SL Benfica 0-3 Sporting CP; Na Luz, a Vitória é de Jesus!

O jogo iniciou-se com grande festa de ambos os lados no Estádio da Luz. Ambas as equipas entraram fortes e com vontade de abrir o placard. E a equipa que o conseguiu fazer foi o Sporting na primeira vez que chegou à baliza de Júlio César, aos 9′ e por Teo Gutiérrez, ao aproveitar um ressalto da bola e a introduzi-la no fundo das redes encarnadas.
0-1, resultado que o ritmo de jogo não faria prever dado que o Benfica estava muito mais activo na manobra ofensiva. A equipa veio apaziguar a equipa do Sporting que começou a gerir o resultado com calma, a controlar as operações no meio-campo e o Benfica explorava as alas através de iniciativas de Nicólas Gaitan e de Gonçalo Guedes. Aos 21′, após cruzamento de Jefferson, Slimani a cabecear sem resposta para o fundo das redes de Júlio César. 0-2, resultado que apanhava os benfiquistas de surpresa.
O Benfica continuava a procurar a baliza dos leões com mais perigo. Destaque para um remate de Jonas que passou a centimetros da barra da baliza de Rui Patrício. Mas, o Sporting aproveitou um Benfica descompensado no seu meio-campo e numa jogada de três para três e após remate de Islam Slimani, Bryan Ruiz a empurrar para o fundo das redes encarnadas e a fazer o 0-3, aos 35′ minutos de jogo. Um autêntico balde de água fria para os pupilos de Rui Vitória.
Os ânimos começaram a ficar mais exaltados e até ao final da primeira parte o árbitro mostrou amarelos a jogadores de ambas as equipas. Resultado surpreendente ao intervalo, dado que o Sporting das únicas vezes que foi à baliza marcou golo
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Jefferson fez a assistência para o golo de Slimani. Fonte: Facebook oficial do SL Benfica.

No regresso dos balneários, Rui Vitória não esperou mais e retirou o desastrado Eliseu para que este desse o seu lugar a Ljubomir Fejsa. O sérvio também não entrou bem, tendo visto, logo aos 2 minutos da segunda parte, cartão amarelo.

Os ânimos continuavam quentes, com os jogadores do Benfica a ferver em pouca água. Pedia-se uma maior serenidade aos benfiquistas. Já o Sporting continuava a fazer o seu jogo. Muito bem organizados, a confortável vantagem de 3 golos permitia aos elementos de Jorge Jesus um maior discernimento e calma, quer seja na troca de bola, ou a sair a jogar.

Quando se esperava que fosse o Benfica a tomar controlo das operações, era, no entanto, o Sporting que estava mais próximo do golo. Foi por pouco que Jefferson não aumentou para 4-0.

A equipa sportinguista estava sempre mais ativa, mais consciente e racional nas suas ações, e isso estava a ser determinante na manutenção do resultado.

Para piorar, Fejsa teve que sair por problemas físicos. Cerca de 20 minutos em campo e um cartão amarelo. Entrou Pizzi. Estavam decorridos praticamente 70 minutos.

Pouco depois, Raúl Jiménez, após ganhar a bola em insistência a Naldo, tinha tudo para poder reduzir o resultado, mas o mexicano foi algo egoísta e, perante Rui Patrício e um ângulo quase nulo, não conseguiu marcar. Pedia-se o passe para Jonas, que se encontrava em melhor posição para marcar.

Na Luz, os adeptos puxavam fervorosamente pela sua equipa (surpreendentemente, até), tentando reanimá-la, mas os jogadores benfiquistas não conseguiam responder ao chamamento. Os erros continuavam a acumular-se, uns atrás dos outros. Muita inoperância.

Rui Vitória esgotava as substituições, aos 77′, tirando Gonçalo Guedes, e lançado o grego Mitroglou. Do outro lado, Jorge Jesus respondia com a entrada de Alberto Aquilani para o lugar de Adrien Silva.

A 5 minutos dos 90, Slimani, autor do segundo golo, dava lugar a Gelson Martins.

A poucos momentos do final da partida, o lance que melhor espelha a partida. Luisão, ao atrasar a bola para Júlio César, quase marca autogolo.

No estádio, estavam 65 mil adeptos, mas em campo, o Sporting parecia não ter opositores, tal era a incapacidade dos jogadores benfiquistas. Muita desinspiração de um lado, e muito pragmatismo do lado sportinguista. Maior demérito do lado dos visitados, mas muito mérito, também, dos pupilos de Jorge Jesus. Pior do que a derrota, era o aumento da diferença pontual, que passava para 8 pontos (o Benfica tem, no entanto, um jogo a menos).

Três anos e meio depois, o Benfica volta a cair em casa, e de que maneira. Jorge Jesus volta a ser feliz naquela que foi a sua casa nos últimos 6 anos.

DESTAQUES BENFICA:

Nico Gaitán: Hoje, a magia do argentino ficou em casa. A sua equipa é demasiado dependente das suas ações individuais, e se hoje Nico esteve em baixo, o que dizer dos seus companheiros? O resultado diz tudo. Exibição muito cinzenta do camisola 10.

Samaris: O grego foi dos mais inconformados. Tentou remar contra a maré, mas esteve sempre muito desapoiado. À medida que o jogo se foi desenrolando, foi perdendo a cabeça e o discernimento.
André Almeida: À imagem do que aconteceu, quarta-feira, em Istambul, voltou a ter um erro que resultou em golo. Falhou um passe em zona proibida, que Adrien Silva aproveitou muito bem e deu origem ao primeiro golo sportinguista. A titularidade pode estar em risco.
Raúl Jiménez: Agora, é fácil falar, mas, talvez, a inclusão de Mitroglou no onze inicial teria sido a mais indicada. A verdade é que o mexicano foi uma autêntica nulidade e ainda conseguiu desperdiçar a melhor oportunidade de golo da sua equipa.
Jonas: Ao contrário do seu opositor Téo Gutiérrez, que hoje voltou a marcar ao Benfica, o brasileiro continua sem render metade do que rende nos jogos de menor grau de exigência. Estranho, no mínimo. A sua fraca exibição fez-se sentir muito.
Destaques Sporting:
João Mário: Pensava-se que com a mudança de sistema táctico por parte do Sporting e com o regresso de William de Carvalho de lesão o criativo médio viesse a perder lugar nas opções de Jorge Jesus, mas o que é certo é que agarrou o lado direito do ataque e hoje foi preponderante tanto na manobra ofensiva como defensiva da equipa leonina.
João Pereira: O lateral, que tem estado uns furos abaixo daquilo que era, parece que encontrou a chama neste regresso à Luz. Um jogo calmo e com total dedicação ao jogo a conseguir meter um travão aos dois extremos do Benfica, Nico Gaitán e Gonçalo Guedes.
Naldo: O defesa central mostrou segurança neste segundo derby, com calma e serenidade ele controlou as operações no eixo defensivo leonino conseguindo evitar com que os homens de Rui Vitória chegassem com perigo à baliza de Rui Patrício.
Bryan Ruiz: Depois de ter estado parado por lesão, o costa-riquenho voltou e com um golo!. Tal como João Mário, a participação do costa-riquenho na manobra defensiva dos leões evitou com que a equipa verde-e-branca sofresse maiores sobressaltos no último terço do campo.
Téo Gutierrez: O colombiano parece ter adquirido um gosto especial por dérbis. Marcou outro golo frente ao Benfica e não só fez isso como foi importante no ataque do Sporting estando sempre à procura da bola e das melhores opções para conseguir que tantos os laterais como os médios ofensivos do Sporting cruzassem com perigo.
 
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