RÚSSIA 1– 0 PORTUGAL: FRIEZA RUSSA VENCE ESFORÇO PORTUGUÊS

Depois de garantida a presença no EURO2016, é tempo de a Seleção portuguesa iniciar o processo de preparação para o europeu que se realiza em França no próximo ano.

Com a ausência de vários titulares na convocatória devido a lesão, Fernando Santos escolheu um onze inicial em 4x3x3, que combinava experiência e juventude, com especial destaque para a estreia de Gonçalo Guedes, o jovem jogador que se tem destacado na equipa do Benfica.

A baliza pertenceu a Rui Patrício como é habitual. Cédric, Pepe, Bruno Alves e Eliseu formavam o quarteto defensivo. No meio campo alinharam João Mário, William Carvalho e André André e a frente de ataque portuguesa contava com Nélson Oliveira no centro, apoiado nas alas por Nani e Gonçalo Guedes.

Na primeira parte, notou-se um claro domínio da seleção russa na primeira meia hora de jogo, com várias situações de perigo para a defensiva nacional.

Endiabrado, Dzyuba fez tremer os defesas portugueses num curto espaço de tempo. Logo aos 9’ minutos, o avançado russo surge destacado frente a Rui Patrício depois de um rápido contra-ataque. Valeu o corte providencial de Pepe. Dois minutos depois, aparece outra vez na área portuguesa. Ganha a bola a João Mário, finta Pepe e remata rasteiro para defesa do guarda-redes português, que atira para canto. Na sequência da marcação do canto, Dzyuba cabeceia à barra.

Entretanto, a seleção nacional foi tentando, aos poucos, quebrar o gelo. Só à passagem da meia hora de jogo é que surge com perigo através de Gonçalo Guedes. Aos 34’ minutos, o extremo português recebe a bola a passe de Nélson Oliveira na entrada da área russa, flete ligeiramente para a direita e remata forte para defesa apertada de Akinfeev. Uma das melhores situações criadas pela equipa portuguesa.

Pouco depois, foi a vez de João Mário aparecer a rematar após um passe picado de Cédric, mas o experiente guarda-redes russo defendeu com segurança.

Perto do intervalo, Kuzmin saiu visivelmente magoado após um choque com Guedes. Acaba por ser substituído por Shishkin.

O nulo ao intervalo revelou ser um bom resultado para a seleção portuguesa, dado o domínio russo que se evidenciou nos primeiros 45 minutos. Destaque para as defesas de Rui Patrício e para as boas prestações de João Mário e Gonçalo Guedes.

 

Gonçalo Guedes muito interventivo na sua estreia pela seleçao

Gonçalo Guedes muito interventivo na sua estreia pela seleçao

A abrir a segunda parte, a Rússia surgiu logo com muito perigo junto da baliza de Rui Patrício. João Mário perde a bola, Dzyuba destaca-se e abre para Shirokov que atira forte ao lado.

Mais uma vez, a seleção russa assumiu o controlo do jogo e Portugal tentou apenas minimizar os estragos que os jogadores adversários poderiam causar. Foi assim durante praticamente toda a segunda parte.

Aos 72’ minutos, Fernando Santos faz as primeiras alterações. Saíram Nélson Oliveira e André André e entram Lucas João e Rúben Neves, que se estrearam também pela seleção principal.

Pouco depois a Rússia conseguiu mesmo concretizar, mas o golo foi anulado a Smolov por ter marcado com a mão e vê o cartão amarelo.

A dez minutos do fim, mais uma estreia na seleção nacional com a entrada de Ricardo para a saída do também estreante Gonçalo Guedes.

A seleção russa foi apertando cada vez mais a equipa portuguesa, que tentou de tudo para conter os perigos dos ataques russos. Mas, aos 88’ minutos chegou mesmo o golo para a formação da casa. A única que fez por merecer. Num rápido contra-ataque, Smolov fugiu pela esquerda e cruzou, Dzyuba amorteceu para Shirikov que rematou para o fundo da baliza.

Ainda no tempo de desconto, o selecionador nacional realizou mais uma substituição. Saiu João Mário e entrou Rafa.

O esforço desta seleção “alternativa” quase conseguia arrancar o empate frente à experiente Rússia. Um golo mesmo ao cair do pano gelou os jogadores portugueses, num jogo em que viram jogar e pouco conseguiram construir. Uma equipa que se revelou passiva frente à experiência e frieza russas.

De realçar as quatro estreias de jovens portugueses, que são a promessa de um futuro risonho da seleção: Gonçalo Guedes, Lucas João, Ruben Neves e Ricardo.

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