Benfica 3-2 Moreirense; Final de jogo frenético dita vitória benfiquista

No seu estádio, o Benfica pretendia voltar às vitórias, depois do desaire, em Aveiro, diante do Arouca. O Moreirense começou mal o campeonato, encaixando duas derrotas em outros tantos jogos. mas via aqui uma boa oportunidade para surpreender o Benfica e fazer o melhor resultado possível.

Rui Vitória procedeu a apenas uma alteração, colocando o jovem brasileiro Victor Andrade, que se estreou a titular na Primeira Liga, no lugar de Ola John. Já Miguel Leal levou a jogo os mais recentes reforços (e de quem se espera muito) Iuri Medeiros e Rafael Martins.

Os primeiros quinze minutos da partida foram divididos, sendo que ambas as equipas não forçaram muito e limitaram-se a tentar fechar espaços. O Benfica tentava mandar no jogo, mas o Moreirense estava sólido na sua retaguarda. Já depois de Rafael Martins ter aquecido as mãos de Júlio César com um forte remate, Victor Andrade disparou colocado mas desviado da baliza.

O Benfica começou a adiantar-se no terreno e tentava instalar-se no meio-campo da equipa de Moreira de Cónegos, mas sem conseguir apresentar coesão e um fio de jogo. As perdas de bola acumulavam-se e os pupilos de Miguel Leal espreitavam a saída em contra-ataque e foi numa dessas rápidas saídas, após nova perda de bola da equipa da Luz, que Rafael Martins inaugurou o marcador, aos 28 minutos. Regressado a Portugal após experiência falhada em Espanha, ao serviço do Levante, marcou também o primeiro golo do Moreirense na Primeira Liga.

A resposta do Benfica surgiu apenas aos 37 minutos, após remate de Jonas a rasar o poste esquerdo da baliza defendida por Igor Stefanovic. Mas a equipa encarnada continuava a demonstrar uma enorme incapacidade em reagir às bolas perdidas e a registar um elevado número de passes falhados.

A cada jogada mal definida, a ansiedade dos jogadores e adeptos benfiquistas aumentava. A atrapalhação dos elementos encarnados era alarmante, usando e abusando de cruzamentos que raramente levavam perigo para a defensiva adversária.

Terminava a primeira parte. O golo de Rafael Martins e a solidariedade da equipa de Moreira de Cónegos marcavam a diferença.  Pedia-se serenidade e frieza aos jogadores do Benfica para a segunda parte.

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Rafael Martins tem boa relação com os golos em palcos portugueses. Fonte: Maisfutebol

Rui Vitória não demorou a mexer na equipa e, logo no arranque da segunda parte, lançou Gonçalo Guedes e Talisca em detrimento de Victor Andrade e Pizzi. Ambos os jogadores que entraram no segundo tempo trouxeram uma maior dinâmica e acutilância à equipa, mas o resultado não se alterava.

Com 60 minutos de jogo, apenas por uma ocasião a equipa da casa conseguiu chegar com perigo à baliza do Moreirense. Os comandados de Rui Vitória pareciam desgastados e jogavam sempre em esforço.

Miguel Leal tirou Iuri Medeiros e colocou Ramón Cardozo em jogo, à passagem dos 63 minutos. Pouco depois, Eliseu cruzou com perigo, mas Mitroglou chegou atrasado à bola. Aos 67 minutos, Jonas desperdiçou nova situação de golo, atirando por cima quando estava em boa posição para faturar. Não mais que um minuto depois, Mitroglou cabeceia para defesa de Stefanovic, levando a bola à barra. Na recarga, Jonas tenta o remate mas este é bloqueado por um homem do Moreirense.

Aos 70 minutos, Rafael Martins deu o lugar a Emmanuel Boateng.

O público tentava que a Luz não se extinguisse e ia puxando pela equipa.

O ex-técnico do Vitória de Guimarães numa tentativa de tudo ou nada tirou Eliseu e colocou o mexicano Raúl Jiménez, aos 73 minutos. E teve sucesso. Um minuto depois, Raúl Jiménez responde da melhor maneira a um bom cruzamento de Nico Gaitán e restabelecia a igualdade a 15 minutos dos 90′. Dois minutos depois, Samaris estreava-se a marcar com a camisola do Benfica e colocava a equipa em vantagem, num lance em que Stefanovic parece ter ficado mal na fotografia.

A equipa do Moreirense não baixou os braços e, aos 84 minutos, houve um outro Cardozo a marcar golo na Luz. Ramón Cardozo empatava a partida.

Passados dois minutos e era Jonas a voltar a colocar a Luz em euforia. Novo cruzamento de Gaitán e Jonas com um belo remate de primeira com o pé esquerdo.

Acabava a partida e respirava-se de alívio.

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Samaris estreou-se a marcar com a camisola do Benfica. Fonte: Maisfutebol

Destaques Benfica:

Lisandro López – O defesa argentino está a aproveitar bem a ausência de Jardel e está a impor-se na equipa encarnada. Muito forte no jogo aéreo e no desarme, foi ele que muitas vezes levou a equipa para a frente.

Nico Gaitán – O argentino é claramente o elemento mais desta equipa. Dos seus pés saíram dois grandes cruzamentos que tiveram o final desejado. Motivado pela chamada à seleção argentina começou nele a reviravolta.

Jonas/Mitroglou/Raúl Jiménez – Jonas até não estava a fazer um jogo nada por aí além, mas apareceu quando a equipa mais precisou e marcou um belo golo. Já o grego ainda não se apresenta nas melhores condições físicas e foi algo trapalhão na frente. Quanto ao mexicano, melhor entrada não se podia pedir. Volvido um minuto após entrar em campo, demonstrou bom jogo aéreo ao responder bem a um cruzamento de Gaitán e fazer o primeiroFi golo da equipa.

Destaques Moreirense:

Rafael Martins – Saiu de Portugal com 15 golos na mala rumo a Espanha, mas foi uma época para esquecer. Regressou agora a Portugal e logo no primeiro jogo deixou a sua marca. Saiu esgotado, mas Miguel Leal tem razões para sorrir.

Vítor Gomes – Como o Box-to-Box aqui escreveu, o médio é claramente o pilar desta equipa. O médio formado no Rio Ave é um jogador que empresta muito critério e rigor à equipa de Moreira de Cónegos. Raça e combatividade acima de tudo.

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