Benfica 3-0 Académica de Coimbra; Estudantes praxados por “veterano” Renato Sanches

Tendo em conta o jogo de Braga, Rui Vitória procedeu a apenas uma alteração, devolvendo a titularidade a Jonas, em detrimento de Gonçalo Guedes. Já Fejsa repetia o seu lugar no onze, ficando Samaris no banco.

Onze do Benfica: Júlio César; André Almeida, Lisandro López, Jardel e Eliseu; Fejsa, Renato Sanches, Pizzi e Gaitán; Jonas e Mitroglou

Onze da Académica: Pedro Trigueira; Aderlan, Iago, Ricardo Nascimento e Ofori; Fernando Alexandre, Nuno Piloto, Nii Plange, Leandro Silva e Ivanildo; Gonçalo Paciência

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O jovem Renato Sanches voltou a merecer a confiança de Rui Vitória no onze titular. Fonte: O Jogo

Os primeiros 10 minutos de jogo mostraram uma equipa da Académica sem conseguir mostrar grandes argumentos para manter a posse de bola e executar mais de dois passes seguidos. Contudo, estavam muito compactos defensivamente. Num lado oposto, o Benfica era dono e senhor da bola, mas tinha dificuldades em transformar essa posse de bola em oportunidades de golo.

Aos 15′, surgiu o lance mais perigoso, até então. Renato Sanches faz um bom passe, que deixou Pizzi bem posicionado com a baliza, mas o internacional português disparou muito por cima.

Depois deste lance, esperava-se um Benfica mais ativo, em busca do golo. Tal não aconteceu, e vimos mesmo a Académica um pouco mais atrevida, que conseguia chegar mais perto da baliza de Júlio César.

Aos 24′, após bela jogada coletiva, sempre com 1, 2 toques, Pizzi disparou para defesa de Pedro Trigueira.  Pouco depois, foi André Almeida com um bom remate de longe, que passou muito perto do poste da baliza defendida por Pedro Trigueira.

A partir daqui, sim, começou-se a ver um Benfica mais intenso na procura do golo, carregando cada vez mais uma Académica que estava constantemente a defender no seu meio-campo. Aos 33′, Jonas tenta jogar com Gaitán que, dentro da grande área, é completamente abalroado por Trigueira. Sem margem para dúvida, o árbitro assinalou grande penalidade. Jonas foi o encarregado e não perdoou. 4 jogos depois, voltou a encontrar o caminho para o fundo das redes.

Após o golo, não houve grande história. O árbitro dava a primeira parte por terminada, num primeiro tempo em que o Benfica era justo vencedor.

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Jonas abriu o ativo, fazendo o seu nono golo no campeonato. Fonte: Lusa

No regresso ao relvado, ambos os treinadores lançaram os mesmos jogadores que começaram a partida.

A segunda parte trouxe um maior envolvimento ofensivo por parte dos comandados de Filipe Gouveia.

Em contrapartida, os encarnados pareciam algo adormecidos, sem grande iniciativa de jogo. Com uma vantagem tangencial, esperava-se uma outra atitude, no retomar dos balneários.

A Briosa ia ganhando forças e ímpeto com o relaxamento quase total do Benfica. Apercebendo-se disso, Filipe Gouveia, aos 62′, coloca em jogo uma outra referência ofensiva. Rabiola entrou para o lugar de Nii Plange.

Aos 65′, a melhor oportunidade da Académica em todo o jogo. Com uma bela iniciativa, Gonçalo Paciência coloca a bola na pequena área, mas Jardel antecipou-se a Rabiola. Rui Vitória respondeu a este lance com a entrada de Samaris. Fejsa foi o sacrificado.

Aos 68′, Ofori corta um cruzamento de Eliseu com o braço. Novo penalty para o Benfica, que foi novamente convertido com sucesso por Jonas. Sem fazerem muito por isso, os pupilos de Rui Vitória aumentavam a vantagem.

Imediatamente a seguir, Gonçalo Paciência saiu para entrar Rafael Lopes. Aos 73′, foi a vez de Gonçalo Guedes ir a jogo. Pizzi foi o jogador substituído. Aos 80′, Carcela voltou aos relvados, após algum período fora das escolhas de Rui Vitória. Saiu Mitroglou.

Aos 85′, o momento do jogo. Renato Sanches, sem pedir permissão, pega na bola bem longe da baliza, e faz o seu primeiro golo pela equipa principal. Pedro Trigueira parece mal batido, mas a bola foi disparada com uma força tremenda. Aos 18 anos, realizou, com certeza, um sonho de menino, já depois da sua estreia.

E com este lance que levou a Luz ao rubro, pouco mais houve de relevante. O jogo terminou, com Renato Sanches a ser fortemente acarinhado por todos.

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Festa benfiquista, com Jonas e Renato Sanches como cabeça de cartaz neste jogo. Fonte: Lusa

Destaques Benfica

Renato Sanches – O miúdo começa a ameaçar (cada vez mais, diga-se) tornar-se realmente um caso sério no futebol português. Revela uma noção tática muito acima da média, sendo um jogador muito forte no transporte e no choque físico. Hoje, viu ser coroado todo o seu esforço com um golo pleno de esplendor. Mais um belo jogo.

Jonas – A exibição da sua equipa não foi a melhor, mas o brasileiro apareceu quando ela mais necessitou. Não falhou nas oportunidades que dispôs e reforçou o seu lugar na lista dos melhores marcadores, contabilizando agora 10 golos.

Lisandro López – Gonçalo Paciência não foi ‘pêra doce’, mas o argentino bateu-se muito bem, dando bom seguimento à bela exibição conseguida em Braga. Ganhou mais uns pontos.

Júlio César – Hoje, o brasileiro raramente foi perturbado e testado. E, só por isso, merece destaque, tendo em conta os jogos em que foi fundamental nesta época.

Destaques Académica

Gonçalo Paciência –  O avançado foi dos mais irrequietos, não dando um segundo de descanso à defensiva encarnada. Foi ele o criador do melhor lance da sua equipa. Faltou apoio por parte dos seus colegas.

Ivanildo – Correu muito, suou imenso e foi uma grande dor de cabeça para Eliseu. No entanto, tudo o que fez foi praticamente em vão. Raramente conseguiu dar o melhor seguimento aos lances, falhando quase sempre no último momento.

 

 

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