Costa Rica vence Grécia nos penaltis e continua a fazer história; Gregos dominaram mas falta de eficácia foi penalizante

O quarto jogo dos oitavos de final do Campeonato do Mundo levou ao confronto entre os outsiders Costa Rica e Grécia. À espera do vencedor deste jogo encontra-se a Holanda, já qualificada. Do lado dos centro-americanos, Bolaños voltou ao onze, tal como o central Umaña; ambos os jogadores haviam ficado de fora no embate com a Inglaterra. Já por parte dos gregos, Fernando Santos também “mexeu” no onze, fazendo entrar Samaris. O jogo começou com um ritmo interessante mas as oportunidades de golo foram escassas. Ambas as equipas apresentaram-se muito agressivas e combativas a meio campo, aproveitando para sair em transição rápida quando o adversário eventualmente se desequilibrava. A primeira grande oportunidade de perigo surgiu apenas aos 37 minutos: espectacular cruzamento de Cholevas a encontrar Salpingidis ao segundo poste. O avançado grego rematou para golo mas Navas defendeu com a perna para canto. Até ao final do primeiro tempo poucas oportunidades surgiram.A Grécia controlou a maior parte do tempo e os seus jogadores foram mais perigosos. Lazaros, Cholevas e Campbell foram os que mais mexeram com o jogo. A segunda parte começa com a Grécia a procurar a baliza de Navas mas quem chegou ao golo foi mesmo a Costa Rica, através de Bryan Ruiz, num remate fraco mas muito bem colocado. Praticamente no lance seguinte a Costa Rica reclama penalti e a verdade é que Torosidis afastou a bola com a mão. Aos 65 minutos o central Duarte foi expulso após ver o segundo amarelo. A Grécia tentava chegar ao empate e foi dispondo de vários livres frontais e laterais mas sem sucesso. Os gregos nunca baixaram os braços e sobre o minuto 90 chegaram ao empate: chuveirinho de Samaras para o meio da área, remate de Gekas para defesa de Navas e Sokratis na recarga meteu a bola dentro da baliza. A Grécia ainda esteve perto da reviravolta quando Mitroglu cabeceou para mais uma espectacular defesa de Navas. No prolongamento, a Grécia procurou sempre evitar os penaltis e a Costa Rica saía esporadicamente em transições rápidas. No entanto, nenhuma das equipas conseguiu encontrar o caminho do golo. Numa serie de penaltis muito bem marcados, Navas defendeu um e chegou, para, depois, Umaña meter a Costa Rica nos quartos.

penales

Box-to-box: Jogo muito equilibrado com índices de agressividade e entrega muito elevados, no entanto, a Grécia esteve quase sempre por cima mas a falta de eficácia e o guardião costa-riquenho levaram o jogo para penaltis. O primeiro destaque vai exactamente para Navas, o guarda-redes foi absolutamente decisivo tanto no tempo regulamentar como nos penaltis. Campbell também fez um jogo de grande entrega e sacrificio. Estas duas qualidades servem para o avançado costa-riquenho mas sobretudo para toda a equipa grega, que nunca desistiu do jogo. Notas para Cholevas, o lateral esquerdo fez uma grande partida, com bons cruzamentos e cobertura; Karagounis esteve em todo o lado e nem parece que já tem 37 anos; Samaras ganhou muitas faltas mas nem sempre decidiu bem; Lazaros também esteve bem, causando muitos desequilíbrios no ultimo terço.

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