México vence os Camarões à tangente (1-0) apesar do domínio completo; Arbitragem voltou a merecer destaque, novamente pelas piores razões

O México cilindrou tacticamente a selecção dos Camarões, mas não conseguiu mais do que uma vitória por um golo no último jogo da 1ª jornada do Grupo A. A equipa da América Central entrou forte no jogo, contrariamente à disposição táctica dos camaroneses (linhas muito recuadas, com a meio-campo muito junto à linha defensiva). Isto resultou numa maior posse de bola dos mexicanos e consequentemente nas melhores oportunidades de golo da partida. Peralta fez o gosto ao pé, numa recarga, com uma hora de jogo mas foi na primeira parte que os mexicanos se podem queixar da arbitragem (por duas vezes o fiscal assinalou fora-de-jogo em lances completamente regulares, ambos finalizados por Gio Dos Santos)

 

Box-to-box:  Os Camarões foram uma decepção devido à maneira contida como entraram para este jogo. Jogaram à espera do adversário na tentativa de surpreender em contra-ataques rápidos mas o México, com uma boa leitura do jogo, não comprometeu neste aspecto. Geriu e bem a posse de bola e aproveitou a grande capacidade táctica do ‘português’ Herrera. Gio Dos Santos esteve em destaque, não só por ter estado na origem dos dois golos invalidados dos mexicanos, mas também por ter sido ele a fazer a comunicação do jogo entre o meio-campo e o ataque aparecendo várias vezes em zonas entre-linhas. Javier Hernandez foi a grande surpresa por ficar de fora do 11 mas a escolha recaída em Oribe Peralta surgiu efeitos e acabou por ser ele o único marcador da partida. Para a equipa africana, de destacar o guarda-redes Itandje com um par de boas defesas e do lateral Assou Ekotto sendo ele o único elemento a criar desequilíbrios na defesa mexicana. Eto’o acabou por fazer pouco já que raramente as bolas chegavam à grande área adversária.

 

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