OBJETIVO CUMPRIDO SEM GRANDE HISTÓRIA

Como não poderia deixar de ser, o jogo começou com uma homenagem às vítimas do ataque a Paris, em que se fez soar “A Marselhesa”, seguindo-se um minuto de silêncio.

Este não era um jogo do qual se esperava muito. Fernando Santos tinha sido claro, este era um jogo para rodar a equipa e poupar os jogadores para os seus campeonatos. A convocatória tinha excluído até a estrela da companhia, Cristiano Ronaldo.

Do onze contra a Rússia apenas esteve presente a titular André André, que curiosamente foi um dos pupilos mais ativos da nossa seleção. Foi precisamente dos seus pés que nasceu a primeira oportunidade, um remate perigoso à entrada da área.

O Luxemburgo respondeu mais tarde, aos 23’ minutos. Um lance confuso na área, criou vários ressaltos que terminaram num remate à figura de Stefano Bensi.

A 15’ minutos do fim da primeira parte surge o golo de Portugal, que começou com André André a meio campo, e que, depois de assistência de Vieirinha (capitão da seleção esta noite) que cruzou rasteiro, terminou também nos pés de André André que sem hesitar chutou para o fundo da baliza.

Aos 34’ remate de Bernardo silva, depois de mais um bonito apontamento técnico de (quem mais?) André André. Houve ainda tempo para uma falha incrível de Lucas João, depois de uma jogada genial de Bernardo Silva.

Mas foi do jogador luxemburguês Christopher Martins que surgiu a última oportunidade da primeira parte, um remate em arco que se não saisse ao lado tinha sido um grande golo ao ângulo. Sorte para Lopes.

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André André o melhor jogador em campo que marcou o primeiro golo da seleção.

O Luxemburgo começou a segundo parte com mais vontade, também motivada pelas três substituções ao intervalo.

Mas foi a equipa portuguesa a desencadear as primeiras oportunidades concretas, com dois remates de André André no mesmo minuto 56’. O primeiro intercetado por um jogador adversário e o segundo, mais periogoso, do coração da área, saiu ligeiramente ao lado da baliza luxemburguesa.

Aos 63’ minutos foi a vez de Portugal fazer as primeiras substiuções, primeiro entrou Gonçalo Guedes para a saída de Rafa e depois saiu Bernardo Silva para a entrada de Nani. Fizeram-se sentir, imprimindo ao jogo mais fluidez e rapidez.

Foi até Nani que converteu o canto que permitiu o cabeceamento de Fonte para uma defesa dificil de Joubert. Excelente oportunidade para Portugal! Passava meia hora da segunda parte.

O jogo estava mais agitado nesta fase. Anthony Lopes foi obrigado a uma defesa enorme, depois de um cabeceamento de Deville. O empate pareceu estar à vista.

Porém, tudo indicava o que viria a acontecer. Portugal estava mais perto de alargar a vantagem do que sofrer um golo. Acabou por fazê-lo por Nani (na noite do seu 29º aniversário) que, de livre direto, marcou rasteiro aproveitando a má colocação da barreira.

Já na compensação,  o 3º golo foi quase uma realidade, Nélson Oliveira na cara do guardião luxemburguês permitiu uma defesa de improviso.

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Aniversariante e marcador do segundo golo das quinas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NOTAS POSITIVAS:

– ANDRÉ ANDRÉ: mostrou muita garra e intensidade enquanto esteve em campo. A eleger, seria este o melhor em campo.

– VIEIRINHA: mostrou, mais uma vez, ser uma alternativa credível para a lateral direita. Cumpriu bem, ao ocupar toda a faixa direita, quer a atacar, quer a defender. Será que estava motivado por ser o capitão esta noite?

-Vantagem no marcador: Portugal venceu pela primeira vez por mais de um golo na era Fernando Santos.

NOTA NEGATIVA:

– PONTA DE LANÇA: hoje ficou claro, mais uma vez, que Portugal ainda não tem o ponta de lança que precisa. Faltou eficácia em momentos decisivos, hoje materializados nas exibições, quer de Lucas João, como mais tarde, de Nélson Oliveira.

 

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