmo com uma má receção, remata forte e cruzado, sem hipóteses para o guarda-redes polaco.

Antes do golo de Pizzi, num lance de alguma confusão na área do Estoril, fica dúvida se a bola ultrapassa a linha de golo. Os jogadores “encarnados” ficam a pedir golo, mas nem as imagens televisivas conseguem esclarecer na totalidade.

Resultado final: Estoril 1 x 2 Benfica

No conjunto das duas partes, a vitória do Benfica é justa. As “águias” entram bem na partida, mas acabaram por sofrer um golo e ressentiram-se, aproveitando o Estoril para criar alguma ansiedade nos jogadores “encarnados”. Na segunda parte, o Benfica justificou a vitória. Sempre com a uma pressão alta e sem deixar os “canarinhos” sair a jogar. Esse foi o grande mérito das “águias” no segundo tempo: controlaram os contra-ataques do adversário. Os únicos lances de perigo do Estoril foram criados em lances de bola parada, tendo mesmo a possibilidade de, na última jogada da partida, fazer o empate, através de um canto.

Destaques:

Fejsa – Que grande exibição do sérvio! Encheu o meio-campo e deu muita segurança defensiva ao Benfica. Além de ser decisivo na manobra defensiva, também se aventurou por terrenos mais avançados, conseguindo, muitas vezes, sair com a bola a jogar. Está num momento de forma soberbo e é peça-chave no onze de Rui Vitória.

Mitroglou – Mudou a partida. A sua entrada na segunda parte permitiu aos “encarnados” ganhar um tanque na área do Estoril e libertou Jonas para outras funções. Fez o golo do empate, segurou a bola e combinou, várias vezes, com os companheiros. Já na Madeira tinha feito o gosto ao pé e começa a reclamar um regresso ao onze.

Gerson – Deu muitas dificuldades à defesa “encarnada”, principalmente na primeira parte. Foi uma flecha sempre apontada à baliza de Júlio César e foi o jogador mais em destaque na sua equipa.

Léo Bonatini – É um verdadeiro “matador”. Já leva 10 golos no campeonato e quando tem uma oportunidade não perdoa. Este jogo foi exemplo disso mesmo. Na única grande oportunidade que teve marcou e depois os “canarinhos” a sonhar com outro resultado. Acredito que vai ficar pouco tempo na Amoreira.

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