Tondela 1-2 Sporting; Leão rugiu mas sem muitos decibéis

A entrada fulgurante do Tondela ainda assustou, por breves minutos, o 11 escolhido por Jorge Jesus. A pouco e pouco, o Sporting foi recuperando a bola e assumiu o jogo por inteiro. O golo aos cinco minutos de jogo, de João Mário, algo atabalhoado, com alguma sorte à mistura, deu aos leões a confiança para jogar um futebol mais apoiado e coerente, ao estilo daquilo que Jesus tinha idealizado.

As investidas do Tondela pelas alas, e algum perigo à mistura no centro do terreno, não foram suficientes para evitar um controlo de jogo do Sporting, que ainda viu Slimani a rematar duas bolas com perigo: uma por cima, controlada por Matt Jones; e outra que acabou por ir ao poste. Carrilo ainda assustou as redes do Tondela, com um remate que vai ao lado por centímetros. Grande passe de João Mário, o melhor jogador em campo na primeira parte.

transferir

Foto: Lusa

Viu-se bom futebol nos primeiros 45 minutos, com a sensação de que os restantes 45 podiam ser melhores. Em espetáculo, em jogadas construídas com pés (e cabeça) e com circulação de bola menos atrapalhada. Jorge Jesus tinha, ao intervalo, trabalho para desenvolver com os jogadores, para um ataque mais sólido e apoiado. O técnico sabia que tinha de dar dicas para enfrentar o segundo tempo de uma forma mais inteligente.

Depois de perceber as intenções do Tondela, no decorrer da segunda parte, os jogadores do Sporting atacaram mais e melhor. Jogada atrás de jogada, o Sporting ia consolidando a forma de jogar. Muito inteligentes, astutos e apoiados uns nos outros, os jogadores demonstravam toda a sua qualidade. Carrillo foi o mais inquieto. “Torceu” os rins a Luís Tinoco, numa jogada que se revelou pouco perigosa. Mas ficou o aviso: o Sporting não tinha entrado no relvado de Aveiro para desperdiçar a oportunidade de entrar na Primeira Liga a vencer.

Escassas as investidas do Tondela, com pouco perigo para Rui Patrício. E continuava, lá na frente, o carrossel ofensivo do Sporting. Bom pormenor de Bryan Ruiz, que também mostrou que sabe jogar bom futebol, a deixar a bola para Slimani, já na grande área. Remate potente, por cima.

Sem avisar. Contragolpe do Tondela. Livre lateral “oferecido” por Naldo; Tinoco centra para o miolo da pequena área e Luís Alberto, com muita insistência, coloca a bola dentro da baliza do Sporting. Golo irregular do Tondela, a bola bate na mão do português e entra nas redes de Rui Patrício.

Via-se um jogo muito partido, por volta dos 60 minutos. Carrillo bem tentava contrariar o resultado, mas Matt Jones estava atento e garantia o empate.

Carlos Mané tirou o colete para a primeira substituição dos leões. Lançado pouco depois, aos 69 minutos, para substituir o exausto Bryan Ruiz, ainda à procura da melhor forma física. Logo a seguir, João Pereira cruza para a cabeça de Slimani, que remata por cima. Faltavam 20 minutos para terminar o jogo e o Sporting via a vida a andar para trás. O Tondela “sorria” com o resultado.

Mais substituições na partida aos 71 minutos. O Tondela fazia entrar Bruno Monteiro, para o lugar de Hélder Tavares. Fredy Montero substituía Teo Gutiérrez.

O Tondela fazia o que podia para respirar entre as ofensivas do Sporting que, desesperado por um golo, tentava chegar ao golo o mais rapidamente possível. Nenhum lance de perigo a registar até aos 90 minutos. O tempo extra de cinco minutos dava a oportunidade a Gelson Martins, entrado no fim do tempo regulamentar, para desfazer o engodo.

Quando ninguém previa, Murillo fez o pior para o Tondela: penálti sobre Gelson Martins. O Sporting agradeceu, pelos pés de Adrien Silva. O capitão converteu em golo e deu os três pontos aos leões. Que rugiram, mas sem muitos decibéis.

 

Anúncios