Nacional da Madeira 1-4 Benfica; Pistoleiro Jonas abate insulares com 3 tiros certeiros

Onze Nacional: Rui Silva; João Aurélio, Rui Correia, Zainadine, Sequeira; Ali Ghazal, Washington, Willyan, Camacho e Agra; Soares

Onze Benfica: Júlio César; André Almeida, Lisandro López, Jardel e Eliseu; Fejsa, Renato Sanches, Pizzi e Carcela; Jonas e Raúl Jiménez

 

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Ontem, o nevoeiro apenas permitiu 8 minutos de jogo. Hoje, ainda ameaçou, mas ficou-se por aí. Fonte: Sapo

 

Nos primeiros vinte minutos de jogo foi sempre o Benfica quem mais privilegiou a posse de bola, em contraste com um jogo mais direto por parte da equipa da casa. Porém, à  exceção de um cabeceamento de Lisandro López, que levou algum perigo para Rui Silva, as oportunidades não surgiam de ambos os lados.

Aos 22′, a melhor oportunidade, e para os encarnados. Renato Sanches, na esquerda, passa por dois adversários,  endossa a bola para área para Jonas, mas o brasileiro não conseguiu acertar com a baliza, em posição muito favorável. Contudo, Jonas redimiu-se na jogada a seguir;  Carcela desequilibrou na esquerda, cruzou milimetricamente para Jonas – nem precisou de saltar -, que desta feita não voltou a falhar, batendo Rui Silva, com um bom cabeceamento.

A resposta do Nacional à desvantagem surgiu 5 minutos após o golo sofrido. Em zona central, fora de área, Soares disparou com violência, mas Júlio César respondeu com uma defesa para canto. Na sequência da bola parada, o mesmo Soares cabeceou por cima. Ficava o aviso dos insulares.

O jogo ganhava ritmo e velocidade. Jonas e Raúl Jiménez criaram duas boas situações de golo, mas ambas foram desperdiçadas.

Insatisfeito com o resultado e com a exibição da sua equipa, Manuel Machado não esperou pelo intervalo e mexeu aos 35 minutos, colocando o médio Jota em detrimento de Rui Correia. Ali Ghazal recuava para a posição anteriormente ocupada por Rui Correia, no eixo da defesa. O Nacional abdicava do sistema com duplo pivô defensivo.

O jogo passava por um período de menor fulgor e rigor por parte dos jogadores das duas equipas, quando o árbitro deu por terminada a primeira parte.

 

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Jonas marcou três golos. Fonte: Rádio Renascença

No regresso ao relvado, voltaram os mesmos jogadores que acabaram a primeira parte. Quem também não quis ficar longe do campo foi o nevoeiro, que começou a intensificar-se, no reatar da partida.

Aos 50′, num lance caricato, Soares – que vinha a ser o homem mais perigoso do lado do Nacional – marcou o golo que restabelecia a igualdade. Jardel e Lisandro López ficaram muito mal na fotografia, tal foi a incapacidade e infantilidade demonstrada para tirar a bola de uma zona perigosa.

O Benfica respondeu com um golo de Jiménez, mas foi invalidado por fora-de-jogo tirado ao avançado mexicano.

Aos 54′, Manuel Machado esgotava as alterações. Entravam Boubacar e Gustavo Henrique; saíam Salvador Agra e Camacho.

Aos 56′, os encarnados voltavam a colocar-se em vantagem, numa altura em que as condições climatéricas – e o estado do relvado – pioravam, por intermédio do suspeito do costume. Jonas bisava na partida, respondendo da melhor forma a um cruzamento do seu parceiro de ataque, Raúl Jiménez.

Como não há duas sem três, Jonas fez o 3-1, aos 64 minutos. O avançado brasileiro chegava ao hat-trick, dando a melhor sequência a um cruzamento tenso, vindo da direita, da autoria de André Almeida. Um cabeceamento fulminante, que só parou no fundo da baliza.

Aos 70′, após perda de bola de Jiménez em zona central no seu meio-campo, Gustavo disparou pouco por cima da baliza de Júlio César.

Aos 72′, Mitroglou foi chamado a jogo. Substituiu Raúl Jiménez.

Aos 77′, Fejsa entrega a bola a Soares, deixando o avançado brasileiro com apenas Júlio César pela frente, mas o jogador do Nacional – talvez deslumbrado por soberana felicidade – revelou demasiada displicência na hora da finalização, tentando picar a bola por cima do guardião benfiquista. Clamorosa oportunidade desperdiçada.

Aos 80′, num contra-ataque lançado em grande velocidade por Renato Sanches, o médio português passou a Jonas, que tentou assistir Mitroglou, mas o grego tentou finalizar de calcanhar, tendo acabado por cair… e com a sua queda, caiu por água uma boa chance de aumentar a vantagem encarnada.

Aos 84′, Carcela deixava o relvado, entrando para o seu lugar Gonçalo Guedes.

Pouco depois era a vez de Talisca ir a jogo. Para a sua entrada, saía o homem do jogo, Jonas.

A 1 minuto dos 90, ainda houve tempo para novo golo. Sem Jonas em campo, foi Mitroglou a fazer o papel do brasileiro. Contra-ataque orquestrado por Pizzi, finalizado com mestria pelo grego, disparando, de pé direito, sem hipóteses de defesa para Rui Silva.

Com o golo do grego terminou a partida.

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Mitroglou marcou o último tento da sua equipa, chegando aos seis golos no campeonato. Fonte: Sapo

Destaques Benfica:

Jonas – Sem sombra para dúvidas, o homem da partida. Foi ele o primeiro a desperdiçar uma grande oportunidade de golo, mas imediatamente na jogada a seguir, redimiu-se e não mais parou. Foram três golos, finalizados com grande instinto matador. Fora os golos, foi sempre o elemento em maior foco no ataque encarnados.

Carcela – Na ausência de Gaitán, o marroquino vai ganhando minutos…e pontos, muitos pontos. Elemento muito desequilibrador, nunca deu um segundo de descanso ao seu opositor direto. Irrequieto e irreverente, vai-se revelando uma ótima solução à disposição do coletivo encarnado. Mais uma bela exibição, na senda do que têm vindo a ser as suas últimas partidas.

Fejsa/Renato Sanches – Num relvado que não favorecia em nada os mais privilegiados tecnicamente, o sérvio foi de extrema importância na retenção e recuperação de bolas a meio-campo. Foi sempre o tampão que Rui Vitória certamente desejava. A seu lado tinha Renato Sanches, que produziu infeliz exibição, tendo perdido muitas bolas.

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Carcela ganha cada vez mais protagonismo no Benfica. Fonte: Site SL Benfica

Destaques Nacional:

Soares – O possante avançado brasileiro, até à altura em que começou a queixar-se fisicamente, foi sempre um jogador que deu imenso trabalho a Jardel e a Lisandro López. Muito forte no choque, foi autêntico poço de força na frente de ataque dos insulares. Marcou o golo e desperdiçou um outro, numa altura em que o resultado marcava 3-1.

Ali Ghazal – Começou no meio-campo, terminou na defesa. Em qualquer uma das posições foi sempre muito competente, sendo sempre um jogador muito difícil de ultrapassar. A pedir outros voos.

Salvador Agra – Normalmente é o elemento mais agitador da sua equipa, mas hoje não apareceu. A sua equipa, obviamente, ressentiu-se disso, não tendo havido ninguém a tomar o seu lugar no papel de elemento mais desequilibrador.

 

 

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