RAIO-X: ACADÉMICA

A Académica é a única sobrevivente da zona centro do país na Primeira Liga. Na última época as coisas não correram de feição aos estudantes: Paulo Sérgio foi a escolha do presidente José Eduardo Simões mas os resultados foram desastrosos. Em 21 jogos, o treinador deixou a equipa de Coimbra na zona de despromoção (17º. Lugar). José Viterbo, homem da casa, foi a escolha do presidente, e o espírito da turma voltou ao de cima: nos restantes 13 jogos, somou 14 pontos e deixou a equipa no 15º. posto (seis pontos da zona de descida à Liga de Honra). Este ano o “homem do bigode” continua a liderar a equipa. Espera-se que continue o sucesso e a mística academista.

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Espera-se este ano a equipa seja unida.

PONTOS FORTES: Manutenção da equipa. Se olharmos bem para o plantel desta época, percebemos que a direção fez um esforço notável para manter grande parte dos jogadores da época passada. Dos titulares apenas saíram Cristiano, Ricardo Esgaio e Marcos Paulo. Além do núcleo duro,  a frente de ataque é valiosa e toda ela com as melhores potências do futebol português: Rafael Lopes e Rui Pedro da época passada, e as entradas de Gonçalo Paciência, a empréstimo do FC Porto, e Rabiola, proveniente do Penafiel. Emídio Rafael também voltou ao sítio onde se destacou mais em toda a carreira. O objetivo claro é a manutenção no principal campeonato português e, tentar, dar continuidade às boas prestações nas taças.

PONTOS FRACOS: A baliza. Este posto parece ser o calcanhar de Aquiles dos estudantes. Lee não convenceu nos jogos que fez e Pedro Trigueira, que possivelmente será o titular desta temporada,  não tem experiência de Primeira Liga. A posição de guarda-redes é muito importante para uma equipa que tem como principal objetivo a manutenção e essa tal falta de experiência pode ser vital nos momentos mais decisivos.

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Ricardo, entretanto transferido para o FC Porto, deixou um vazio na baliza que ainda não foi preenchido.

PILAR: Fernando Alexandre. O médio defensivo era um aliado do ex-técnico da briosa Sérgio Conceição. Estiveram juntos no Olhanense e quando o treinador português foi convidado para orientar a Briosa, o trinco foi o primeiro reforço que pediu. Passado um ano, Sérgio Conceição voou para Braga, mas desta vez o jogador continuou por Coimbra. Fernado Alexandre conta com muitas partidas de Primeira Liga. Emprega bom posicionamento entre a meio-campo e a defesa, e é um líder nato. Nuno Piloto e Marinho são as outras duas velhas guardas do plantel.

ESTRELARui Pedro. Foi contratado no ano passado e muitos ficaram surpreendidos com a mudança de ares de Rui Pedro. O jogador que foi rotulado de craque na Roménia, lutava por títulos e tinha jogos de Liga dos Campeões nas pernas. Aceitou o desafio da briosa mas a primeira época foi um pouco irregular. Entrou muito bem mas descarrilou ao ritmo da restante trajetória da Académica. Ao todo fez 29 jogos e marcou 6 golos. Foi utilizado muitas vezes a ponta-de-lança, onde não pôde mostrar todo o talento e criatividade. Este ano, Viterbo, deve dar-lhe oportunidade de jogar na posição “10” e isso pode ser determinante para mostrar ainda mais de si.

JOKERGonçalo Paciência. O desempenho do ponta-de-lança no Europeu sub-21, foi idêntico ao da última época ao serviço da equipa B do FC Porto (15 jogos, 9 golos). Quase nunca foi titular mas mostrou sempre valor quando teve oportunidade para tal. Na Académica, provavelmente, começará a época tapado por Rabiola e Rafael Lopes mas certamente será um dos “jokers” de Viterbo para atacar os jogos mais complicados. Técnica, velocidade e faro pelo golo são algumas das características que fazem de Paciência um jogador a ter em conta.

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Gonçalo Paciência é um jogador que pode dar muitas alegrias aos adeptos e aos responsáveis da Briosa.

CONTRATAÇÃONii Plange. O jogador que foi contratado pelo Sporting nunca foi opção. Transferiu-se para o Vitória Guimarães e Rui Vitória deu-lhe oportunidades em todos os corredores do terreno. Apesar de ter sempre correspondido, nem sempre foi opção inicial. Agora na Académica, o jogador que pode atuar tanto a extremo como a lateral, tem oportunidade de dar largura e intensidade às alas da Briosa.

MISTERJosé Viterbo. Tem tudo para se tornar uma imagem incontornável do futebol português. Com um visual que salta à vista de qualquer um, o treinador de 53 anos substituiu Paulo Sérgio a meio da época. A equipa encontrava-se na penúltima classificação do campeonato, e a entrada de Viterbo veio revelar-se um grande impulso de confiança. Conseguiu salvar a equipa da descida de divisão e garantiu o lugar para o início desta época. Veremos se consegue dar seguimento aos bons resultados.

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