Sporting derrota Benfica e conquista a SuperTaça (1-0); Leões foram superiores perante um Benfica sem “cérebro”

O estádio do Algarve recebeu Sporting CP e SL Benfica para a final da Supertaça. No final dos 90 minutos foram os leões que levantaram o troféu.

Primeiro jogo da época com Jorge Jesus e Rui Vitória no centro das atenções.

Primeiro jogo da época com Jorge Jesus e Rui Vitória no centro das atenções. (foto: zerozero.pt)

Filme do jogo:

Os leões entraram mais pressionantes e mais intensos. Após dez minutos de alguma apatia, os pupilos de Rui Vitória conseguiram equilibrar o jogo. Aos 21 minutos Jonas fica muito perto do golo, após canto. O remate do brasileiro acabou por sair ao lado da baliza defendida por Rui Patrício.
Aos 25 minuto, golo (mal) anulado a Téo Gutierrez. O colombiano introduz a bola na baliza após canto, mas vê o golo ser invalidado por alegado fora de jogo. A repetição televisiva demonstra que Nelson Semedo estava a colocar em jogo o atacante do Sporting.
Até ao final da primeira parte algumas oportunidades de ambas das equipas, mas sem grande perigo para as redes de Rui Patrício e Júlio César.
Início da segunda parte semelhante à da primeira, com o Sporting a entrar com maior rotação perante um Benfica novamente ansioso e trapalhão.
Aos 61 minutos Carrilho dispara de fora de área, a bola raspa em Téo Gutierrez e engana Júlio César. Estava feito o primeiro golo no Estádio do Algarve.
Perante este cenário, Rui Vitória fez entrar Pizzi para o lugar do desinspirado Tallisca. O Benfica, em desvantagem, começava a subir linhas e o Sporting a circular a bola com mais à vontade e confortável com a vantagem obtida.
Rui Vitória continuava a tentar virar o resultado e fez entrar Mitroglou e Gonçalo Guedes, enquanto que Jorge Jesus promoveu as entradas de Carlos Mané e Ruben Semedo para os lugares de Bryan Ruiz e Teo respectivamente.
Até ao final do jogo, as águias tentavam chegar à área sportinguista, mas sem grande sucesso. A espaços o jogo parecia resolvido, perante uma equipa leonina com uma boa circulação de jogo e com um Benfica a jogar muito com o coração e pouco esclarecida taticamente.
O Sporting conseguia manter o resultado e garantir assim a 8ª Supertaça da sua história, a primeira na era de Jorge Jesus.
Por seu turno, Rui Vitória entrou com o pé esquerdo na nova época e apresentou um Benfica muito débil na tática.
O desvio de Teo, novo reforço leonino, acabou por resolver o jogo. (foto:zerozero.pt)

O desvio de Téo, novo reforço leonino, acabou por resolver o jogo. (foto:zerozero.pt)

Destaques Sporting CP: (por Francisco Amaral Santos)

  • Bryan Ruiz com sinal mais: Boa primeira parte de Ruiz. O médio costarriquenho tem atestado de qualidade, ainda assim não se esconde atrás do estatuto e demonstrou que tem classe mais que suficiente para ser uma das figuras desta temporada. Bem nas tabelas e bem na demarcação. Na segunda parte caiu de produção e acabou por ser substituído.
  • Slimani em foco: O avançado argelino parece ser peça chave no novo esquema leonino. Bem na ocupação de espaços entre os centrais benfiquistas e sempre atento às movimentações dos seus colegas. Tentou o golo em algumas ocasiões mas sem sucesso.
  • Ideias de JJ começam a consolidar: Olhando para o modelo de jogo que este Sporting apresenta, são notórias as diferenças perante o Sporting de Marco Silva. Mais pressionantes, com maior urgência em colocar a bola nos médios e com Bryan Ruiz, João Mário e Carrilo a serem designados como os principais condutores do ataque leonino.
    A espaços também foi perceptível o recuo de Adrien para juntos dos centrais de modo a que os laterais consigam ter maior liberdade ofensiva.

Destaques SL Benfica: (por Rui de Sousa)

  • Júlio César seguro: o guardião brasileiro de 35 anos continua a mostrar que está em grande forma. Sempre atento e eficaz nas saídas da baliza. Parou alguns remates leoninos e se não fosse aquele calcanhar maroto de Téo Gutierrez provavelmente tinha ido para casa sem qualquer golo sofrido. O melhor do Benfica.
  • Nélson Semedo, a surpresa do onze: o miúdo da formação foi posto à prova pela primeira vez na equipa principal e logo num dérbi. Revelou ser o mais esclarecido do quarteto defensivo. Subiu bem no terreno dando largura à ala direita encarnada. No processo defensivo notaram-se algumas debilidades, mas no geral não comprometeu. Se o Benfica não contratar nenhum defesa direito, Semedo pode muito bem discutir o lugar com André Almeida.
  • Gaitán sem espaço: A estrela maior dos encarnados tentou puxar pela equipa em todas as frentes mas sem grande efeito. Sempre que quis imprimir velocidade ao jogo era travado em falta. JJ pediu expressamente aos jogadores leoninos para não deixarem Gaitán pegar no jogo. Foi o que aconteceu. E sem Gaitán, não houve Benfica.
Dérbi abriu temporada desportiva.

Dérbi abriu temporada desportiva.

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