Sporting 2 x 1 Benfica – Festa da Taça com muita luta e leão volta a rugir mais uma vez no duelo com a águia

Este sábado, dia 21 de Novembro, jogou-se em Alvalade mais um escaldante dérbi da 2ª Circular. Sporting e Benfica voltaram a jogar pela terceira vez nesta época, com o saldo a favorecer os leões que contavam com duas vitórias sobre o eterno rival antes do apito inicial.

Tal como na Luz o início do jogo foi muito intenso mas desta vez inverteram-se os papéis, sendo o Sporting a entrar mais forte, conseguindo até mandar uma bola ao poste, depois de um cabeceamento de Slimani a bola beijou o ferro da baliza de Júlio César. Na resposta a uma jogada de ataque do Sporting, o Benfica chegou ao golo aos 6’minutos quando Kostas Mitroglou finalizou com perfeição um cruzamento de Pizzi. A equipa de Alvalade a ser apanhada desprevenida nestes primeiros minutos.  As equipas a encaixarem melhor depois do golo e a equipa da casa começou a crescer no ataque tendo várias oportunidades perto da área de Júlio César para conseguir chegar à igualdade. Antes de marcar o golo do empate, Jefferson deu o primeiro sinal após um remate com efeito no qual o guarda-redes do Benfica teve de se esticar para chegar à bola. Ao cair do pano e após um lance confuso na área do bicampeão nacional, Adrien a rematar com potência e a fazer o 1-1 para o Sporting.

A segunda parte começou e o Sporting entrou motivado a ampliar o marcador para conseguir resolver o jogo. Gélson Martins entrou ao intervalo para o lugar de Fredy Montero, fazendo assim com que João Mário se deslocasse para o centro do terreno no apoio a Islam Slimani. Para conseguir travar o avanço do Sporting no terreno, Rui Vitória tirou Pizzi e meteu André Almeida, estancando assim o fluxo ofensivo da turma verde-e-branca. O Benfica depois desta substituição voltou a pegar no jogo e assustou através de remates de Talisca e de Eliseu os quais Rui Patrício defendeu. Até ao final do tempo regulamentar o Sporting voltou a crescer no jogo, ganhando vários cantos, chamando várias vezes Júlio César e a defesa encarnada a intervir.

O tempo regulamentar acabou 1-1 e o Estádio de Alvalade estava animado na entrada para o prolongamento.

Na primeira parte do tempo regulamentar destaque para as substituições forçadas efectuadas por Jorge Jesus, tendo de retirar de campo Ewerton e Jefferson por lesão, metendo nos seus lugares Esgaio e Tobias Figueiredo. Durante a primeira metade do prolongamento Sporting e Benfica dividiram as oportunidades de golo. As equipas pareciam não querer arriscar muito e aguardar pela lotaria das grandes penalidades.

Principiando o segundo tempo e era visível o cansaço de todos os intervenientes em campo. O treinador leonino gritava na linha com o jovem extremo Gelson Martins para carregar sobre o visivelmente desgastasdo e Eliseu e foi num desses lances que o Sporting chegou ao golo da vitória, cruzamento para a área, ninguém chega a bola e esta, perdida, encontra, Adrien que remata à entrada da área para defesa de Júlio César mas o guardião das águias nada pode fazer depois do remate de Slimani que, isolado, empurrou para o fundo das redes. Na sequência do lance, Samaris, que tinha visto amarelo minutos antes, vê o segundo amarelo e recebe ordem de expulsão por um desentendimento com alguém que estava no banco do Sporting. O Benfica terminou o jogo com nove jogadores, depois de mais um lance confuso na área dos leões onde quatro jogadores caem no chão da área com Luisão a sair mais maltratado saíndo de campo com o braço ligado.

Outro grande jogo como estas equipas estão habituadas a oferecer aos adeptos, tendo a sua quantia de lances polémicos, e podendo qualquer uma das equipas sair de Alvalade com  um lugar na próxima fase da Taça de Portugal. O Sporting avança para a 5ª eliminatória da Taça e um Benfica guerreiro fica pelo caminho.

Destaques Sporting

João Mário/Adrien Silva – A vitória do Sporting nasceu no meio-campo (novamente) e em muito se deveu à prestação dos dois jogadores formados em Alcochete. João Mário foi fulcral a fechar e a criar espaços para si e para os seus colegas, sendo sempre muito difícil de travar. Adrien foi dos melhores jogadores em campo. Para além do seu golo e de ter estado na origem do segundo, foi determinante na gestão e na primeira fase de construção do jogo da sua equipa.

Islam Slimani – O argelino continua de pé quente, fazendo hoje mais um golo (e de novo ao Benfica), já depois de ter marcado ao serviço da sua seleção. Não é um jogador de grande primor técnico, mas tem uma raça e uma vontade de vencer enorme. Não deu um segundo de descanso aos seus opositores diretos, tendo sido uma constante dor de cabeça para Jardel e Luisão.

Jefferson/Bryan Ruiz – O lateral fez, hoje, um bom jogo. Como é habitual no seu jogo, deu mais nas vistas no capítulo ofensivo, subindo e cruzando muitas vezes. Esteve ainda perto de marcar, num violento remate de fora de área. Não teve grande trabalho defensivo e procurou apoiar o ataque. O costa-riquenho, enquanto teve pernas, foi dos melhores executantes na partida. Compensa com elegância de movimentos a sua falta de velocidade, que por vezes é bastante notória. Foi dos melhores, saindo, dos seus pés, passes venenosos.

Gelson Martins – O internacional sub-21 entrou ao intervalo para o lugar de Fredy Montero e em boa hora entrou em campo. Entrou com muita vontade de agitar o jogo, e conseguiu isso mesmo. Deixou Eliseu à beira de um ataque de nervos, tais foram as vezes em que o jovem jogador importunou o ex-Málaga.

Destaques Benfica

Kostas Mitroglou – Decorriam seis minutos de jogo e o grego abanava as redes do Sporting. Depois, evaporou-se. Não tanto por culpa dele, mas por se encontrar sempre demasiado sozinho entre os centrais leoninos. Muito desapoiado, procurou ser ele a referência da sua equipa, mas a bola raramente lhe chegou em condições. Cedeu o lugar, no prolongamento, a Raúl Jiménez.

Nico Gaitán/Gonçalo Guedes – O argentino teve grande influência no golo benfiquista, com um belíssimo passe. Contudo, fez uma exibição aquém das expectativas, evidenciando algum cansaço, fruto das múltiplas e longas viagens a que se submeteu, durante a pausa para os jogos das seleções. Quanto ao mais recente internacional português, não foi o jogo dele. Preocupou-se mais em acompanhar as subidas de Jefferson, sendo que raramente conseguiu transportar a bola pela ala.

Samaris/Talisca/Pizzi- Samaris é a figura autoritária do meio-campo encarnado. Mas é o único que lá mora. Tanto Pizzi como Talisca não foram parceiros à altura do grego, deixando-o inúmeras vezes desacompanhado e a ter que desempenhar várias funções. Fez um jogo muito esforçado, sendo obrigado muitas vezes a recorrer à falta para emendar erros dos seus companheiros. Acabou expulso, após o segundo golo sportinguista. Pizzi fez a assistência para Mitroglou, mas parece ter sido completamente involuntária. Falhou alguns passes e foi fraco a pressionar os jogadores adversários. Já Talisca nada acrescentou à sua equipa, muito pelo contrário. Apareceu bem num ou outro lance, mas nos restantes foi protagonista pela negativa, não sendo capaz de pressionar e acompanhar os seus opositores. Não teve, também, capacidade para dar largura de jogo. Júlio César – Voltou a ser gigante, entre os postes. Já se começa a tornar hábito, e nunca pode ser bom sinal, que seja ele tantas vezes o melhor jogador da sua equipa, visto que essa equipa é a bicampeã nacional. Hoje, voltou a acontecer. Apesar da derrota, foi graças a ele que os comandados de Rui Vitória levaram a partida para prolongamento.

*Análise por José Piteira e Destaques por Miguel Martins.

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