Freddy Adu – O arquétipo dos ‘flops’

Freddy Adu foi, talvez, um dos fenómenos mais falados quando apareceu na equipa principal do DC United, com apenas 14 anos. Um miúdo, portanto. Com 14 anos ainda está o comum adolescente a passar pelas mais variadas fases da puberdade, enquanto Freddy Adu já andava a caminhar para a vida adulta com tão tenra idade. Hoje, podemos afirmar que se tratou de um erro e que o ‘novo Pelé’ (foi assim apelidado pela imprensa) deu passos maiores que as suas pernas. E se Pelé, um dos melhores jogadores de sempre, foi a referência utilizada para o jovem Adu, hoje em dia o norte-americano é a referência dos ‘flops’, sem dúvida alguma.

Como foi referido, Adu, começou no DC United até se transferir para o Real Salt Lake. A sua ligação ao clube do estado do Utah acabou em 2007, ano em que, Freddy Adu, com 18 anos, atravessou o Atlântico para ingressar no nosso país, mais concretamente, no actual campeão nacional, Benfica. Na altura o técnico dos encarnados era, o actual seleccionador nacional, Fernando Santos, mas o experiente treinador manteve-se pouco tempo no cargo, sendo substituído pouco depois do início da época por José António Camacho. Era o regresso do espanhol a uma casa onde tão bem se deu. No entanto, o internacional norte-americano nunca foi opção principal para qualquer um dos treinadores (Chalana acabou a época como treinador). Durante a época, Adu, contabilizou 21 jogos e 5 golos em todas as competições. Números que não são propriamente maus para um estreante no ‘Velho Continente’, ainda para mais sendo tão novo. Na época seguinte veio Quique Flores, que pretendia uma equipa com jogadores de créditos firmados e, portanto, os dirigentes benfiquista reuniram as condições necessárias para adquirirem jogadores como Pablo Aimar, David Suazo e José Antonio Reyes (estes dois últimos por empréstimo), por exemplo. Foi, então, uma medida que retirou espaço a Freddy Adu na equipa e, claramente, onde começou o declínio da carreira do jogador de origens ganesas.

xabier-alonso-freddy-adu-a72830a0bcf2bcc0

O norte-americano foi emprestado ao Mónaco, mas apenas jogou em 11 ocasiões. Foi um retrocesso, portanto. Na época seguinte, deu-se um, algo surpreendente, empréstimo a um outro emblema histórico de Lisboa, Clube Futebol Os Belenenses. Esta mudança para o clube de Belém não podia ter sido menos proveitosa (apenas 4 jogos e nenhum golo apontado), sendo que em Janeiro mudou-se para os gregos do Aris de Salónica, onde a felicidade voltaria a não lhe bater à porta (9 jogos, 1 golo) e, posteriormente, seguiu-se novo empréstimo, mas, desta feita, aos turcos do Rizespor, onde a história tornou a não mudar. E assim continuava o declínio.

Em 2011, Adu, desvinculou-se definitivamente do Benfica e regressou ao seu país de origem para vestir as cores do Philadelphia Union, mas o jogador já há muito que havia perdido a alegria de pisar um relvado (talvez por ter sido ‘obrigado’ a ser adulto quando não devia). Em 2013, ingressou no país do jogador que lhe “emprestou” o apelido de ‘novo Pelé’. Assinou pelo Bahia, mas – adivinhem lá – mais uma vez sem sucesso. No início desta época retornou à Europa, para representar o Jagodina, da primeira divisão sérvia (curiosamente, equipa que mantém protocolo com o Benfica). Ainda há poucos dias, surgiu a notícia que, Adu, havia sido despedido do emblema sérvio, mas o próprio utilizou as redes sociais para desmentir o que vinha sendo dito na comunicação social, para afirmar que apenas terminou o seu contrato de 6 meses e que decidiu não renovar.

Com 25 anos, ainda tem tempo (e talento, quiçá) para contornar esta frustrante situação, mas as esperanças e expectativas são escassas. A título de curiosidade, resta agora saber como vai Martin Ødegaard, a nova coqueluche a nível mundial, lidar com este ‘hype’ todo criado à sua volta. Esperemos – para bem do futebol – que, o já internacional norueguês, consiga dar azo a todo o seu potencial, que é imenso!

Anúncios