Benfica 4-0 Estoril; Encarnados alcançam a primeira vitória numa noite de estreias

Seis anos depois, o Benfica começou o campeonato com um treinador novo. Rui Vitória sucedeu a Jorge Jesus e os resultados e exibições têm deixado a massa associativa algo inquieta. A Supertaça foi perdida para o antigo timoneiro da equipa, Jorge Jesus, e a curiosidade para ver como a equipa se comportava hoje era imensa.

Em relação a esse jogo, Rui Vitória procedeu a 4 alterações no onze. Luisão voltou ao onze titular, mas quem ficou no banco foi Jardel e não Lisandro López, como seria expectável. Eliseu entrou para o lugar de Sílvio, Pizzi relegou Samaris para o banco e o estreante Mitroglou sentou Talisca e formou parelha com Jonas. Nélson Semedo manteve-se no onze. Nota de destaque para o regresso do ‘chuta-chuta’, Bruno César, ao Estádio da Luz, mas ao serviço do Estoril, e para a presença do selecionador nacional, Fernando Santos.

O público da Luz estava em euforia para receber o primeiro jogo no seu estádio esta época.

O voo da águia finalmente chegou à vitória

O jogo começou com o Estoril a pressionar muito alto a equipa benfiquista, limitando os jogadores encarnados a passes para trás e deixando-os sem grande capacidade de sair a jogar.

O Benfica foi tentando controlar e tomar conta do jogo, mas o Estoril estava bem e foi conseguindo fechar os caminhos para a sua baliza, sem nunca deixar de tentar atacar com precisão. Contudo, nos 20 primeiros minutos, não houve uma única oportunidade de golo, sendo o cartão amarelo mostrado a Lisandro López a única ocorrência digna de destaque.

Aos 21 minutos, o primeiro remate. Gaitán a cruzar para Jonas, que não conseguiu direccionar nas melhores condições para a baliza. Pouco tempo depois, foi o avançado brasileiro a cruzar para Kostas Mitroglou, mas o grego pegou muito mal na bola e fez um autêntico corte, fazendo o papel dos defesas do Estoril.

Estas duas situações serviram como tónico para os próximos minutos, na medida em que as equipas começaram a abrir o seu jogo e começámos a ver mais jogadas perigosas. Mitroglou conseguiu mesmo colocar a bola no fundo da baliza, mas seria anulado por fora-de-jogo.

À meia hora de jogo, o jovem estreante na liga, Nélson Semedo, tem uma grande arrancada pelo seu flanco e tentou trazer a sua equipa para a frente. Na sequência dessa jogada, o jovem português cruza para Mitroglou que dispara às malhas laterais, havendo no entanto um desvio de um jogador do Estoril.

A equipa do Estoril ia tentando aproveitar os espaços nas costas dos laterais, Nélson Semedo e Eliseu, explorando a velocidade de homens como Gerso e Sebá.

Aos 40 minutos surgiu a grande situação de golo da primeira parte. No seguimento de um canto cobrado por Gaitán, a defensiva estorilista alivia a bola para os pés de Eliseu. O internacional português coloca a bola na cabeça de Gaitán, e o argentino de primeira descobre Luisão na marca do penalty, mas, no entanto, o capitão teve pontaria a mais e acertou na trave.

Com um minuto para lá dos 45, Léo Bonatini parte isolado, mas no frente-a-frente com Júlio César, o guardião benfiquista levou a melhor.

E foi com este aviso por parte do Estoril que o árbitro deu por encerrada primeira parte.

Vimos um Benfica com maior posse de bola, com boas ideias, mas ainda sem conseguir criar um fio de jogo. Pizzi era o homem em claro sinal negativo e Mitroglou mostrava-se ainda algo inadaptado e sem conseguir corresponder às movimentações dos seus companheiros.

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Mitroglou já fatura na Luz Foto: Record

No regresso ao relvado, ambos os treinadores decidiram manter os mesmos jogadores que lançaram no início da partida.

Aos 48 minutos de jogo, o Estoril está muito perto de marcar, mas Júlio César tem uma intervenção estrondosa a remate de Sebá. O Estoril começava a segunda parte como tinha acabado a primeira.

O Benfica ia tentando chegar à baliza de Kieszek, quase sempre pelo lado direito, por intermédio de Nélson Semedo, mas sempre sem a melhor conclusão.

O público empolgava-se com as arrancadas do jovem lateral e respondiam, puxando pela equipa, na tentativa de elevar os níveis anímicos dos seus jogadores.

Com 60 minutos de jogo, a história do jogo não se alterava. Os golos não surgiam e os jogadores do Benfica estavam a começar a acusar o desgaste psicológico principalmente e a ficar ansiosos por encontrar o caminho para o tão desejado golo.

O Estoril, no entanto, ia fazendo o seu jogo e conseguia criar perigo na defensiva encarnada.

Rui Vitória lançou sangue novo, fazendo entrar no jogo Talisca para o lugar de Pizzi (devia ter saído ao intervalo) e procedia a mais uma estreia no campeonato, ao substituir Ola John pelo brasileiro, Victor Andrade.

A faltarem pouco mais de vinte minutos para o final do encontro, Jonas, com um belo passe, deixa Mitroglou com tudo para fazer o tão desejado golo, mas o grego volta a demonstrar-se desastroso e falha escandalosamente.

O tempo escasseava e as ideias também, até que à terceira oportunidade Mitroglou finaliza com um belo cabeceamento um milimétrico cruzamento de Nico Gaitán. Estavam decorridos 75 minutos de jogo.

3 minutos volvidos e o árbitro Tiago Martins assinala grande penalidade a favor da equipa da casa, após Matheus Oliveira tocar com o braço na bola. Jonas foi chamado ao serviço e não desperdiçou e colocou a sua equipa com dois golos de vantagem.

O Estoril consentiu muito os golos benfiquistas e, pouco depois, Jonas bisou, respondendo bem a um cruzamento do jovem Nélson Semedo. Se o ano passado falhou o troféu de melhor marcador por pouco, este ano parece lançado para conseguir o prémio.

O autor do primeiro golo, Mitroglou deu o lugar a Gonçalo Guedes, quando faltavam 7 minutos para os 90.

Nélson Semedo estava a ser um dos melhores da equipa, e teve um belo prémio na sua estreia, ao marcar o quarto golo da equipa, após belo passe de Nico Gaitán.

O Benfica não fez uma exibição de encher o olho, mas conseguiu o objetivo com quinze minutos à Benfica. Depois de resultados e exibições pouco conseguidos, Rui Vitória conseguiu finalmente o seu primeiro triunfo à frente da sua nova equipa. Com certeza terá ficado mais aliviado e pôde respirar ar fresco.

O resultado acaba por ser pesado para a equipa do Estoril, que nunca virou a cara à luta, mas Fabiano Soares foi infeliz nas substituições que efetuou e isso revelou-se determinante no desenrolar da partida.

Veremos se esta vitória transmitirá o impulso necessário para os bicampeões nacionais.

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