SÓ GAITÁN…. NEM SEMPRE CHEGA!

O Benfica foi jogar à Turquia na máxima força, repetindo o 11 titular que tão bem deu conta frente ao Atlético de Madrid. À exceção de Nélson Semedo (de fora devido a lesão, substituído por Sílvio), a equipa portuguesa jogou num 4-2-3-1, com André Almeida a apoiar Samaris nas tarefas defensivas no miolo, bom Gonçalo Guedes e Gaitan nas alas e Jonas no apoio a Jimenez.

O início de jogo foi de sonho: uma falta violenta sobre Jonas a meio-campo foi marcada de forma rápida, o que fez com que Gaitan (que pormenor a sentar o defesa turco!) fizesse o golo madrugador. Uma oportunidade, um golo, Benfica super eficaz. Ficava demonstrado o porquê de se afirmar que o ponto fraco dos turcos é a defesa.

Festejos do golo da equipa encarnada logo aos 2 minutos. Fonte: zerozero.pt

Festejos do golo da equipa encarnada logo aos 2 minutos. Fonte: zerozero.pt

Os restantes 10 minutos foram de domínio benfiquista, fazendo crer que este era um início de um jogo histórico para as águias. Mas o Galatasaray recompôs-se, aumentando os seus niveis de posse de bola e criando oportunidades de golo (exemplo da defesa difícil a que Júlio César foi obrigado a fazer). Aos 19′ acontece o 1-1. Mão de André Almeida na bola e penalty bem assinalado e convertido por Selçuc Inan, o capitão dos turcos.

Aos 25 minutos Gaitan, depois de uma boa jogada do lado esquerdo e um bom cruzamento atrasado de Eliseu, rematou com o pé direito, obrigando Muslera a uma defesa atenta. Nico era até aí o motor da equipa, saíndo deste as únicas oportunidades de golo.

Mas o pior ainda estava para vir: passe de Chedjou do meio campo em profundidade para Podolski que, nas costas de Eliseu recebe a bola à entrada da área (tinha sido avisado 4 minutos antes, também ultrapassado por Podolski) e este consegue passar a bola por entre as pernas de Júlio César, aos 33’. Até ao final da primeira parte a equipa do Benfica mostrou-se pouco solidária, pouco coesa, dando oportunidade a mais uma jogada de perigo de Podolski, desta feita do lado esquerdo do ataque, a finalizar a mesma.

Penalty convertido por Inan, 1-1.

Penalty convertido por Inan, 1-1.

Depois do intervalo, o Benfica voltou a entrar muito bem. Jogada de Gaitan na esquerda, assistindo Jonas, que não conseguiu mais que um remate à figura de Muslera.

Mas o Galatasaray foi pronto a responder, e foi com o génio de Sneijder que de fora da área rematou ao poste da baliza de Júlio César depois de um desvio num defesa encarnado. No seguimento do lance houve ainda direito a um canto marcado pelo holandês que proporcionou uma defesa por instinto de Júlio César.

Depois foi a vez do Benfica, comandado pelo cérebro de Gaitán, a voltar ao ataque com duas oportunidades, primeiro por Jonas e depois por Jiménez.

Rui Vitória, descontente com o resultado e com a prestação de Eliseu, tentou mexer na equipa, fazendo entrar Pizzi para o meio-campo. Pizzi não entrou bem na partida, comprometendo o equilíbrio da equipa, quer no ataque, através de passes errados, quer na falta de pressão sobre os atacantes turcos.

Porém, o jovem Vitor Andrade veio dar uma vertigem ofensiva superior à equipa, substituindo o já fatigado Gonçalo Guedes. As águias conseguiram mais oportunidades de golo, quer através de um remate de Jonas (desviado por Jimenez), quer através do remate à malha lateral do grego Mitroglou. O jogo terminou com um lance claro de perigo para a baliza turca, com um quase auto-golo de Chedjou, numa bola parada. Antes disso, Sneijder tinha mostrado toda a sua classe, ao obrigar a mais uma bela defesa de Júlio César, com um remate rasteiro.

Jogo disputado, com lances de perigo de parte a parte, onde o ambiente proporcionado pelos adeptos turcos se fez notar, levando a equipa a uma vitória, depois de 10 jogos consecutivos sem o conseguir na Liga dos Campeões.

DESTAQUES

Gaitán: Dizer que o Gaitán é destaque já é tradição. Dos pés deste argentino já só se espera magia. E que magia aquele primeiro golo!

Eliseu: Eliseu fraquinho fraquinho com culpa no cartório no segundo golo do Galatasaray. Acabou substituido no ínicio da segunda parte.

Júlio César: Foi competente, evitando o 3º golo do Galatasaray, através de, pelo menos, duas defesas de grande nível.

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