Topo e Fundo da Semana (26-04-15) Especial Clássico

Topo: O abraço de Quaresma e JJ
Jogo algo enfadonho na Luz. O FC Porto vinha desgastado emocionalmente do embate em Munique e o Benfica queria aproveitar para resolver a questão do título. Pois bem, o jogo foi tudo menos bem jogado. Muitas faltas, muita luta a meio-campo e sem grandes oportunidades de golo.
O melhor ficou mesmo para lá do apito final. Quando Jorge Sousa fez a sinalética que pôs fim ao jogo, os jogadores do FC Porto não disfarçaram a mágoa. Os jogadores do Benfica mostraram fair-play e foram vários os abraços entre rivais.
Destaque para o abraço entre Júlio César e Helton a que mais tarde se juntou Quaresma – antigo companheiro de Júlio César no Inter de Milão.
Depois de ter dado a camisola ao guarda-redes do Benfica, Quaresma dirigiu-se a Jorge Jesus e os dois trocaram um forte abraço. Ora, depois da valente assobiadela que visou Quaresma aquando a sua entrada em campo, o extremo português teve um momento carinhoso com o treinador adversário. Para quem sempre foi um crítico activo das atitudes de Quaresma, esta é mais uma chapada de luva branca por parte do mustang.
Que isto sirva de exemplo: as rivalidades só devem durar 90 minutos.

Mais que rivais, Jorge Jesus e Quaresma são homens do desporto e deram um enorme exemplo de fair-play,

Mais que rivais, Jorge Jesus e Quaresma são homens do desporto e deram um enorme exemplo de fair-play. (Foto: Semanário Sol)

Fundo: As opções tácticas que prejudicaram o clássico
Muitas mexidas na equipa do FC Porto. A maior surpresa foi a exclusão de Quaresma do onze titular – Lopetegui optou por jogar com 4 médios de modo a conter o meio-campo benfiquista.
Do lado do Benfica, Jorge Jesus foi coerente (com isto não digo inteligente) com as suas opções e lançou Talisca no lugar do lesionado Salvio. Talisca já demonstrara toda a sua inadaptabilidade em jogar no lado esquerdo do ataque benfiquista mas JJ concedeu-lhe nova oportunidade.
Resultado? Os portistas na primeira parte até tiveram mais bola, mas faltou velocidade e o toque de imprevisibilidade que Quaresma podia dar. Por seu turno, durante os primeiros 45 minutos o Benfica parecia estar a jogar com dez, uma vez que Talisca era um elemento a menos e os registos que teve foram todos relativos a perdas de bola.
Mais uma vez, ficou bem patente que Lopetegui dispõe de um plantel mais rico mas que não sabe recolher frutos disso. Mas não é só. Também é gritante que o Benfica não têm no banco de suplentes opções válidas para colmatar as lesões do onze titular.
O clássico tanto aqueceu ao longo da semana que quando aconteceu depressa ficou morno.

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