Vianense 1-2 Benfica; A equipa do alto minho ainda assustou mas Benfica cumpriu… à tangente

Jogo impróprio para cardíacos apenas se for adepto de Vianense. O jogo feito pelo Benfica foi a meio gás e deu sono àqueles que tiveram oportunidade de ver a partida. Rui Vitória deixou alguns habituais titulares de fora (mesmo assim Júlio César, Jardel, Luisão, Eliseu e Mitroglou começaram de início) e chamou para o campo jogadores como Sílvio, Nuno Santos e Carcela.

Com as escolhas do mister do Benfica, percebeu-se também que Cristante, Taarabt (ambos não saíram do banco) e Djuricic (viu o jogo na bancada) não são, para já, opções válidas para a equipa.

Rui Vitória mudou metade da equipa, já a pensar no jogo de quarta frente ao Galatasaray

Rui Vitória mudou metade da equipa, já a pensar no jogo de quarta frente ao Galatasaray

Na primeira parte houve muita parra para pouca uva. Os encarnados tiveram nos pés de Carcela as jogadas mais perigosas. Foi exatamente do pé esquerdo do marroquino que surgiu o primeiro golo do Benfica, aos 38 minutos, numa bela rotação e remate em volley.

A segunda parte foi (felizmente) mais viva. O Benfica foi gerindo o jogo, o 1-0 prolongou-se inalterado durante mais de meia parte e o Vianense foi acreditando que era possível chegar ao empate. O golo da equipa de Viana do Castelo surgiu do jogador que mais deu nas vistas esta noite: o médio Mohamed Coulibaly. E que golo foi! O jogador levou a bola em transição e do meio da rua chutou sem qualquer hipótese para Júlio César. O Benfica foi obrigado a acordar e a chegar com maior intensidade e perigo à baliza do guineense Jonas Mendes. A menos de 5 minutos do fim, o Benfica chegou ao golo que garantiu passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal. Canto do lado esquerdo marcado por Pizzi e Jardel, mais rápido que tudo e todos, apareceu na zona de penalty e cabeceou para o segundo poste.

Fim do jogo e o Benfica teve de suar para o Vianense não ser mais um dos vários tomba-gigantes na história da Taça de Portugal.

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Destaques Box-to-Box:

Carcela foi o homem do jogo

Carcela foi o homem do jogo

Carcela: foi titular, marcou e mostrou que merece mais oportunidades na equipa principal. Foi dos seus pés que saíram as melhores iniciativas para chegar ao golo dos encarnados. Foi muito forte nas diagonais da direita para o meio. O melhor de hoje.

Nuno Santos: o miúdo formado no Benfica estreou-se a titular e não comprometeu. Desinibido, começou a extremo e no segundo tempo, jogou a lateral esquerdo. É melhor a atacar do que a defender mas até mostrou que pode ser uma opção credível numa posição mais recuada.

Victor Andrade: começou no banco, mas em pouco mais de 35 minutos em campo, foi o único que jogou a uma velocidade acima da média. Não teve grande percentagem de sucesso mas valeu pelo esforço.

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Mohamed Colibaly: se há jogadores que têm de ser vistos cm atenção, este médio-centro de 21 anos da Costa do Marfim é um deles. Encheu o miolo do Vianense: tanto recuperava bolas como saía rápido em transições. Aliás, foi numa transição que o próprio mandou uma bomba fora de área, indispensável para Júlio César. A festejar, chorou. E merece mesmo voos mais altos…

Jonas Mendes: o guarda-redes guineense sabia que era das mãos dele que se ia decidir esta eliminatória. Aguentou firme e não vacilou. Fez defesas importantes a manter os minhotos. Não teve qualquer hipótese de defesa nos dois golos sofridos.

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