Top 5 das transferências de Inverno – Portugal

Agora que o mercado de Inverno já se encontra fechado, cumpre fazer um balanço deste mês de muita agitação. Apesar de não ter havido contratações que possam ser consideradas como verdadeiras “bombas”, o certo é que se verificaram algumas movimentações interessantes. Na impossibilidade de avaliar uma a uma, o painel Box-to-Box decidiu eleger aquelas que, na nossa opinião, constituem o Top 5 das transferências a nível interno. Sendo assim e sem mais demoras, elas aqui estão:

  1. Rui Fonte

Rui Fonte

Com a saída de Deyverson para a Bundesliga (o brasileiro foi esta segunda-feira oficializado como reforço do Colónia até ao final desta época), a equipa do Restelo viu-se obrigada a encontrar uma solução para o ataque. E a opção não poderia ter sido melhor. Ao garantir o empréstimo de Rui Fonte até ao fim da temporada, a equipa de Lito Vidigal vê chegar um jogador que esteve em destaque ao serviço da equipa B do Benfica, sendo inclusivamente o melhor marcador da Segunda Liga com 17 golos em 21 partidas.

Apesar de ter sido recentemente integrado no plantel de Jorge Jesus, a verdade é que as opções do técnico português davam a entender que o avançado de 24 anos teria poucas possibilidades de jogar pelos encarnados e, como tal, a escolha pelo Belenenses parece ter sido mais do que acertada. Com movimentos de grande qualidade na desmarcação, oportunismo de matador e um remate fácil, Rui Fonte tem todas as condições para ser um dos nºs9 do futuro. A oportunidade de ganhar mais ritmo competitivo só pode beneficiar a sua evolução futebolística e, sendo assim, é de esperar que Fernando Santos esteja atento às suas prestações.

  1. Cadú

Cadu

Depois de oito anos e meio fora de Portugal, Cadú regressa ao nosso país para representar o Gil Vicente. O jogador de 33 anos, que estava ao serviço do AEL Limassol, assinou contrato até ao final da próxima época.

Sendo um atleta de créditos firmados não será de admirar que José Mota lhe dê a titularidade, ainda para mais quando os gilistas sofreram até agora no campeonato nada mais, nada menos do que 34 golos. Cadú vem acrescentar experiência ao sector defensivo de um equipa que vai ter de batalhar (e muito!) para se manter no principal escalão do futebol português.

O currículo do defesa central é vasto. Durante as oito épocas ao serviço do Cluj, onde chegou a capitão e teve oportunidade de jogar na Liga dos Campeões, venceu três campeonatos (07/08, 09/10, 11/12), três taças (07/08, 08/09, 09/10) e duas supertaças (09/10, 10/11).

Importa ainda referir que o Gil Vicente é o terceiro clube que Cadú vai representar em Portugal, depois de ter passado por Paços de Ferreira e Boavista.

  1. Ricardo Valente

Ricardo Valente

Esta temporada, em estreia na equipa sénior do Leixões, Ricardo Valente participou em 22 jogos e apontou 11 golos pela equipa de Matosinhos (nove na Segunda Liga e dois na Taça da Liga). Pretendido por vários clubes, o Vitória de Guimarães assegurou os serviços do jogador para as próximas três temporadas.

O avançado de 23 anos parece ter-se adaptado na perfeição a um nível competitivo superior e, com apenas 4 jogos realizados na Primeira Liga, leva já 2 tentos apontados com a camisola do Vitória. Sendo um jogador que remata bem e que sabe ler com inteligência as zonas de penetração nas defesas contrárias, Ricardo Valente pode assumir-se como um peça fulcral no processo ofensivo da equipa de Rui Vitória para o que resta do campeonato. Jogador fisicamente resistente e com destreza a fugir às marcações, é um extremo que joga bem a partir da ala e que sabe depois surgir também em zonas mais interiores do terreno de jogo.

  1. Tiago Rodrigues

Tiago Rodrigues

Tiago Rodrigues chegou ao FC Porto em 2013, oriundo do Vitória de Guimarães. O médio português não se conseguiu afirmar no plantel portista e, por isso mesmo, regressou à equipa vimaranense na última época por empréstimo.

Na primeira metade desta temporada, o jogador de 22 anos actuou exclusivamente na equipa B dos “dragões”, mas irá agora regressar, por empréstimo do FC Porto ao Nacional da Madeira, à principal divisão do futebol português.

Com a chegada de Tiago Rodrigues, Manuel Machado ganha mais uma excelente opção para a zona intermediária do terreno de jogo, podendo pôr a equipa a jogar tanto em 4-3-3 (triângulo no meio-campo com Ghazal, Gomaa e Tiago Rodrigues) como em 4-2-3-1 (duplo pivô defensivo composto por Ghazal e Luís Aurélio com Marco Matias, Gomaa e Tiago Rodrigues no apoio ao ponta de lança venezuelano Rondón).

Para além de ter sido titular em todos da Primeira Liga desde que assinou pelos rubro-negros, Tiago Rodrigues até já fez o gosto ao pé, tendo apontado um dos golos que garantiu a vitória da equipa de Manuel Machado sobre o Belenenses. Coincidência ou não, o certo é que o Nacional da Madeira ainda não perdeu para o campeonato desde que Tiago Rodrigues entrou no onze… 

  1. Hernâni

Hernani

A transferência de Hernâni do Vitória de Guimarães para o FC Porto foi a grande notícia do último dia do mercado de Inverno. Se para muitos era apenas uma questão de tempo, para outros foi uma completa surpresa. Mas a realidade é que o jogador assinou esta segunda-feira contrato com a equipa azul e branca até 2019. Hernâni fica com uma cláusula de 30 milhões, havendo todavia alguma indefinição quanto aos valores oficiais do negócio.

O extremo de 23 anos era um dos pilares da excelente campanha que o Vitória de Guimarães tem vindo a fazer no campeonato, sendo peça fundamental no esquema táctico da turma vitoriana. Através da sua velocidade estonteante (a qual deu imensas dores de cabeça a todos os laterais incumbidos de marcar o jogador português) e aproveitando o desposicionamento dos adversários, a equipa de Rui Vitória conseguiu marcar muitos golos através de jogadas rápidas de contra-ataque. Hernâni era inclusivamente um dos melhores marcadores do clube da cidade-berço: havia já apontado 4 golos e prometia não ficar por aqui.

Apesar de a sua entrada no onze portista ser bastante difícil em virtude do regresso de Brahimi da CAN e do bom momento de Ricardo Quaresma, o ex-Vitória de Guimarães pode ser bastante útil quando Julen Lopetegui quiser dar descanso aos titulares sem nunca perder a qualidade e a objectividade de jogo da equipa. Para além da sua rapidez, a nova contratação azul e branca apresenta-se como um extremo muito vertical nos seus processos e que dá muita profundidade ao jogo, o que pode causar muitos dissabores às equipas contrárias (ainda para mais num 4-3-3 clássico como é o caso do FC Porto e tendo um ponta-de-lança como Jackson Martínez na frente de ataque).

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