Arouca 1-0 Benfica; Valeu show dos guarda-redes em jogo combativo

Com este tipo de jogo o Benfica não pode dizer que está a lutar pelo “Tri”. Foram evidentes as lacunas da equipa encarnada na derrota por 1-0 frente ao Arouca. A defesa é um real problema. Eliseu mostrou não ter apetência e Luisão e Nelson Semedo ficaram muito mal vistos no golo marcado por Roberto, onde não mostraram agressividade. Lisandro foi o único sobrevivente do descalabro defensivo. O Benfica bem tentou virar um jogo que já estava em desvantagem desde os dois minutos mas sem sucesso. Bracalli mostrou ser um autêntico muro. Mitroglou não tem o mesmo dinamismo tático de um Lima e se a bola não chega às zonas de finalização, as águias parece que jogam com menos um.

Destaques Benfica:

Júlio César: mais um jogo difícil mas bem sucedido para o guarda-redes canarinho. É mau dizer que o guarda-redes de um grande foi o melhor em campo mas foi mesmo o que aconteceu. Com uma defesa lenta e apagada, apanhou duas vezes Roberto no 1×1 mas só numa é que ganhou o duelo. Depois fez mais um par de defesas com a qualidade que se sabe. Seguro. Aguentou o Benfica de um desaire ainda maior.

Gaitan: quando os encarnados não têm por onde jogar é nele que põem a bola para o argentino tentar resolver. Ontem foi difícil conseguir espaços do lado esquerdo do terreno. Tentou várias vezes pegar o jogo a meio mas também sem grande sucesso. Deu velocidade ao jogo… e pouco mais.

Ola John: provavelmente o melhor jogo de Ola John esta temporada. O holandês estava com vontade de correr, destabilizar os laterais do Arouca e até arrancou um amarelo a David Simão. Chegou o intervalo e foi substituído sem se perceber muito bem porquê. Rui Vitória é o único que pode explicar.

Victor Andrade: se Ola John estava a fazer um jogo interessante, com a entrada de Victor Andrade o Benfica não ficou nada atrás (mesmo sem fazer muito, diga-se). Pediu a bola, teve iniciativa, cruzou, chutou. Na teoria esteve muito bem. Na prática não chegou ao que se pretendia.

Roberto fez o único golo do jogo e deu a liderança isolada à equipa da vila de Arouca.

Roberto fez o único golo do jogo e deu a liderança isolada à equipa da vila de Arouca. (Imagem: Facebook Arouca)

Destaques Arouca:

Rafael Bracalli: a equipa marcou cedo e fechou-se no seu meio-campo defensivo. Se o antigo guarda-redes do Nacional sabia que ia ter muito trabalho durante o jogo, depressa percebeu que estaria nas suas mãos a garantia dos três pontos. A verdade é que não comprometeu. Fez algumas defesas mais simples, outras mais complicadas. Mas em todos os lances mostrou segurança e a tal experiência que se pede numa posição tão importante no futebol.

Roberto: o avançado não parou durante todo o jogo. Tentou, tentou e tentou. À primeira conseguiu um golo que valeu os três pontos e a liderança isolada do Arouca. Nas restantes, Júlio César ou a defesa benfiquista resolveiam os (grandes) problemas que o português ia causando. Certo é que o guarda-redes internacional brasileiro tão depressa não se esquece do nome de Roberto.

Lito Vidigal: podíamos fazer referência ao triângulo da defesa e meio-campo (Hugo Basto, Velasquez e Nuno Coelho) que estiveram irrepreensíveis durante toda a partida mas parece-nos que tal consistência só foi conseguida em tão pouco tempo com mão do treinador. Lito Vidigal tem-nos habituado a usar equipas consistentes defensivamente e sempre com vontade de praticar bom futebol ofensivo. Ontem foi o espelho dessa tese. Se continuar a este nível, a manutenção está assegurada e, quem sabe, um lugar na primeira parte da tabela não possa ser uma realidade.

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