O QUE É NACIONAL É BOM – VÍTOR PEREIRA

Em janeiro de 2015, Vítor Pereira assinou contrato, por uma época e meia, com os gregos do Olympiakos. O técnico português regressava assim ao ativo, depois de em 2013/14 ter treinado os sauditas do Al-Ahli Jeddah. Quando chegou à Grécia, o clube de Atenas estava no segundo lugar do campeonato, tendo menos um ponto que o PAOK, líder naquela altura.

Num campeonato que sofre com a conjetura económico-financeira do país no qual está inserido, dirão os mais críticos que o treinador português limitou-se a cumprir os objetivos mínimos. É verdade que o Olympiakos parece nunca se ter ressentido da crise dos últimos anos, conseguindo a contratação de jogadores capazes de acrescentar qualidade a um plantel que já de si parece não ter comparação em terras helénicas. No entanto, também não deixa de ser menos verdade que Vítor Pereira conseguiu passar a sua mensagem aos seus jogadores e a equipa de Atenas começou a praticar um futebol bem mais atrativo (apesar de não encantar) e vocacionado sobretudo para o espectáculo, tendo a qualidade na posse com nota mais característica.

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Para a História ficará o facto de que foi sob o comando do técnico natural de Espinho que o Olympiakos conquistou o quadragésimo segundo título de campeão nacional. No passado fim-de-semana, a equipa de Vítor Pereira conseguiu alcançar a dobradinha. O Olympiakos conquistou a Taça da Grécia depois de bater o Xanthi na final por 3-1.

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