Sub-21 rima com qualidade e competência

Jogou-se esta tarde, em Penafiel, o segundo jogo de apuramento para o Euro 2017 na categoria de sub-21. Depois da honrosa prestação da selecção de Rui Jorge no Europeu deste ano (perdendo somente na Final nos penalties contra a Suécia) e da vitória por 6-1 à Albânia no primeiro jogo de qualificação, as expectativas para um bom resultado em casa eram bastante elevadas.

Num onze inicial sem grandes surpresas (apesar de na cabeça de alguns adeptos fazer todo o sentido que tanto Gonçalo Guedes como Gelson Martins fossem titulares), a equipa das Quinas apresentou-se no seu habitual 4-3-3, tendo como referência ofensiva Gonçalo Paciência. A selecção da Hungria, por seu turno, optou por começar a jogar em 4-2-3-1 com um duplo pivot defensivo, denotando um claro respeito pela qualidade da selecção portuguesa.

Apesar da maior qualidade na posse da bola da turma de Rui Jorge, a verdade é que nos primeiros minutos foi através de transições rápidas que a selecção portuguesa procurou chegar à baliza contrária. Sem nunca conseguir pautar completamente o jogo, o meio-campo português denotou algumas dificuldade e foi inclusivamente da Hungria a primeira grande oportunidade de golo, através de um remate extremamente perigoso à baliza de Bruno varela por parte de Kleinheisler.

Portugal sentiu o toque e, na jogada praticamente a seguir, Gonçalo Paciência, depois de um bom cruzamento de Cancelo, com um cabeceamento algo desajeitado fez a bola passar muito perto da baliza húngara. Aos 27 minutos, após a cobrança quase perfeita de uma falta, Bruno Fernandes obriga o guarda-redes húngaro a puxar dos galões e a realizar uma enorme defesa para evitar que o médio da Udinese inaugurasse o marcador. Já com um domínio total da partida, aos 34 minutos mais uma oportunidade para a selecção da Quinas: cruzamento com conta, peso e medida de Iuri Medeiros e, depois da atrapalhação de um defesa húngaro, Gonçalo Paciência faz a bola passar novamente muito perto da baliza de Nagy.

No minuto seguinte, assiste-se a um momento brilhante de inspiração de Bruno Fernandes. Aproveitando todo o espaço concedido, o médio português faz o primeiro golo da partida através de um excelente remate de meia-distância. Um remate indefensável que colocava justiça no marcador.

Sub-21 PORT-HUNG

O regresso dos balneários trouxe uma Hungria mais estendida no campo, com as linhas mais subidas e Portugal aproveitou isso da melhor maneira. Numa jogada rápida de contra-ataque conduzida por Rony, o médio do Mónaco combina com Bruma e com Rafa e este, com um cruzamento, assiste Gonçalo Paciência para o golo. Que grande momento de futebol!

Mas Portugal queria mais! Em tarde de estreia na selecção sub-21, Gonçalo Guedes também quis entrar na lista dos marcadores e, não fosse a bola ter embatido no poste aos 85 minutos, a nova estrela do Benfica podia ter mesmo feito o gosto ao pé.

A selecção húngara acusou muito o segundo golo logo no início da segunda parte e Portugal acabou por dominar de forma natural e total o jogo até ao apito final do árbitro. 

Importa referir que não houve na selecção portuguesa nenhuma má exibição, havendo no entanto, e como é lógico, alguns jogadores que se destacaram. São os casos de Bruno Fernandes, Gonçalo Paciência, Rúben Neves, João Cancelo e Edgar Ié.

Embora seja verdade que possui muita matéria-prima para trabalhar, é de louvar a competência demonstrada por Rui Jorge. Temos treinador!

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